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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vou te contar uma história... (2)



No meio de um começo

Como sem saber por esperar

Vai se concentrando a presença

De algo plenamente abstrato

Que muitos chamam de consciência

Também de mente inteligente que se faz onipresente

Base de tudo no SER

Interage de forma imperceptível

Com partículas que mal podemos observar

Ao ponto de pela vontade

Vir a formar toda matéria visível

E ao manifestar-se em formas vivas

Permite-lhes a liberdade de viver

Seja em sonhos, desejos, falas e atos

Que possibilitam a construção

De sua própria trajetória histórica existencial

Onde passa a existir de tudo

Descobertas, evolução, contradição

Com se fosse a inevitável volta

De sua imaterial existência

Que dessa forma tem o presente

De viver a própria existência

Unida à consciência universal

Mas mesmo assim existem formas de vida

Que irão em direção oposta

Por livre escolha existencial

Condenam-se a uma existência de isolamento

Contrariando a vontade natural de sua criação

Que o convida a comunhão de sentido e vontade

Mas embriagados pela possibilidade de SER

Esquecem que a possibilidade só existe no SER

Assim passam a viver uma eterna vida de Vir-a-Ser

Como uma louca neurose movida por uma paixão

Uma construção de vida movida por uma escolha

Constituída ao longo de uma trajetória existencial

Onde aparecem os valores, éticas, morais que foram seguidas

E como cegos podemos ficar

Quando entorpecidos estamos por desejos mundanos

Somos capazes de perdermos nosso sentido existencial

E depois padecemos por nossas escolhas

Mas o jogo da vida sempre está ao nosso favor

Depende do sentido que pretendemos seguir...

(2 – Continua...)
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