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domingo, 21 de janeiro de 2018

O Dever do Filósofo !

          O que é o dever?
         A palavra dever se refere a tudo que é considerado uma obrigação e que muitas vezes deixa de ser o desejo adequado ou apropriado de uma pessoa. O termo está relacionado com a ética e a moral, pois se refere a ações ou formas de comportamento que têm sido socialmente estabelecidos e conceituados como apropriados ou corretos para determinadas situações. Cumprir com o dever estabelece sempre algum tipo de benefício social ou individual que pode ser mais ou menos visível. Para controlar e medir o desejo ou o impulso das pessoas que existe justamente o dever.
         Um filósofo deve cumprir qual dever? Não ceder a nenhuma outra de suas razões, senão às que as reflexões demonstram serem as melhores.
As opiniões que os homens formam, a umas se deve acatar, a outras não. Não é absolutamente com o que dirá de nós a multidão que nós devemos preocupar, mas com o que dirá a autoridade em matéria de justiça e injustiça, a única, a Verdade em si. Não devemos dar máxima importância ao viver, mas ao viver bem. E onde está a verdade? Na justiça.
         Para o homem justo, jamais se deve proceder contra a justiça. Nem mesmo retribuir a injustiça com a injustiça, como pensa a multidão, pois o procedimento injusto é sempre inadmissível. Em suma, não devemos retribuir a injustiça, nem fazer mal a pessoa alguma, seja qual for o mal que ela nos cause.
         Devemos cumprir as convenções justas, a lei que firmamos em sociedade, ou não?
         O dever está em cumprir a lei ou executar as ordens da cidade e da pátria ou obter a revogação da lei pelas vias criadas do direito. Uma vez, que as leis façam parte dos direitos civis e do conhecimento da vida pública e de nós, devemos nos sujeitar as leis, se não for do nosso agrado, temos a liberdade de juntar o que é nosso e partir para onde bem entender.
         Mas se permanecemos, vendo a maneira pela qual é distribuída a justiça e desempenhada as outras atribuições do Estado, o comportamento humano deve ser orientado pela lei estabelecida. Os supremos valores da humanidade são a virtude, a justiça, a legalidade e as leis.
         O violador de leis é um ser que pratica a injustiça, incapaz de cumprir o seu dever, de ser um cidadão em sua pátria.
         Um filósofo, mestre, professor deve ensinar ao seu discípulo, aluno a ser um ser
 justo, cidadão, cumpridor de seus deveres. Sócrates é este filósofo, mestre, professor.

 

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Ideal do Brasil está no Horizonte !




         A função de um líder é olhar para o horizonte, caminhar para um modelo utópico, que se materializa no presente. Qual é o modelo utópico a ser alcançado pelo Brasil?
         Um estadista tem em seu discurso, um sonho, uma forma de ver o mundo, que conduz, lidera as pessoas para uma vida ideal. Qual é o sonho a ser materializado pelo Brasil?
         Esta é uma das perguntas a ser respondida pelo político que se candidata a um cargo eletivo. O que o brasileiro pode querer se não a realização de um sonho?
         Os cidadãos brasileiros em 2018 estão diante das eleições mais importantes. Questões como trabalho, educação, saúde, segurança e moradia representam a base para a estabilização de uma sociedade. Ter emprego, renda que proporcione qualidade de vida, é o sonho de um trabalhador.
         Um mercado consumidor saudável se forma com salários saudáveis, qual é o valor de um salário saudável? Segundo o Dieese o valor do salário mínimo ideal no Brasil é R$3.899,66, capaz de sustentar uma família de quatro pessoas. Onde atende as necessidades básicas do trabalhador, segundo a Constituição Federal proporciona moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Valor calculado com base na cesta básica. Ou seja, para o trabalhador viver em um mundo ideal é necessário que exista um plano econômico que proporcione um aumento do salário mínimo acima da inflação ao longo de vários anos, até chegar ao valor do salário ideal.
         Esta é a questão que deve ser discutida pela sociedade brasileira ao longo do ano eleitoral de 2018. Imagine um Brasil, onde os trabalhadores recebem um salário justo? O segredo de uma economia forte está na qualidade do salário do trabalhador. O consumo aumenta, as empresas se tornam saudáveis financeiramente, obtém lucro, o Estado arrecada mais impostos, tudo funciona melhor. Por que o eleitor brasileiro não luta por este Brasil ideal? O eleitor deve votar em um político que esteja comprometido com a melhora das condições econômicas do trabalhador e das empresas no país.
         O meu compromisso como filósofo é levantar questões, é possibilitar o diálogo, é pensar fora da caixa, dizer que temos alternativas, não estamos escravizados a modelos ortodoxos. O que falta para o Brasil é uma atitude, mudar o modelo, o status do salário mínimo e entender que quem tem a capacidade de fazer a economia florescer é o trabalhador e o empresário. É com o salário do trabalhador que a economia anda, torná-lo justo é uma forma de tornar a sociedade justa. Com um salário mínimo maior, todos podem ganhar, pois aumenta o poder de consumo, aumenta as oportunidades para os empreendedores, o Estado arrecada mais. É uma questão lógica, matemática, quanto mais tem, mais se pode distribuir, o mercado interno de consumo torna-se forte no Brasil.
         O que impede que o mundo ideal para o trabalhador e empresário não se realize? O Ideal do Brasil continua no Horizonte, basta ter um compromisso com o aumento do salário do trabalhador e faturamento do empresário, aqueles que em sua maioria votam e elegem a maioria dos líderes políticos.
         O Brasil pode ir muito além do estado presente, o que precisa é ter uma mudança de paradigma, a classe empresarial deve entender que o segredo do sucesso econômico acontece com a convivência conjunta de um mercado consumidor forte, com salários justos, que são capazes de proporcionar ao trabalhador uma vida digna, lhe dê uma capacidade de consumo, de realização de seus sonhos pessoais.
         O candidato político do futuro é aquele que tem um discurso para a classe trabalhadora, beneficie as empresas com maiores receitas e traga um superávit fiscal para o Estado com uma maior arrecadação. É um jogo ganha-ganha, todos podem viver em um Brasil Ideal, e fazer do horizonte uma realização no presente.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O Brasil e o Ser Existencial !




         Podemos pensar que temos todo o tempo do mundo, mas existem momentos que são únicos e exclusivos não se repetem, podemos fazer parte da vanguarda ou seguirmos os líderes. Qual é o melhor dos mundos?          Podemos estar na dianteira como pioneiros ou sermos obrigados a assimilar o que for determinado pelos pioneiros. O que o Brasil quer Ser existencialmente?
         Esta é a questão que o Brasil tem que resolver para poder um dia se autodeterminar. Se quisermos ter a liberdade de seguimos o nosso próprio destino por uma livre escolha, temos que ter a coragem de sermos pioneiros, seja pela pesquisa, tecnologia e ciência, e assim escolher o que queremos ser, independente da opinião de qualquer agente externo.
         O limite que há na vida são os limites que nós mesmos nos impomos, independente de qualquer fator externo, se não estivermos comprometidos com a ordem e progresso do Brasil, não há um Ser Existencial. Podemos ser o que queremos ser, e depende exclusivamente do direcionamento que damos aos nossos recursos.
         O Brasil tem o futuro para decidir o que quer ser, independente da opinião de qualquer agente externo. As políticas públicas podem ser direcionadas para o desenvolvimento do país. Os investimentos em infraestrutura são oportunidades palpáveis, só que existem muitas outras oportunidades ocultas que nos destina a um país do futuro. Não é um futuro longínquo, mas há um futuro próximo que envolve o equilíbrio, a sustentabilidade e a longevidade, possível das futuras gerações.
         O povo brasileiro deve eleger líderes que são capazes de fazer o país se autodeterminar frente o seu futuro incerto. No futuro não há certezas, apenas prováveis cenários. Em termos probabilísticos, o Brasil tem a capacidade de enfrentar as adversidades do futuro improvável.
         Se um investidor tiver que apostar seu capital em um país, qual seria esse país? O país que tem recursos naturais ou o país que apenas consome recursos naturais? Onde está a possibilidade do futuro? No país que tem o que oferecer ou no país que depende do país fornecedor? Este talvez seja o limite existencial de um país, é impossível tirar algo de onde não há nada para tirar. O Brasil é um país que tem o seu potencial de desenvolvimento subutilizado, podemos ir muito além que estamos fazendo hoje em dia. O Brasil precisa mudar o modelo mental, o povo precisa olhar para frente com novas perspectivas.
         A juventude do terceiro milênio representa a esperança do país, pois tem um modelo mental muito diferente da elite política dominante, que está no poder do país. Podemos estar diante de uma virada histórica, na qual os resultados são imprevisíveis.
         O limite do Ser Existencial do Brasil se faz na medida em que não somos capazes de mudar, pensar diferente, criar o novo, o impensável. A inovação é o caminho, devemos criar um ambiente para assimilarmos as inovações tecnológicas e possibilitar a prosperidade da livre iniciativa.
         Um país com extensão territorial, diversidade de clima, vegetação e população pode criar o novo, superar os limites impostos pelos países de primeiro mundo.
         O Brasil pode ser o país que cria o seu próprio modelo político, econômico e educacional, a sua própria filosofia, a sua forma exclusiva de Ser no mundo. Não há porque seguirmos modelos já estabelecidos, temos o futuro para sermos o que queremos ser, independente do que os outros são.
         Imagine se fôssemos desvinculados dos países de primeiro mundo, poderíamos criar o nosso próprio mundo. Não há uma razão para que venhamos imitar os outros países. Somos livres para fazer das nossas vidas o que bem entendemos. As nossas necessidades nos basta, não dependemos de ninguém, podemos seguir a vida em frente sem depender de qualquer país. Esta possibilidade nos faz um país magnífico, que pode escolher o que queremos ser no futuro.
         O Brasil deve avaliar o que dá certo nos Países Nórdicos da Europa, onde os meios de produção servem para criar riqueza e pagar impostos. O Estado regula e incentiva a iniciativa privada, e o Estado proporciona o bem estar à população. É um paradigma que pode ser avaliado em função do resultado que apresenta. O Brasil tem a possibilidade de construir o seu próprio futuro inspirado nos êxitos de outras nações.
         A sociedade brasileira para prosperar precisa ter liberdade e estar inserida em um ambiente criativo, para poder transformar a própria realidade. Não há limite para o imponderável, o limite se impõe quando não há incentivo e a regulamentação é excessiva por parte do Estado.
         O jogo da economia tem que ser um jogo ganha-ganha, onde os empreendedores de diversos tamanhos têm uma rentabilidade justa nos negócios, na mesma proporção que seus empregados, para assim existir uma sociedade forte, capitalizada, com capacidade de consumo.
         O Ser Existencial do Brasil se faz na qualidade de vida de seu povo, no nível de renda, no acesso à educação, saúde e segurança. Ter uma elevada taxa de emprego, ter uma trajetória de prosperidade sustentável, com equilíbrio, capaz de constituir uma reserva financeira para a velhice. Este é um ideal que pode ser almejado a partir do presente, deve ser a pauta de trabalho dos líderes políticos eleitos pelo povo. Para buscar este futuro, o Brasil não precisa perguntar a ninguém, apenas seguir em frente e fazer o seu próprio caminho, está nas suas mãos, pertence ao povo brasileiro.




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Guerra Antagônica na Política Brasileira !




         As eleições de 2018 no Brasil representam uma Guerra Antagônica, é a luta de ideias opostas pela hegemonia de um modelo mental no imaginário do eleitor. O país está dividido, não há um consenso em torno de uma modelo de pensamento que venha unir o povo na direção de um destino comum.
         A vitória de uma ideia não representa uma estabilidade política por médio e longo prazo, pois a história caminha de forma dialética, a cada momento uma tese é superada por uma antítese e a nova tese se impõe historicamente, só que o movimento dialético não para. Ou seja, a democracia brasileira caminha de crises em crises, que são as demolições de paradigmas estabelecidos e a troca por outros novos paradigmas.
         A polarização representa a falta de alternativas e criatividade da política por parte dos políticos no Brasil. Podemos dividir basicamente em dois polos os modelos de pensamento, como: Um modelo socialista estatizante com forte participação do Estado na criação de riqueza e um modelo neoliberal privatizante com a mínima participação do Estado na criação de riqueza.
         Para unir o país, nós eleitores precisamos ir por um caminho do meio, que valorize o papel do Estado na criação de políticas sociais com a promoção da justiça social, a diminuição da pobreza e miséria, e também a valorização da iniciativa privada através da liberdade de ação e criatividade para a geração de negócios e oportunidades de trabalho e renda.
         A função do Estado é de um agente regulador da iniciativa privada, que evite os desiquilíbrios econômicos e sociais. É ser transparente, economicamente justo, com uma carga tributária que não inviabilize a atividade econômica da iniciativa privada e tenha um tamanho sustentável para viabilizar a longevidade das gerações futuras. As despesas do Estado têm que ser menores que as receitas, o Estado tem que ser superavitário responsável fiscalmente.
         Cada eleitor tem que estar atento para o tipo de discurso político econômico realizado pelos candidatos a um cargo eletivo. Está na hora do eleitor fiscalizar os orçamentos fiscais aprovados pelas câmaras legislativas, pois representam o destino e a aplicação dos impostos pagos por cada eleitor. Deve votar no candidato que estiver mais comprometido com a estabilidade econômica e o equilíbrio fiscal do Estado. O cidadão brasileiro deve saber que o Estado é formado pela Federação, Estados e Municípios. E em 2018 estamos elegendo representantes para a Federação, Estados e Municípios.
         O equilíbrio só pode ser alcançado com a negociação entre os representantes antagônicos de visões de mundo opostos, para tornar a sociedade mais próspera e feliz é necessária à convergência para aspectos comuns, como políticas que melhorem a educação, a saúde, o aumento da renda, a geração de oportunidades e trabalho. A divisão enfraquece, a união fortalece para o enfrentamento dos desafios do novo milênio, a mecanização massiva do campo, a revolução industrial 4.0, o impacto da tecnologia aliada à internet nas áreas de serviço, o inchaço urbano das grandes cidades, a geração de trabalho e renda para a população, a ecologia e outros desafios mais.
         Sé há um novo paradigma político econômico emergindo é o paradigma do equilíbrio, da sustentabilidade, do bem estar e da longevidade da vida social de uma nação, em todos os aspectos possíveis, sejam na política, na economia, na ecologia e na vida social. Devemos questionar: Para que objetivo serve a busca incessante de eficiência para se obter a eficácia? Será que podemos obter a mesma eficácia com menos eficiência? Onde possamos valorizar mais o tempo útil, o ócio criativo, as artes, o filosofar, o ser religioso, o contemplar a natureza, o ser Homo Humanus.
         A política brasileira tem que ir para além de uma guerra antagônica e viver um momento de lucidez pacífica, na qual faça a nação se voltar para o futuro. As mudanças na história não param e os impactos serão inevitáveis, podemos nos preparar ou não para o futuro, é uma questão de posicionamento, eu como eleitor gostaria de votar em um político que olhe para o frente, para o futuro, pois já não temos mais condição econômica que mantenha as velhas estruturas que impeçam a evolução do país, do povo brasileiro. A saída e solução para os problemas estão no futuro, o presente serve para preparar a recepção do futuro.
         O caminho do meio é uma das soluções para a Guerra Antagônica na Política Brasileira, as polarizações não fazem sentido, o que o eleitor quer são representantes que catalisem soluções para os problemas atuais e dê uma direção para o futuro, o eleitor quer mais que um político, quer um estadista. Aquele que transforme democraticamente o modelo mental da sociedade, na qual passe a pensar de forma conciliadora e unificada.
         A eleição de representantes políticos é um momento especial que o eleitor tem para fazer política, para ser político, para sonhar e depois cobrar, acompanhar, estar atento, na busca de um país mais justo, mais próspero. Se um candidato não apresentar características democráticas que possam fazer o povo feliz, este não merece os votos do eleitor. O futuro do eleitor está na sua participação política, no seu ato cívico, que não termina com as eleições dos representantes políticos, mas continua com o acompanhamento sistemático e a cobrança da realização de suas promessas durante o período eleitoral.
         A atual crise política e econômica brasileira propicia o surgimento de um novo cidadão, o Homo politicus economicus, mais consciente, mais exigente, mais alerta, mais crítico, mais conectado, que pensa o macro e o micro de forma pragmática, o que quer soluções e resultados. O político que terá longevidade será o político que represente o futuro, que tenha um olhar para frente com bases do passado, fundamentados no presente. E atenda o desejo democrático da maioria do povo brasileiro, o seu cidadão brasileiro quer um político com características de um estadista.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Oratória Política em 2018 !

         O eleitor brasileiro deve estar atento a Oratória Política nas eleições em 2018, a arte do candidato político de falar em público de forma estruturada para influenciar os eleitores no momento do voto. Cada eleitor deve perguntar: Onde está a verdade? Não podemos nos passar de inocentes e outorgar o poder político a pessoas que estejam fazendo uso da Oratória Política para apenas se elegerem. Os meios de comunicação e a imprensa livre têm a responsabilidade cívica de informar, esclarecer ao eleitor o que é real de fato e o que é fumaça, algo inalcançável.
         O Brasil já não tem mais tempo a perder, tudo está passando, as mudanças mundiais solicitam a eleição de líderes que estejam alinhados com as tendências e necessidades do futuro, onde as políticas públicas sejam materializadas na economia, viabilizando a estabilidade e a sustentabilidade.
         O Brasil, por vocação natural, tem o potencial de ser um dos países com a maior matriz de energia limpa e sustentável do mundo, é uma das vantagens competitivas e tendências para o futuro. Mas parece que andamos na contramão, o país investe na extração de petróleo do pré sal e utiliza de termoelétricas que poluem o meio ambiente para a geração de energia elétrica, de forma tímida combate o desmatamento na Amazônia, e não cria políticas públicas para o investimento em fontes de energias renováveis, não estamos fazendo do nosso potencial um trampolim para o futuro.
         O Brasil não tem uma política pública para combater a injustiça social fundamentada na educação, os professores são desvalorizados e não são vistos como agentes que proporcionam a transformação social, os formadores de cidadãos mais preparados para enfrentarem a vida. Existe uma completa falta de transparência por parte do poder público, os orçamentos são votados sem uma discussão democrática com a sociedade. Os líderes políticos deveriam perguntar aos eleitores, onde querem que sejam investidos os recursos financeiros provenientes da arrecadação de impostos. A gestão dos recursos públicos são geridos de forma antidemocrática, o povo não é consultado, e assim são feitos gastos e investimentos que atendem a manutenção de interesses corporativos, o povo fica apenas com as migalhas dos recursos públicos.
         Está na hora do Estado brasileiro aprofundar a democracia no país, ou seja, pelo uso da tecnologia e das redes sociais, o cidadão tem o direito de decidir onde devem ser aplicados os recursos financeiros provenientes dos impostos. Já não é mais saudável o Brasil ser governado pelas oligarquias sem a participação popular, vivemos em um Estado tirano com o poder concentrado na mão de poucos, que são profissionais da política e não estão comprometidos com o desejo democrático da maioria. As decisões são tomadas pela oligarquia instalada no poder, que defende apenas os próprios interesses para se perpetuar no poder.
         A política no Brasil precisa de uma oxigenação, ventos novos, uma nova forma de ser e pensar. A Era dos cabeças brancas já passou. Quem pode responder aos anseios das novas gerações, que representam a mudança, o futuro? Não são os políticos estabelecidos no poder. O fisiologismo e o corporativismo são o câncer da política no Brasil, o país precisa avançar, com criatividade, ter novas ideias, ter novos compromissos. O eleitor brasileiro pode fazer da eleição de 2018 um momento de renovação, de criação do novo.
         Mesmo que o eleitor erre e perca a oportunidade de criar o novo na política brasileira em 2018, e seja mal influenciado pela Oratória Política. Eu ainda tenho esperança, não em quatro anos, mas em dez e até vinte anos. A classe política dominante que se perpetuou no poder desde a redemocratização do Brasil em 1988, já não estará mais viva para conduzir o país, ou seja, a renovação é inevitável, o eleitor terá a oportunidade histórica de mudar o curso do seu destino nos próximos dez e até vinte anos.
         É no futuro que se encontra à oportunidade, o passado foi o presente é, mas o futuro será. Serão as novas gerações que construíram as novas possibilidades, as novas oportunidades, o imponderável e até o incalculável. O presente será uma luta pela esperança, mas podemos ainda nos frustrar, pois os cabeças brancas da política ainda não morreram, eles ainda estão de plantão no poder, a fazer de tudo para se perpetuar. Só que Deus é sábio, fez o homem um ser mortal, não somos capazes de viver eternamente, sendo assim o Brasil ainda tem esperança, pode não ter tido passado e nem presente, mas sempre terá futuro. As estruturas de poder opressor não sobrevivem eternamente, a inovação e a criatividade estabelece meios para se materializar o novo, e o novo sempre vence, e o novo pertence ao Brasil. Não será a Oratória Política capaz de inviabilizar a ordem e o progresso do Brasil, só que antes teremos que sofrer um choque de realidade para revolucionarmos a nossa forma de ser no mundo, e conhecermos a verdade de fato. Assim, quando a pergunta: Onde está a verdade? Tiver uma resposta realista, materialmente encarnada na vida terrena, teremos a oportunidade de trilhar um caminho rumo a prosperidade, ao equilíbrio e a sustentabilidade política e econômica.