Páginas

terça-feira, 24 de novembro de 2020

A Inserção do Brasil no Século XXI !


 

         Para o Brasil atrair um volume de capital estrangeiro que venha alterar a sua atual posição para um país mais próspero e sustentável a longo prazo, o Estado tem que incentivar a criação de empresas de última geração científica tecnológica.

         Em primeiro lugar o país tem saber o que quer ser, em segundo lugar tem que fazer um plano de longo prazo que se configure como um projeto de Estado, não um projeto de governo. Onde o Brasil pode estar daqui 10 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos e 50 anos?

         Seremos um país com uma economia predominantemente agrícola, ou também desenvolveremos os potenciais latentes no país, que passam pela sua biodiversidade, miscigenação, territorialidade, diversidade, pluralidade, continentalidade, para posteriormente se inserir no mundo.

         A solução para o desenvolvimento do Brasil está presente em si mesmo, não há por que esperar a boa vontade do investidor estrangeiro, temos que fazer o nosso dever de casa e caminhar na direção de políticas públicas convergentes com o desenvolvimento sustentável.

         O Estado pode não ser o executor do desenvolvimento, mas pode ser o agente sinalizador dos futuros modelos de desenvolvimento, que têm como base uma infraestrutura científica tecnológica. É o momento de se investir nas Universidades Públicas, nos Centros de Pesquisa, motivarem os pesquisadores a traçarem um planeamento estratégico de Estado para os próximos 50 anos, revistos a cada 10 anos.

         O país tem que utilizar toda a sua criatividade potencial para criar caminhos na direção do desenvolvimento sustentável. Vivemos imersos no século da criatividade, a era do conhecimento científico tecnológico, que caminha na direção de uma ‘ECONOMIA VERDE”, onde não haverá espaço para um outro tipo de economia.

         O processo entrópico do capitalismo conduz a sociedade a uma grande ruptura, onde as bases para a sobrevivência ocorrerão através de uma elevada ação criativa. A energia do trabalho coletivo tem que ser canalizada para resolver os problemas e a superação dos desafios impostos pelo século XXI.

         O país que irá liderar no futuro é o país que melhor souber dar respostas para os questionamentos impostos pela “ECONOMIA VERDE”. Fingir que nada está ocorrendo, é agir como uma avestruz, quando está frente a um problema coloca a cabeça em um buraco no chão, mas seu corpo está todo exposto, uma pequena lenda que serve de reflexão.

         A inação é a pior forma de ação, pois além de omissão não permite o avanço. O país não venceu a crise de 2015 até o presente momento porque não está agindo, apenas reagindo. Agir é algo que vai além, é caminhar em direção ao futuro. A nação é administrada com um olhar no retrovisor, estamos presos em modelos do passado, o que nos impede a imersão no futuro.

         O futuro é a “ECONOMIA VERDE” sustentada por uma infraestrutura científica tecnológica. É neste futuro que o país deve colocar todos os seus esforços e investimentos para a constituição de uma sociedade próspera, feliz, sustentável e longeva. O caminho existe, o que falta é uma ação em direção ao futuro por parte de nossas lideranças políticas.

Soberania em debate - Tecnologia, inovação e desenvolvimento: O futuro do Brasil


sábado, 7 de novembro de 2020

Uma Luz para o Mundo !


 

         As eleições para presidente dos Estados Unidos da América representam uma nova luz para o mundo, o partido Democrata representado pelo político eleito a presidente de forma democrática, Joe Biden, promoverá mudanças no rumo das políticas públicas ambientais. A agenda “VERDE” será retomada, o Acordo do Clima será refeito pela a maior potência do planeta. Os USA exercerão a sua liderança global na direção de uma economia “VERDE”, com a promoção de processos científicos e tecnológicos para a implantação de modelos industriais que respeitam o meio ambiente, busquem a preservação e conservação dos biomas naturais que regulam o clima e possibilitam a vida de milhares espécies da flora e da fauna.

         É a oportunidade do mundo se unir para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, a liderança pode ser realizada pelos Estados Unidos da América e o Brasil pode compartilhar esta liderança, em virtude da sua importância e dimensão ambiental.

         Onde entra o Brasil nesta história?

         É o momento do Governo Federal do Brasil rever a sua política ambiental praticada pelo Ministério do Meio Ambiente através da pessoa do atual ministro Ricardo Salles. O Brasil precisa de técnicos que entendam de temas relativos ao meio ambiente para serem Ministros do Meio Ambiente no Brasil, uma restruturação do IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com maiores recursos financeiros para o exercício de suas funções constitucionais.

         É uma oportunidade ímpar no sentido de realizar parcerias com governos, institutos de pesquisa, empresas estrangeiras que viabilizem investimentos para a construção de uma infraestrutura científica e tecnológica para a criação de oportunidades de negócios sustentáveis e empregos “VERDES” que promovam a conservação e a preservação dos principais biomas brasileiros, em especial a Amazônia.

         O Brasil está diante de uma nova oportunidade, de se inserir de forma irreversível na nova economia “VERDE”, reverter a atual política pública, criar empregos sustentáveis a longo prazo, e tornar os produtos destinados a exportação mais valorizados e aceitos pelos estrangeiros.

         Caso o Brasil assuma a nova realidade que está sendo imposta neste início do século XXI, o acordo comercial do Merco Sul com a União Europeia poderá ser retomado e teremos uma nova perspectiva futura. O Brasil tem mais a ganhar do que a perder com o novo presidente dos Estados Unidos da América, mas é também necessário que o Brasil faça a sua parte, reveja a sua política ambiental e assuma a direção do atual cenário econômico que vem sendo apresentado pela economia “VERDE”.

Conservar a Amazônia: uma questão ambiental, social e econômica