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segunda-feira, 3 de março de 2014

O que filosoficamente é possível considerarmos sobre um futuro provável, a partir do pensamento de Reymond Coswell?


Em primeiro lugar devemos tentar responder as perguntas:

O que é um futuro provável, e filosoficamente possível?

Se entendermos o futuro como o tempo que ainda virá, a existência que está por vir. E provável, o que tem grande chance de ocorrer, que pode ser provado, e dentro de uma perspectiva filosófica, um conjunto de estudos que visam compreender a realidade absoluta, as causas elementares, os fundamentos dos valores humanos, o sentido da existência, podemos fazer uma reflexão a partir do pensamento de Reymond Coswell.

Sim é possível considerarmos o Homem inserido em um universo de possibilidades infinitas para o qual caminha a humanidade, a superação dos limites existenciais. Viveremos em realidades concretas e virtuais, mesmo dentro de um intervalo de confiança existencial, o qual apresentará infinitas possibilidades. O hoje é a soma de infinitos vetores da limitada realidade terrena do passado, e o futuro é a possibilidade da concretização dos infinitos vetores que existe na limitada realidade terrena. Pensemos que a vida humana na realidade terrena seja a soma de vetores existentes em um intervalo de 0 a 1, podemos então somar os infinitos vetores 0,0000001... Mais os respectivos infinitos vetores 0,9999999... E chegaremos ao limite superior igual a 1. Assim é a realidade humana que se materializa por sutis diferentes direções, e assim estamos diante do infinito, mesmo em uma limitada existência terrena. O que for possível realizar será o permitido.

Acredito estarmos diante do surgimento do Homem “Tecnofilológico”, e o que seria este Homem?

É um Homem que irá utilizar a tecnologia científica aliada à lógica matemática e lógica dialética para a solução de problemas e superação de desafios. É o Homem com elevado nível de formação humana e científica, consciente das limitações da vida humana, comprometido com a ética do economicamente sustentável, ecologicamente equilibrado e a continuidade da vida.

O conceito de riqueza mudará as organizações, as empresas só existirão para solucionar problemas, e não apenas para gerar acúmulo de dinheiro, a sociedade com o menor nível de dificuldade para sobreviver, com maior qualidade de vida, mais eficiente e eficaz, será considerada a sociedade mais rica. Haverá uma amplificação do conceito do que é ser rico. Conceitos atuais utilizados pelos economistas tradicionais, como tamanho do PIB, renda per capita, endividamento do Estado, taxa de crescimento da economia, saldo da balança de pagamentos, etc... Não farão o menor sentido, mas sim o grau de escolaridade da população, sua taxa de eficiência e eficácia, que serão medidos em correlação com uso e consumo dos recursos naturais finitos e não naturais finitos. Ou seja, quem tiver o menor desperdício, o maior e melhor nível de aproveitamento do seu tempo, seja “trabalhando” ou não, a melhor condição de sobrevivência e obtenção de uma elevada qualidade de vida. Esta sim será a sociedade ideal, serão os valores em evidência. A qualidade de vida será o bem mais precioso, pois o que adiantará ter dinheiro, se o detentor do dinheiro estiver inserido em uma realidade miserável? A sociedade do futuro será a sociedade mais estável, organizada, igualitária, justa, democrática que pratique uma ética humanista, capaz de fazer do Homem um ser mais humano.

A questão é:

Esta realidade ideal só será possível para uma elite, para uma minoria, ou a sociedade do futuro terá acesso a essa realidade ideal como um todo?

Acredito que o futuro pode ser mais justo, melhor, para que não haja revoltas, conflitos sociais, e até guerra civil, os líderes serão orientados a trabalharem para o bem comum, e não para uma minoria, elite dominante. As sociedades em cada parte do planeta terão que andar de mãos juntas, o conceito de país, Estado será transformado em uma única ideia, conceito, ou seja, os habitantes do planeta terra, localizado nas regiões da América do Sul, América Central, América do Norte, África, Europa, Ásia, Oceania, Ártico e Antártida. Pela necessidade de sobrevivência, serão capazes de apenas pelo uso da tecnologia científica, aplicada conforme o entendimento da lógica matemática e lógica dialética fazer o Homem superar os desafios existenciais e seguir em frente. A luta pela sobrevivência será tão intensa, complexa e sofisticada, que questões urgentes à continuidade da vida serão suprapartidárias, supra Estados, do interesse de todos e compartilhadas por todos. Só haverá futuro se o presente vier a existir.

Uma vez que este futuro seja possível, acredito que estaremos diante de novas fronteiras da existência humana, para darmos respostas a velhas questões como: Compreender a realidade absoluta, as causas elementares, os fundamentos dos valores humanos, o sentido da existência. O ato de filosofar continuará sendo uma constante na vida humana, pois surfamos na onda das possibilidades infinitas, que a cada momento coloca o Homem em um estágio de sua evolução, mas incapaz de dar uma resposta única e fechada para suas questões íntimas, o que temos são apenas sombras, continuamos vivendo na caverna de Platão, de costas para a entrada da caverna, as buscas nunca pararão as descobertas sempre existirão, pois somos a finitude imersa na infinidade. Do ponto de vista metafísico, somos um Vir a Ser, em busca da plenitude que só se concretiza na comunhão com o Ser. O Homem é um ente em estado de potência, um Vir a Ser, que está destinado a ser atualizado pelo Ser e comungar a sua existência com este Ser. Assim tudo que fazemos no estágio existencial do Vir a Ser, ainda representa uma pálida sombra comparada com a possível realidade existencial.

Caso o presente não possa existir, pela nossa falta de capacidade para tomarmos as decisões e escolhermos caminhos que venham a valorizar e dar prioridade a vida, ao coletivo, ao bem comum, estaremos diante do nosso próprio limite, o qual pode representar o nosso fim, originário de nossas próprias mãos.

Pergunta-se: Por quantas crises mais a sociedade vai passar para ser melhor do que é?

Não há uma resposta fechada, mas para que todo o desenvolvimento tecnológico científico faça sentido para a existência do Homem, este conhecimento terá que está a serviço da humanidade, caso contrário estaremos construindo o começo do fim. Com o nível de conhecimento e informação disponível, não haverá mais espaço para inverdades, retóricas vazias de conteúdos, mentiras no popular. E sim um direcionamento e uma trajetória existencial para uma realidade concreta e palpável para atender as necessidades humanas.

O desafio é esse, a minoria dominante, a elite tem que está no presente a serviço da construção deste futuro ideal. Se este presente não existir, também não haverá futuro. Será o começo do fim...
 
 
 
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