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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Data Limite !


          Estamos diante de uma data limite?
         O Homem será capaz de construir um estilo de vida que o leve a outro patamar a nível mundial?
         Para espíritas, ufólogos, e personalidades de outras esferas da sociedade, vivemos uma fase de transição, na qual estamos escolhendo o que a humanidade será no futuro. Revelações e descobertas estão por vir, caso sejamos merecedores deste futuro.
         O que podemos dizer, é que está em evidência uma nova ética para a humanidade viver. A ética da sustentabilidade, da cooperação, da distribuição, da colaboração, edificação do gênero humano e as outras formas de vida.
       Os nossos líderes políticos devem promover políticas que conduzam a humanidade nesta direção. Faça com ela esteja preparada para um possível nível de paz, saúde e prosperidade a ser construída para todos. Os elevados níveis de desigualdade não serão permitidos nesta nova sociedade. O egoísmo será banido da relação humana.
         Estaremos preparados para a vivermos o “paraíso” na terra?
        Existem profecias que descrevem está possibilidade para a humanidade, onde será separado o joio do trigo, os bons dos maus. Cada um com seu destino final.
        Há um conjunto de crenças de natureza filosófica e religiosa cujo princípio básico assenta na ideia de que há em cada homem uma essência imortal que transcende o próprio homem. E o caminho para a libertação dos sofrimentos terrenos é através do conhecimento. Não um conhecimento adquirido de forma racional e com base científica, mas um conhecimento intuitivo e transcendental que dá sentido à própria vida humana. Será esse o despertar do Homem?
     Ou será a partir de Cristo, o Homem Divino, que o Homem alcançará a sua salvação? Onde todos serão guiados para a luz.
         Onde está a verdade?
“O aspecto mais triste da vida de hoje é que a ciência ganha
em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria.”
(Isaac Asimov)



quarta-feira, 24 de junho de 2015

“Pirâmide” em Marte !


“Mais uma evidência ou apenas viagem de quem quer muito que isso aconteça? Imagens divulgadas pela Nasa mostram fotografias tiradas pelo robô Curiosity, que está em Marte desde 2012, que provariam a existência de vida no Planeta Vermelho.
A foto em questão aponta para uma formação rochosa no formato exato de uma pirâmide. Especialistas passaram a discutir o tema e, segundo alguns ufólogos, a pirâmide em questão não é acaso, mas sim “resultado de vida inteligente e de um projeto e certamente não um truque de luz e sombra”.
O fato de a Curiosity ter fotografado essa formação geométrica em específico fomentou ainda mais os discursos daqueles que acreditam ser essa a prova de que existe vida em Marte. Isso porque, para muitos ufólogos, as pirâmides do Egito são obras de extraterrestres.
A Nasa, por sua vez, não comentou a boataria que está rolando na internet após a divulgação da foto. A agencia espacial dos Estados Unidos se limitou apenas a divulgar os resultados da Curiosity e comemorar a nitidez das imagens trazidas pelo robô.”
Por Redação Yahoo! Brasil | Super Incrível – ter, 23 de jun de 2015.
         Qual pode ser o impacto desta potencial descoberta?
        Provaria que o homem não está só nesta galáxia, pelo menos em um momento de sua história.
        Realmente o que significa o tempo do Homem histórico na face da terra?
        Se fizermos uma escala de tempo, equivalente a um ano, para contarmos a história do universo, a história do homem histórico, que escreve e lê não representa 15 segundos de tempo neste ano. Ou seja, como criaturas conscientes e pensantes, representamos quase nada na história do universo. Assim, acredito que seja possível descobrir novas formas que evidencie a existência de vida inteligente em outras partes do universo.
     Eu me pergunto: Como fica o humanismo terrestre, caso, venhamos a descobrir outras formas de vida inteligente? Sobre quais princípios iremos afirmar nossos valores éticos e morais? Como iremos posicionar a filosofia terrena? Iremos construir formas galácticas de pensar? Onde colocaríamos Deus e a religião?
      O humanismo antropocêntrico já não teria mais sentido, talvez viéssemos a renovar uma visão teocêntrica da vida, onde para Deus não há limites, seria a demonstração da transcendência da vida, e o Homem é apenas mais uma criatura de Deus.
      Acredito que estamos no limiar de novas descobertas e um reposicionamento do Homem como criatura terrestre, que não tem a exclusividade da vida consciente e inteligente, mas a graça de receber este dom de um Deus benevolente. Acredito que ao se confirmar a descoberta, seja um fato importante, que trará um amplo significado do que é a vida no universo.


domingo, 7 de junho de 2015

Metafísica !

 
         É a totalidade do Ser, até o último horizonte de compreensão das coisas. É a ciência que estuda o Ser das coisas. Forma a verdade como conteúdo, o princípio unificador do Kósmos, que ordena e estabelece o Ser das coisas, produz a ordem. É a verdade como forma, onde surge o logos, o pensamento do Ser, que promove a sophía, o amor, a procura da verdade que está na luz do Ser, e estabelece a episteme, a ciência do Ser. Que através da alétheia, o desvelamento da verdade, da realidade. Pelos princípios filosóficos, a unidade de todas as coisas, daquilo que são constituídos, a partir do que originariamente derivam e em que resolvem em última análise, sobre o que estão e subsistem todas as coisas.
 
 
         O aparecer e o pensamento no Ser ocorrem a partir da existência de alguma coisa, aparece alguma coisa. O pensamento é a manifestação do Ser e o Ser é o que se manifesta na manifestação do pensamento. Aquilo cujo o ato é Ser, é ato total, integral do que é. Aquilo a quem compete o Ser ou, ainda, aquilo cujo ato é Ser. O juízo intuitivo e expressivo do Ser é a verdade do Ser, e o lugar verdadeiro é próprio, no qual se manifesta a verdade do Ser, é o juízo intuitivo e expressivo. O Ser é o manifesto em si e por si, e a sua manifestação é o juízo, o Ser é. Ser e determinação é toda explicação, ou explicitação, é determinação do Ser, ou o Ser numa sua determinação. Explicar ou explicitar é mostrar que o que é explicado ou explicitado está implicado e implícito no Ser e na sua manifestação. Ser e participação é a essência metafísica do ente, a partir do Ser. O ente é inteiramente o participante do Ser.

“O Mundo Real e as coisas são apenas reflexo
de uma realidade perfeita contida no
Mundo das Ideias !
(Platão)
 
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O Amor Sobrenatural !

 
         Deus existe e todas as criaturas racionais tende a Deus, é o amor natural de Deus. As criaturas racionais naturalmente amam a Deus, amam a si mesmas e amam ao outro. Há em todas as criaturas racionais um amor natural a Deus, mas também há uma potência natural de amar Deus por um amor sobrenatural, que não brota da natureza das criaturas racionais, mas brota da capacidade deste amor. Todas as criaturas racionais têm uma potência natural de amar a Deus sobrenaturalmente.
         O amor sobrenatural não é um ato que brota da natureza humana, é um dom, algo que foi doado. As criaturas racionais têm a potência natural para receber este amor. É o amor que Deus ama a si mesmo, não é o amor natural que as criaturas racionais amam a Deus, amam a si mesmas, amam aos outros. Deus é o princípio da ordem deste amor, que é o amor ágape, caritas, sobrenatural, infuso dom de Deus.
         Por um ato de misericórdia de Deus, Ele derrama sua graça sobre as criaturas racionais, e as criaturas racionais passam a amar a si mesmas como Deus ama a si mesmo, ama a Deus como Deus ama a si mesmo, ama o outro como Deus ama a si mesmo. O espírito é a parte da alma que é capaz de receber o Espírito de Deus, o amor sobrenatural.
         O pecado é a violação, transgressão, erro, falta de um princípio religioso que afasta as criaturas racionais do amor sobrenatural, é uma conversão a um bem mutável e uma aversão a Deus.
         1 – Há uma desobediência culpável do Homem (criatura racional) frente a Deus.
         2 – Há uma desobediência penal do Homem (criatura racional)
         a) Do corpo frente à alma.
         b) Dais paixões frente à razão. 

“Essa controvérsia no meu coração não é senão
de mim mesmo contra mim mesmo.”
(Santo Agostinho de Hipona) 

         A libertação do Homem (criatura racional) está na infusão do o amor ágape, caritas, sobrenatural, infuso dom de Deus. Com a infusão da graça há uma conversão a Deus e uma aversão ao pecado, não ao bem mutável, Deus está em primeiro lugar.

“O que está em primeiro lugar para você ?”
(Keller Reis Figueiredo)
 
 
 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A Cidade de Deus e a Cidade dos Homens !

 
O Homem é criado reto, em estado de graça, para viver em conformidade com Deus e não em conformidade consigo mesmo, para fazer a sua própria vontade, mas para fazer a vontade de Deus. Se os Homens vivessem em conformidade com Deus, deuses seríeis. Homens divinos, imersos na graça de Deus.
Quando o Homem nasce, toda a natureza humana está privada da graça de Deus, o corpo e a alma nascem velhos. Como cada homem individual pertence à mesma espécie, que é a humana. A natureza da nossa espécie é a mesma. E por causa do ato de soberba de nossos pais Adão e Eva, que cometeram o pecado original, ao desobedecerem a Deus. O Homem passou a sofrer uma desordem em sua natureza. O corpo não obedece mais a alma e as paixões não estão mais sob o domínio da razão.
O Homem passou a pecar, e o pecado é um hábito, uma disposição má da natureza humana, uma desordem. O pecado é uma conversão ao bem mutável e temporal e uma aversão ao bem imutável e eterno, a Deus. E enquanto o homem viver segundo a natureza humana, não será feliz por não viver segundo uma vida espiritual. Ou seja, convertido para Deus. Só se comete pecado querendo que as coisas nos corram bem ou não querendo que as coisas nos corram mal – ou quando fazemos para um bem melhor o que para nós é um mal maior. Assim o pecado é uma mentira, nos conduz a morte.
E não foi a carne corruptível que tornou pecadora a alma, mas foi à alma pecadora que tornou o corpo corruptível. A morte é uma pena de Deus segundo Santo Agostinho, e não uma libertação segundo a tradição greco-romana.
A partir do pecado constituiu-se na terra duas cidades a de Deus e a dos Homens:
1 – A cidade dos Homens:
São daqueles que vivem segundo a carne, aqueles que vivem segundo ao Homem.
2 – A cidade de Deus:
São daqueles que vivem segundo o espírito, aqueles que vivem segundo Deus.
Na trajetória histórica da humanidade há uma nova infusão da graça de Deus no mundo terreno, que reestabelece o estado de graça do Homem antes de cometer o pecado original, que é pela aplicação dos efeitos da paixão e morte de Cristo na alma do Homem, neste estado de graça a alma do Homem está salva. O Homem se converte a Deus, passa a viver segundo Deus, ou seja, a fazer a vontade de Deus, a ter uma vida espiritual e viver na cidade de Deus.

“De qual cidade tu queres pertencer?
A de Deus ou as dos Homens?”
(Keller Reis Figueiredo)
 
 
 
 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Compreensão de um Texto !


           
 

             Segundo Heidegger, “a compreensão é uma estrutura ontológica fundamental do ser humano. Isto significa que sempre estamos compreendendo, de uma forma ou de outra.”
            Ao lermos um texto não há como fugirmos da prática da interpretação, sempre nós estamos fazendo uma projeção, buscando uma compreensão das possibilidades futuras do ser humano, para darmos sentido à vida.
            Para Gadamer, “compreender um texto do passado culmina numa auto compreensão com referência a futuras possibilidades do ser.”
            Sempre compreendemos de alguma forma, o ato de compreensão começa com as estruturas prévias da compreensão e interpreta estas últimas como alguma coisa. O intérprete não tem como escapar do círculo hermenêutico e obter um conhecimento direto.
            Segundo Gadamer, “o caráter arremessado da compreensão significa que a tradição herdada forma o ponto de partida inicial para todos os atos de compreensão.”
            Não compreendemos um texto a partir do nada, partimos de um conteúdo prévio, e este conteúdo faz parte de nossa tradição cultural, é com este viés que olhamos o mundo a nossa volta.
            Gadamer afirma que segundo Heidegger, “a possibilidade produtiva do círculo hermenêutico ocorre quando percebemos que nossa tarefa constante não é deixar que a posição, visão e concepção prévias sejam apresentadas a nós por ideias ao acaso e concepções populares, e sim garantir o tema científico ao desenvolvê-las nos termos das coisas em si.”
            Gadamer tenta demonstrar que na hermenêutica filosófica é possível obter a compreensão correta fundamentando as estruturas prévias da compreensão nas coisas em si.
            Para Gadamer a compreensão de um texto parte de preconceitos, que segundo Heidegger são as coletivas estruturas prévias da compreensão, estas estruturas fazem parte da estrutura cultural localizada no tempo e no espaço do intérprete que realiza a hermenêutica filosófica.
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Objetivo da Hermenêutica !

 
Segundo Gadamer, “o objetivo da hermenêutica é compreender a verdade que o texto contém. A tarefa da hermenêutica é integrar essa verdade em nossa vida. A compreensão significa chegar a um acordo em relação a algum assunto.”
         É um processo de aquisição do conhecimento, que cobra um empenho por parte do leitor, que deve utilizar de sua força intelectual para compreender o texto que se lê. Muitas das vezes não é fácil, demanda tempo e paciência, mas ao fim do processo o leitor é recompensado com a aquisição de um novo ponto de vista.
         Segundo Schleiermacher, “a tarefa central do intérprete é recriar o processo criativo do autor para compreender o significado intencionado pelo autor. A tarefa da hermenêutica muda para a reconstrução.”
         Schleiermacher quer não só compreender as palavras exatas e seu significado objetivo, mas também a individualidade do orador ou autor. É uma mudança radical na tarefa da compreensão.
         Para Gadamer, “esta ênfase na interpretação psicológica implica que o assunto é ignorado na compreensão de um texto, substituído por uma reconstrução estética da individualidade do autor. A interpretação divinatória do ato criativo pressupõe a congenialidade, a saber, que toda individualidade é uma manifestação da vida universal.” Gadamer afirma “que é apenas essa pressuposição que dá ao intérprete acesso ao pensamento do autor.”
         Gadamer “considera que este ato divinatório de recriação é impossível.”
         Schleiermacher afirma que “o intérprete pode compreender um autor melhor do que o autor se compreende porque, na reconstrução do pensamento do autor, o intérprete terá consciências de influências que o autor não tinha.”
         Entre Gadamer e Schleiermacher existe um ponto de divergência na forma de se fazer a hermenêutica de um texto. Até que ponto Schleiermacher tem razão é uma interrogação, pois compreender a verdade que um texto contém se faz pela compreensão das palavras exatas e seu significado objetivo, o que já é uma grande tarefa. Recriar o processo criativo do autor para compreender o significado intencionado pelo autor é uma tarefa que pode dispersar o intérprete, e leva-lo a conclusões infundadas. Existe um ponto de equilíbrio a ser desvendado, que permita a realização destes dois movimentos na filosofia.