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segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Política de Um Governo que Paga !

 
          Está terminando o tempo de bonança, passaremos a viver a era do Governo que paga, se os credores oficiais quiserem receber, pois do contrário não receberão, por se tornar impagável.
         Nós comuns cidadãos devemos tomar consciência de uma real cruel realidade, o Brasil não é superavitário, e por qual razão?
         Má gestão pública, falta de comprometimento com o futuro do país, se o país quiser ter um futuro próspero e confortável, deverá diminuir os gastos públicos e diminuir os grau de endividamento público, que compromete e descontrói o futuro.
         Não há caminho seguro sem um planejamento e uma atitude obstinada para se obter um resultado. A pergunta que faço é:
         Qual resultado se quer obter no futuro?
         Hoje os credores se sentem confortáveis, se eu estivesse no lugar deles, se sentiria preocupado, pois dívida impagável é dívida não paga. Ou seja, mais uma crise do sistema financeiro, e talvez seja está uma das prováveis crises que o Brasil venha ter em seu futuro não muito longínquo.
         Não existe economia estável com déficits orçamentários sucessivos, em um momento da história o processo deve se inverter, para que se possa pagar a dívida que se contraiu, do contrário haverá um grande calote e os títulos do país que valem $100,00 Reais passam a valer $50,00 Reais ou menos, há uma depressão do valor da dívida para torna-la pagável, seja via inflação, via câmbio, via decreto, via calote, mas de alguma forma ocorre.
         Para um endividado não há muita esperança, porque o futuro não lhe pertence, apenas o presente e é pagar... E não investir...
         Assim passamos a ter sucessivas décadas perdidas, baixo grau de investimento público, e insuficiente capacidade de atrair investimento estrangeiro, o pior dos mundos.
         Ainda não estamos lá, mas estamos trilhando este caminho, é só fazermos as contas e avaliarmos os resultados presentes e as atitudes rumo ao futuro. Podemos nos considerar saudáveis financeiramente?
         Agora, o que tem haver política econômica com filosofia?
         É que se um líder político tem como compromisso filosófico a construção de uma sociedade justa e feliz, a práxis passa pelo via material, expressa pela economia.
         A impressão que se tem é que o Brasil nas últimas décadas utilizou de forma imprudente, o pequeno alívio financeiro que teve em sua economia. A visão foi de curtíssimo prazo, não se idealizou um cenário de médio e longo prazo, e a bonança está passando e iremos amargar o peso de decisões imprudentes.
         O que esperar para o futuro?
         Se for um governo responsável, será um governo austero, uma vida espartana, sem excessos, mas comprometido com o desempenho da economia, e a reconstrução das bases que possam tornar a sociedade mais justa e feliz.
         Não existe ação sem consequência, o futuro pertence ao presente, se quisermos sonhar com uma realidade plausível, as bases são construídas a partir do presente e não prolixamente proteladas para um futuro provável.
         As eleições estão por vir, quero votar em um líder que esteja comprometido com o futuro a partir do presente, que não tenha em seu discurso uma demagogia para se perpetuar no poder.
         Pois caso o mau se estabeleça, estremos vivendo uma democracia medíocre, incapaz de construir um país melhor, é a desilusão no presente que compromete o futuro.
         Por um líder capaz, sejamos conscientes no voto !
 
“Fazemos nossos caminhos
e lhes chamamos destino.”
(Bejamin Disraeli)
 
 
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