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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Imortalidade da Alma !


A alma foi uma das mais influentes obras de Aristóteles. O intelecto é aquilo com que a alma pensa e opera. A faculdade sensitiva não é independente do corpo, enquanto o intelecto é separado do corpo. Para Aristóteles, a psique é o princípio ativo do movimento da vida, a forma do corpo e a enteléquia, como o princípio peculiar de ordem dos elementos corpóreos.
Conforme as diferentes manifestações da atividade da alma, segundo Aristóteles, distingue a alma vegetativa, a animal, e a racional, as quais não podem ser separadas do corpo. Uma parte do corpo está dentro da alma racional, porém outra vem de fora e sobrevive à existência corpórea. É a existência de um princípio independente do corpo, a parte imortal da alma. Podemos dizer que a vida humana é a alma encarnada, que se desencarna quando o corpo morre.
Mas a questão ficou em aberto, como tratar o problema da substancialidade da alma com meios puramente filosóficos?
Para Platão, “a alma move a si mesma, é imortal e congênita a Deus. Afirmava ele permanecer na visão pura das ideias eternas, que contrastam com a corruptibilidade do mundo visível e, ainda cônscia daquele mundo absoluto do ser verdadeiro, a vida ligada ao corpo significa, para ele, uma existência inferior”.
Muito da visão grega sobre a alma imortal veio a influenciar a doutrina cristã do apóstolo Paulo, como a teologia judaico-alexandrina. A filosofia moderna é caracterizada por uma aversão quase unânime à teoria da substancialidade, e chega, assim, a conceber a alma como o conjunto das suas propriedades ou como, a mera soma de suas atividades conscientes.
Hegel, referindo-se à problemática do espírito objetivo, fazia até este julgamento: “O tratado A Alma de Aristóteles é ainda sempre a melhor e talvez única obra, de interesse especulativo”.
Alma é um termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa "o que anima". Na religião possui grande importância, sendo o motivo de haver capacidade ao indivíduo a fazer e viver coisas e momentos complexos. De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos atuais.

“Uma vida não questionada
não merece ser vivida.”
(Platão)

  
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