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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Oratória Política em 2018 !

         O eleitor brasileiro deve estar atento a Oratória Política nas eleições em 2018, a arte do candidato político de falar em público de forma estruturada para influenciar os eleitores no momento do voto. Cada eleitor deve perguntar: Onde está a verdade? Não podemos nos passar de inocentes e outorgar o poder político a pessoas que estejam fazendo uso da Oratória Política para apenas se elegerem. Os meios de comunicação e a imprensa livre têm a responsabilidade cívica de informar, esclarecer ao eleitor o que é real de fato e o que é fumaça, algo inalcançável.
         O Brasil já não tem mais tempo a perder, tudo está passando, as mudanças mundiais solicitam a eleição de líderes que estejam alinhados com as tendências e necessidades do futuro, onde as políticas públicas sejam materializadas na economia, viabilizando a estabilidade e a sustentabilidade.
         O Brasil, por vocação natural, tem o potencial de ser um dos países com a maior matriz de energia limpa e sustentável do mundo, é uma das vantagens competitivas e tendências para o futuro. Mas parece que andamos na contramão, o país investe na extração de petróleo do pré sal e utiliza de termoelétricas que poluem o meio ambiente para a geração de energia elétrica, de forma tímida combate o desmatamento na Amazônia, e não cria políticas públicas para o investimento em fontes de energias renováveis, não estamos fazendo do nosso potencial um trampolim para o futuro.
         O Brasil não tem uma política pública para combater a injustiça social fundamentada na educação, os professores são desvalorizados e não são vistos como agentes que proporcionam a transformação social, os formadores de cidadãos mais preparados para enfrentarem a vida. Existe uma completa falta de transparência por parte do poder público, os orçamentos são votados sem uma discussão democrática com a sociedade. Os líderes políticos deveriam perguntar aos eleitores, onde querem que sejam investidos os recursos financeiros provenientes da arrecadação de impostos. A gestão dos recursos públicos são geridos de forma antidemocrática, o povo não é consultado, e assim são feitos gastos e investimentos que atendem a manutenção de interesses corporativos, o povo fica apenas com as migalhas dos recursos públicos.
         Está na hora do Estado brasileiro aprofundar a democracia no país, ou seja, pelo uso da tecnologia e das redes sociais, o cidadão tem o direito de decidir onde devem ser aplicados os recursos financeiros provenientes dos impostos. Já não é mais saudável o Brasil ser governado pelas oligarquias sem a participação popular, vivemos em um Estado tirano com o poder concentrado na mão de poucos, que são profissionais da política e não estão comprometidos com o desejo democrático da maioria. As decisões são tomadas pela oligarquia instalada no poder, que defende apenas os próprios interesses para se perpetuar no poder.
         A política no Brasil precisa de uma oxigenação, ventos novos, uma nova forma de ser e pensar. A Era dos cabeças brancas já passou. Quem pode responder aos anseios das novas gerações, que representam a mudança, o futuro? Não são os políticos estabelecidos no poder. O fisiologismo e o corporativismo são o câncer da política no Brasil, o país precisa avançar, com criatividade, ter novas ideias, ter novos compromissos. O eleitor brasileiro pode fazer da eleição de 2018 um momento de renovação, de criação do novo.
         Mesmo que o eleitor erre e perca a oportunidade de criar o novo na política brasileira em 2018, e seja mal influenciado pela Oratória Política. Eu ainda tenho esperança, não em quatro anos, mas em dez e até vinte anos. A classe política dominante que se perpetuou no poder desde a redemocratização do Brasil em 1988, já não estará mais viva para conduzir o país, ou seja, a renovação é inevitável, o eleitor terá a oportunidade histórica de mudar o curso do seu destino nos próximos dez e até vinte anos.
         É no futuro que se encontra à oportunidade, o passado foi o presente é, mas o futuro será. Serão as novas gerações que construíram as novas possibilidades, as novas oportunidades, o imponderável e até o incalculável. O presente será uma luta pela esperança, mas podemos ainda nos frustrar, pois os cabeças brancas da política ainda não morreram, eles ainda estão de plantão no poder, a fazer de tudo para se perpetuar. Só que Deus é sábio, fez o homem um ser mortal, não somos capazes de viver eternamente, sendo assim o Brasil ainda tem esperança, pode não ter tido passado e nem presente, mas sempre terá futuro. As estruturas de poder opressor não sobrevivem eternamente, a inovação e a criatividade estabelece meios para se materializar o novo, e o novo sempre vence, e o novo pertence ao Brasil. Não será a Oratória Política capaz de inviabilizar a ordem e o progresso do Brasil, só que antes teremos que sofrer um choque de realidade para revolucionarmos a nossa forma de ser no mundo, e conhecermos a verdade de fato. Assim, quando a pergunta: Onde está a verdade? Tiver uma resposta realista, materialmente encarnada na vida terrena, teremos a oportunidade de trilhar um caminho rumo a prosperidade, ao equilíbrio e a sustentabilidade política e econômica.

 
 
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