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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Guerra Antagônica na Política Brasileira !




         As eleições de 2018 no Brasil representam uma Guerra Antagônica, é a luta de ideias opostas pela hegemonia de um modelo mental no imaginário do eleitor. O país está dividido, não há um consenso em torno de uma modelo de pensamento que venha unir o povo na direção de um destino comum.
         A vitória de uma ideia não representa uma estabilidade política por médio e longo prazo, pois a história caminha de forma dialética, a cada momento uma tese é superada por uma antítese e a nova tese se impõe historicamente, só que o movimento dialético não para. Ou seja, a democracia brasileira caminha de crises em crises, que são as demolições de paradigmas estabelecidos e a troca por outros novos paradigmas.
         A polarização representa a falta de alternativas e criatividade da política por parte dos políticos no Brasil. Podemos dividir basicamente em dois polos os modelos de pensamento, como: Um modelo socialista estatizante com forte participação do Estado na criação de riqueza e um modelo neoliberal privatizante com a mínima participação do Estado na criação de riqueza.
         Para unir o país, nós eleitores precisamos ir por um caminho do meio, que valorize o papel do Estado na criação de políticas sociais com a promoção da justiça social, a diminuição da pobreza e miséria, e também a valorização da iniciativa privada através da liberdade de ação e criatividade para a geração de negócios e oportunidades de trabalho e renda.
         A função do Estado é de um agente regulador da iniciativa privada, que evite os desiquilíbrios econômicos e sociais. É ser transparente, economicamente justo, com uma carga tributária que não inviabilize a atividade econômica da iniciativa privada e tenha um tamanho sustentável para viabilizar a longevidade das gerações futuras. As despesas do Estado têm que ser menores que as receitas, o Estado tem que ser superavitário responsável fiscalmente.
         Cada eleitor tem que estar atento para o tipo de discurso político econômico realizado pelos candidatos a um cargo eletivo. Está na hora do eleitor fiscalizar os orçamentos fiscais aprovados pelas câmaras legislativas, pois representam o destino e a aplicação dos impostos pagos por cada eleitor. Deve votar no candidato que estiver mais comprometido com a estabilidade econômica e o equilíbrio fiscal do Estado. O cidadão brasileiro deve saber que o Estado é formado pela Federação, Estados e Municípios. E em 2018 estamos elegendo representantes para a Federação, Estados e Municípios.
         O equilíbrio só pode ser alcançado com a negociação entre os representantes antagônicos de visões de mundo opostos, para tornar a sociedade mais próspera e feliz é necessária à convergência para aspectos comuns, como políticas que melhorem a educação, a saúde, o aumento da renda, a geração de oportunidades e trabalho. A divisão enfraquece, a união fortalece para o enfrentamento dos desafios do novo milênio, a mecanização massiva do campo, a revolução industrial 4.0, o impacto da tecnologia aliada à internet nas áreas de serviço, o inchaço urbano das grandes cidades, a geração de trabalho e renda para a população, a ecologia e outros desafios mais.
         Sé há um novo paradigma político econômico emergindo é o paradigma do equilíbrio, da sustentabilidade, do bem estar e da longevidade da vida social de uma nação, em todos os aspectos possíveis, sejam na política, na economia, na ecologia e na vida social. Devemos questionar: Para que objetivo serve a busca incessante de eficiência para se obter a eficácia? Será que podemos obter a mesma eficácia com menos eficiência? Onde possamos valorizar mais o tempo útil, o ócio criativo, as artes, o filosofar, o ser religioso, o contemplar a natureza, o ser Homo Humanus.
         A política brasileira tem que ir para além de uma guerra antagônica e viver um momento de lucidez pacífica, na qual faça a nação se voltar para o futuro. As mudanças na história não param e os impactos serão inevitáveis, podemos nos preparar ou não para o futuro, é uma questão de posicionamento, eu como eleitor gostaria de votar em um político que olhe para o frente, para o futuro, pois já não temos mais condição econômica que mantenha as velhas estruturas que impeçam a evolução do país, do povo brasileiro. A saída e solução para os problemas estão no futuro, o presente serve para preparar a recepção do futuro.
         O caminho do meio é uma das soluções para a Guerra Antagônica na Política Brasileira, as polarizações não fazem sentido, o que o eleitor quer são representantes que catalisem soluções para os problemas atuais e dê uma direção para o futuro, o eleitor quer mais que um político, quer um estadista. Aquele que transforme democraticamente o modelo mental da sociedade, na qual passe a pensar de forma conciliadora e unificada.
         A eleição de representantes políticos é um momento especial que o eleitor tem para fazer política, para ser político, para sonhar e depois cobrar, acompanhar, estar atento, na busca de um país mais justo, mais próspero. Se um candidato não apresentar características democráticas que possam fazer o povo feliz, este não merece os votos do eleitor. O futuro do eleitor está na sua participação política, no seu ato cívico, que não termina com as eleições dos representantes políticos, mas continua com o acompanhamento sistemático e a cobrança da realização de suas promessas durante o período eleitoral.
         A atual crise política e econômica brasileira propicia o surgimento de um novo cidadão, o Homo politicus economicus, mais consciente, mais exigente, mais alerta, mais crítico, mais conectado, que pensa o macro e o micro de forma pragmática, o que quer soluções e resultados. O político que terá longevidade será o político que represente o futuro, que tenha um olhar para frente com bases do passado, fundamentados no presente. E atenda o desejo democrático da maioria do povo brasileiro, o seu cidadão brasileiro quer um político com características de um estadista.



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