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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Um Novo Olhar da Esquerda Para o Século XXI !

        Teóricos da política defendem que existem duas correntes ideológicas que constituem os ideais, valores, sonhos e projetos humanos no campo social, político e econômico.
         A primeira corrente ideológica é a liberal que contém um conjunto de ideias, doutrinas que visam assegurar a liberdade individual no campo da política, da moral, da religião dentro da sociedade. No campo econômico acredita na existência de uma ordem natural para os fenômenos, os quais tendem ao equilíbrio pelo livre jogo da concorrência e não intervenção do Estado. No campo político é uma doutrina que visa estabelecer a liberdade política do indivíduo em relação ao Estado e preconiza oportunidades iguais para todos. O que entendemos por direita.
         A segunda corrente ideológica é a antiliberal que em sua essência representa o lado oposto, a antítese da ideologia liberal. O que entendemos por esquerda.
         Que esquerda pode existir em um Estado de Direito? Que acredita no fortalecimento de suas instituições democráticas? E mantem viva em sua busca histórica o desejo de liberdade, igualdade, fraternidade, ordem e progresso. Um país que tem um povo que deseja mais transparência, menos corrupção, mais eficiência na gestão dos recursos financeiros originários dos impostos. Que deseja a existência de um serviço público eficiente e eficaz. Uma educação de qualidade, um sistema de saúde que funciona, uma economia equilibrada, a geração de trabalho e renda de qualidade, um desenvolvimento e crescimento perene e sustentável.
         São todas estas questões e muito mais que a esquerda deve pensar, o exercício do poder não é fácil, as ações do presente reverberam no futuro, sendo assim só posso ver um caminho. Para uma esquerda que tenha estatisticamente a oportunidade de continuar no poder, de está liderando e dando um rumo para o Brasil.
         Uma esquerda que tenha como antiliberal a forma do uso da liberdade humana, que desperte na sociedade a importância do uso consciente e responsável da liberdade, comprometida com a vida, com o meio ambiente, com o desenvolvimento sustentável, com o equilíbrio econômico, com a liberdade individual, com a educação, com a formação política, com o debate dialético de ideias, com os valores humanistas e religiosos que constroem o pensamento e a ação humana. Ou seja, uma esquerda humanista, menos mecanicista, mais dialética, mais permeável, que acredite na diversidade e aposte no diferente, no novo. Uma esquerda capaz de planejar e executar, que tenha um projeto de nação, e saiba dialogar coma a direita para ter como aliado na condução da nação.
         Vejo a unanimidade com ressalva, pois perdemos a capacidade de refletir e criar, passamos a ser conduzidos pela corrente vigente e muitas das vezes não nos permitimos aprofundar e avançar em questões importantes. Assim, mesmo que não tenhamos um ano eleitoral polarizado pelo debate político das ideias liberais e antiliberais, espero que a esquerda seja dialética e promova reflexões originárias de diversos pontos de partida. A inovação surge do embate entre o que está estabelecido e o que pode vir a ser, é um exercício de reflexão, de diálogo, de busca. E tenho a impressão que o povo brasileiro está em busca de alternativas, de um caminho um pouco diferente.
         Qual é a sua impressão? Qual a sua busca?
 

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