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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Quando haverá um bem comum ?

     
 
       Com mais de sete bilhões de pessoas no planeta terra, é possível pensar na materialização do bem comum?
         Este talvez seja o maior desafio social da humanidade, contruir um mundo que haja maior cooperação e distribuição dos bens da terra. Afinal de contas a terra não pertence a ninguém, antes da existência do Homem o planeta e suas maravilhas já existiam, e a nossa presença neste mundo representa um pálido momento da história existencial do planeta.
         O que é o mercado senão a aglomeração de pessoas em um determinado território, unidos por uma mesma língua, cultura, e necessidades. O que percebemos hoje é manipulação da oferta de recursos por parte de uma elite econômica, para suprir as necessidades dos mercados, com objetivo de maximizar o lucro financeiro. Ou seja, a “LEI DE MERCADO”, oferta versos a demanda, é uma falácia do “NEOLIBERALISMO”. O que presenciamos é desiquilíbrio após desiquilíbrio, e a contínua sobrevivência financeira de uma pequena elite econômica, que não buscas novas práticas para alterar o cenário das coisas.
         Até quando o Homem continuará a se enganar?
“A verdadeira sabedoria consiste em saber como
aumentar o bem estar do mundo.”
(Benjamin Franklin)
         Podemos prever um fato futuro, que é um choque de realidade, como a Revolução Francesa, a qual representou um choque de realidade para o status quo vigente de sua época. A LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE ainda são valores idealizados pelas parcelas marginalizadas da sociedade humana. Onde todos tenham a liberdade de ir e vir, ou seja, capazes de conquistar a mobilidade social, onde todos são iguais e devem ter oportunidades iguais que promovam a inclusão social, e onde todos vivam de forma fraterna para que o bem comum seja o valor buscado em primeiro lugar. O Iluminismo propunha a construção de uma sociedade perfeita conduzida pela razão, trouxe para a civilização de sua época a esperança da priorização do bem comum, mas hoje se pergunta:
         O que a civilização do presente propõe para a nossa época?
         Duas palavras podem resumir as demandas do presente, é a “SUSTENTABILIDADE” e o “EQUILÍBRIO”, e para atender estas duas palavras, a “ECONOMIA DE MERCADO” não é adequada, pois o modelo da “ECONOMIA DE MERCADO” necessita do desiquilíbrio para maximizar o lucro financeiro, o que não é sustentável, pois sempre haverá uma oferta menor que a demanda.
         Imagine como serão administrado os recursos naturais finitos da terra versos uma demanda sempre crescente por parte da humanidade?
         Haverá a necessidade de um planejamento por parte dos “ESTADOS” vigentes, a “ECONOMIA DE MERCADO TERÁ QUE SER PLANIFICADA”, ou seja, haverá a necessidade da intervenção dos “ESTADOS” vigentes. É um potencial modelo econômico para o futuro, pois os recursos são finitos, e para a manutenção da “ORDEM E DO PROGRESSO”, será necessária a regulamentação por parte dos “ESTADOS” viventes as formas de gestão e consumo dos recursos finitos. A riqueza crescerá a medida que houver mais inclusão e o consumo for sustentável e equilibrado.
“Não basta saber, é preciso também aplicar;
não basta querer, é preciso também agir.”
(Goethe)
         Assim a realidade dos fatos pode vir a privilegiar o bem comum, em detrimento dos valores egoístas da “ECONOMIA DE MERCADO”, que se fazem tão atuantes e presente na civilização contemporânea. Talvez seja um fio de luz para a nossa sociedade planetária.



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