O que realmente importa? É o resultado.
Como podemos avaliar o atual governo? E o que podemos esperar do próximo
governo? O Brasil vive um momento de risco elevado para as empresas,
trabalhadores e para o Estado. Embora, a economia não tenha parado, o índice de
desemprego esteja baixo, existe um problema estrutural que está afetando a
todos, a taxa de juros alta.
Empresas se endividam para pagar as
contas, os trabalhadores se endividam para pagar as contas e o Estado se
endivida para pagar as contas, todos estão operando no déficit estrutural, que
promoverá a ruína de todos. A questão é, quando chegará a vez de cada um?
Este é o resultado de uma história de
endividamento, e se devemos julgar a árvore pelos frutos, esta é a árvore que está
gerando os frutos. A conta do desiquilíbrio financeiro virá para pagar, e será
a próxima geração que terá que lidar com este fardo. O legado deixado pela
geração que esteve no poder desde a redemocratização é uma enorme dívida
pública, que irá drenar o escasso recurso financeiro da educação, saúde,
segurança e a previdência.
O futuro da população idosa do Brasil
será desafiador, onde não haverá recurso financeiro suficiente para amparar um
período da vida que não é barato. Esta é uma questão central, que deveria estar
no discurso, no debate dos presidenciáveis. O que é necessário fazer para
equacionar o desafio da dívida pública do Brasil? A conta chegou, é para 2027,
o país já não sobrevive a médio e longo prazo com uma taxa de juros tão
elevada.
Estamos diante de um horizonte complexo,
a inflação pode voltar, o Estado pode dar o calote, a economia pode travar,
pois a dívida das empresas, das famílias e do Estado já é insustentável a médio
e longo prazo. A palavra-chave é RESPONSABILIDADE fiscal, esse é o caminho para
o qual o futuro presidente do Brasil terá que conduzir o povo. Pensamos bem em
quem iremos votar, o futuro do Brasil está em jogo e é uma questão de
sobrevivência da própria nação. O voto de cada um pode ser decisivo na
construção do futuro do país.