Páginas

domingo, 30 de junho de 2019

Por que a economia no Brasil não decola ?


       Qual é o pilar do capitalismo? É o consumidor, sem o consumo, a economia não gira, não há relação de troca de dinheiro por bens e serviços. O que presenciamos nestes últimos anos no Brasil, foi à baixa do ponto de equilíbrio de mercado, o encontro da oferta e da demanda de bens e serviços, a um nível que impossibilita o crescimento do PIB acima de 1%. Ou seja, a economia está estagnada, e qual é o motivo básico? Se o pilar do capitalismo é o consumidor, a razão está no consumidor, que não está consumindo em sua plenitude, prioriza apenas gêneros de extrema necessidade. Como podemos aumentar a demanda por bens e serviços para fazer a economia brasileira crescer acima de 1% a.a., superior a 4% a.a., gerando emprego e renda para a maioria dos brasileiros?
         Se a demanda é definida pelo desejo do consumidor de adquirir um determinado bem ou serviço, como este desejo pode se realizar na prática? Depende dos preços dos bens e serviços e basicamente da renda do consumidor, e o que está tornando o consumo de bens e serviços que vão além das necessidades básicas, qual é o fator limitador do consumo, que é a base do capitalismo? É a renda do trabalhador, que nos últimos anos demonstra está a um nível muito baixo, inviabilizando o crescimento da economia. Simplesmente o nível de consumo está baixo, porque a renda do trabalhador está baixa.
         É um paradoxo do capitalismo, o empresário luta para diminuir os custos de produção de bens e serviços, para poder ser competitivo, mas se o trabalhador tem uma renda baixa, aquém das necessidades reais para a manutenção digna de sua sobrevivência, não se torna viável o consumo de bens e serviços que não atendam as necessidades básicas do trabalhador. O que condena a economia brasileira a ter um desempenho abaixo de seu real potencial, ou seja, um desempenho medíocre. Esta é a realidade da economia brasileira, está condenada a estagnação, as reformas virão: trabalhista, previdenciária, tributária, pacto federativo (federação, estados e municípios), política, econômica e até em alguns níveis, sociais. E não terão sucesso, não serão capazes de surtir os efeitos desejados, se em conjunto a tudo isso, não existir uma política salarial, que recupere o poder de compra real do trabalhador, que é o consumidor, a base do capitalismo.
         Sem uma política salarial, que crie um mercado consumidor, capaz de tornar viável e sustentável o retorno sobre o investimento dos empresários, o Brasil continuará a ser um país de um elevado nível de risco para qualquer tipo de empreendimento. A primeira reivindicação que um investidor externo deve fazer é a implementação de uma política salarial, para a geração de um mercado consumidor, capaz de dar retorno e sustentabilidade ao capital investido.
         Para quem tem um bilhão de dólares para investir no Brasil, o país oferece a certeza, de que o capital investido terá o seu retorno esperado? Está na hora de valorizar o salário do trabalhador, para poder criar um mercado consumidor forte, e assim o capitalismo se desenvolver em toda sua plenitude no Brasil, do contrário o PIB continuará a crescer anualmente abaixo de 1%, ou seja, a economia ficará estagnada, e o Brasil jamais poderá se desenvolver em todo seu potencial.




Nenhum comentário: