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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Educação e a Microfísica do Poder !




Após uma análise dos textos do filósofo Michel Foucault e de seus comentadores, com o objetivo da aplicação de seus conceitos na realidade educacional brasileira. Sob um enfoque crítico, tem o propósito de conscientizar o leitor da importância do papel do educador para com o educando na sala de aula. Questões são levantadas apontando desafios a serem superados, ao evidenciar a dura realidade de uma classe social dominada por um discurso de poder da classe dominante. A significante contribuição está em tratar a educação como um problema a ser resolvido pela filosofia, ou seja, a educação no Brasil deve ser tratada como um problema filosófico, para construirmos uma sociedade mais justa e virtuosa.
O estudo se justifica porque propõe a fazer uma discussão sobre a transformação consciente do processo de ensino. Assim, dependendo da forma com que a microfísica do poder e as formas de vigilância e punição são operacionalizadas na sala de aula, o aluno pode ser cerceado, e sua criatividade pode sofrer limitação, o que empobrece o processo da construção do saber e inibe o desenvolvimento humano. Aprender é um trabalho de criação, de produtividade, de tirar sentido daquilo que precisa ser interpretado.
Em Foucault, o conceito de sujeito é central no campo da educação, na microfísica do poder, o sujeito é produzido e está, constantemente, sendo redefinido pelos cruzamentos disciplinares e discursivos. Pelo uso do discurso e da palavra o sujeito se submete a um poder que não tem rosto.
Existem formas históricas de sujeitos e formas históricas de educação. Cientificamente podemos estar no limiar da descoberta de um novo sujeito, que está em constante transformação, que não apenas recebe a informação de um centro de poder, o professor, a instituição educacional, o Estado, mas que também emite sua forma de conhecimento e aprendizagem, por estar conectado e atuando em rede.
Todo saber é político e tem sua gênese em relações de poder. Saber e poder se implicam mutuamente, não há relação de poder sem constituição de um campo de saber, como também, reciprocamente, todo saber constitui novas relações de poder. Por isso, as instituições de ensino têm um papel importantíssimo, podem transformar ou reproduzir o modelo vigente, legitimando o poder existente. Todo ponto de exercício do poder é, ao mesmo tempo, um lugar de formação de saber. E, em contrapartida, todo saber assegura o exercício de um poder.
Podemos viver a margem do poder opressor, e escolher novas formas de viver, com base no nosso conhecimento. Trata-se de uma forma de libertação para uma vida mais plena.
Assim, entendo que a FAPCOM | Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação é uma ilha no mar subjetivado pelo poder vigente, ou seja, como proposta busca formar um sujeito consciente de sua realidade, preparado para atuar na sociedade, um livre pensador.
“Talvez o objetivo hoje em dia não seja descobrir o que somos, mas recusar o que somos. Temos que imaginar e construir o que poderíamos ser.” (FOUCAULT)


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