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domingo, 26 de junho de 2016

Uma Reflexão a Partir da Fala de Eduardo Gianetti !






          Nós humanos, seres racionais, capazes de compreender o mundo a partir da experiência sensível, continuamos a ter a capacidade de sonhar a vida bela, a vida plena ou estamos presos em nossos próprios pesadelos, criados pela hegemonia do modelo neoliberal capitalista? Até onde podemos ser otimistas com a continuidade insustentável do modelo vigente?
         O Brasil, em sua gênesis, tornou-se um país miscigenado, capaz de viver integrado com múltiplas origens culturais, pessoas de diferentes etnias, o que se fundiu formou o povo brasileiro. O que o capacita a ter um projeto original de realização, o Brasil não precisa imitar as potências do ocidente, mas viver a sua própria vida, dar um destino a sua própria existência, ser autônomo na forma de ser. A superação da crise se faz pela escolha de um caminho original de se realizar como nação.
         O que o Brasil tem para dizer ao mundo? Que escolheu o seu próprio critério de sucesso, a sustentabilidade, o equilíbrio, a justiça social, desvinculado do critério de sucesso das potências econômicas do ocidente, modelo econômico que está falido de forma estrutural nas palavras de Eduardo Gianetti. O Brasil tem a oportunidade histórica de mostrar uma possibilidade de superação da crise civilizatória em que o mundo está inserido, a qual tem sua origem na ética fundante de valores que determinam a moral e a ação.
         Segundo Eduardo Gianetti, o Brasil pode ter uma civilização sem mal-estar, é uma utopia a se realizar. Será este talvez o paradigma para o séc. XXI, onde já não se tem muitas alternativas, mas a necessidade de se acreditar em uma alternativa? Que o objetivo maior de um país seja possibilitar que o seu povo viva sem mal-estar, um valor que se coloca acima das riquezas materiais, pois está ligado diretamente ao estilo de vida das pessoas comuns.
Independente do dinheiro, as pessoas podem ser felizes, constituir um modo de ser, que dê sentido a sua própria existência, ou seja, afirmar de forma autônoma a sua própria vida. Agir conforme o Imperativo Categórico de Immanuel Kant: Faça para os outros o que gostaria que todos fizessem para todos. É uma proposta da edificação de uma sociedade menos egoísta, narcisista e superficial. A sociedade brasileira pode se libertar dos valores econômicos vigentes, é uma alternativa a se constituir.


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