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domingo, 22 de maio de 2016

Crítica da Razão Pura – Immanuel Kant !





            “Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas. Por isso, tornar sensíveis os seus conceitos (i. e., acrescentar-lhes o objeto na intuição) é tão necessário quanto tornar compreensíveis suas intuições (i. e., colocá-las sob conceitos). Ambas as faculdades ou capacidades também não podem trocar suas funções. O entendimento não pode intuir nada, e os sentidos nada pode pensar. Somente na medida em que eles se unifiquem pode surgir um conhecimento.” (KANT, 2013, p. 97)
         R: Para Kant, a ordem em nós diz como o cosmos é ordenado, ou seja, é a adequação das coisas a razão. E a razão só entende aquilo que ela mesma produz segundo os seus projetos. A razão tem de colocar-se à frente, com os princípios de seus juízos segundo leis constantes, e forçar a natureza a responder ás suas perguntas em vez de apenas deixar-se conduzir pela natureza. Os objetos têm de regular-se por nosso conhecimento, por regras que a razão tem e impõe as coisas, e estas regras são: Intuições e Conceitos.
         Tudo o que podemos dizer vai até onde podemos conhecer que é o fenômeno, o que aparece. Nunca sabemos como são as coisas em si, o que são as coisas, temos acesso apenas ao fenômeno. Só se sabe o que se baseia pela razão. Para o conhecimento seguimos dois passos segundo Kant:
         1ª Passo – Conhece o fenômeno a partir da sensibilidade e da experiência.
         2ª Passo – Seguimos os princípios, regras, a priori da razão para conhecermos o fenômeno.
         Todo conhecimento vem da experiência, mas não está restrita a experiência. Conhecimento a priori não há nada empírico. Conhecimento a posteriori tem fonte na experiência. Quando um juízo é pensado como estrito universal, não é deduzido da experiência, mas é a priori, é necessário e universal. A causa efeito, conexão necessária é importante para que se realize o conhecimento humano, o entendimento com o uso da faculdade do conhecimento a priori, que é estabelecido pelas formas da sensibilidade e do entendimento.
         O conhecimento se fundamenta baseado em leis, que vem de algo a priori, que seja universal. Emitem-se juízos sintéticos a priori. Através da sensibilidade que é uma faculdade do conhecimento sensível, do conhecimento imediato, da intuição. E do entendimento que é a atividade do pensamento. Se não for intuído não pode ser pensado, e se não for pensado não pode ser conhecido. O entendimento e os sentidos trabalham simultaneamente para se chegar ao conhecimento. Para a partir da intuição poder formular os conceitos. O pensamento ordena o que nos chega pela intuição. A intuição e os conceitos constituem os elementos de todo nosso conhecimento. O pensamento necessita dos conteúdos que vem da intuição para que não seja vazio, e a intuição necessita dos conceitos que vem dos pensamentos para que não seja cega, e assim se chegar ao conhecimento.
         Referência:
        KANT, Immanuel. Crítica a razão pura ; tradução e notas de Fernando Costa Mattos. 3ª ed. – Petrópolis, RJ ; Vozes; Bragança Paulista, SP ; Editora Universitária São Francisco, 2013.


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