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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ceticismo e Dogmatismo !






       O ceticismo nega a possibilidade do conhecimento verdadeiro, o dogmatismo afirma a possibilidade do conhecimento verdadeiro plenamente.
Podemos questionar três coisas na vida, a partir das perguntas:
         1 – Qual é a natureza das coisas ?
         Utilizando o relativismo de Heráclito e Protágoras, afirma-se que só conhecemos o que sentimos, e os fenômenos como nos aparecem.
         2 – Que atitude devemos assumir quanto a elas ?
         Devemos reconhecer e seguir os fenômenos, mas suspender o juízo quanto ao que está oculto, a coisa em si. O critério para uma conduta prática, sem, no entanto, possuir o critério da verdade objetiva.
         3 – Que resultará dessa atitude ?
         A renúncia ao juízo, eliminando as perturbações que a opinião traz às inevitáveis impressões dos fenômenos, alcançando a desejada imperturbabilidade.
         No dogmatismo há a pretensão de alcançar uma verdade absoluta e definitiva, uma evidência onde tudo permanece compreendido, no ceticismo não há uma pretensão a ser alcançada.
         Ao sábio resta apenas à probabilidade, não há como afirmar ou refutar absolutamente a coisa em si, fica suspenso toda forma de juízo.
Assim pergunta-se: Onde está a verdade?
“Na história da filosofia, o ceticismo aparece como antípoda ao dogmatismo. Enquanto o dogmatismo enche o pensador e o pesquisador de exagerada confiança em face da capacidade da razão humana, o ceticismo mantém desperto o sentimento do problema. Crava o aguilhão da dúvida no peito do filósofo, fazendo que este não se aquiete diante das soluções já dadas a um problema, mas continue lutando por soluções novas e mais profundas.”
(HESSEN, Johannes. 2003. p. 36)
         Bibliografia:
         HESSEN, Johannes ; Teoria do Conhecimento ; tradução João Vergílio Gallerani Cuter ; revisão técnica Sérgio Servulo da Cunha. – 2ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2003.


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