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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Não há como ser tolerante com o mal !

 
A verdade já existe, não é uma construção humana, o que ocorre na realidade é o processo de captação da verdade pelo intelecto, que produz um juízo verdadeiro ou falso acerca da verdade, a verdade que buscamos aceitar ou não.
A vontade é um apetite racional, e este apetite é somente do bem, é a inclinação daquele que deseja alguma coisa, que está direcionado para o bem.
O bem é aquilo que todas as coisas desejam. O fim é o bem ou o que tenha aparência de bem. (AQUINO, p. 143)
 
Aquele que quer viver para a verdade, tem como fim o bem, ou seja, uma inclinação natural para o bem, por desejar alguma coisa. Assim, para podermos ser pessoas de bem, não podemos ser tolerantes com o mal. Se buscarmos aceitar a verdade, nós iremos atender ao apetite racional do verdadeiro bem, que é só um para a verdade que já existe.
Sendo assim, o mal não é um bem, e esta é uma verdade. O mal só pode ser um bem, a partir de um falso juízo acerca da verdade, através da captação da realidade realizada pelo intelecto. Entender o mal como um bem é falso, e esta é uma verdade.
Portanto, ao tentarmos conhecer o que motiva a existência do Estado Islâmico, devemos buscar perceber o que os seguidores do Islã entendem como bem. Para praticarem tanto mal. Não seria um falso juízo acerca da verdade, do que seria um bem ?
As pessoas de bem não podem ser tolerantes com o mal, devem reagir, e se necessário for, fazer o uso da força e da violência, o que seria uma cruzada contra o mal, que quer invadir o ocidente livre, que busca viver o bem.
O ocorrido na França no dia 13/11/2015 representa um conflito de crenças e valores, os quais devem ser julgados a fim de se conhecer a verdade por detrás do mal. Pois o que está demonstrado, é que o fim que é o bem tem a aparência de bem, mas não é o bem, mas na realidade é o mal; e com o mal, as pessoas de bem não podem ser tolerantes com o mal, têm que estarem alertas e agir. O bem tem que vencer o mal.
Bibliografia:
AQUINO, Tomás. Suma Teológica – Volume 3, Seção I, Parte II, Questões 1-48, Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2003.
 
 
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