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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

O que significa a saída da Ford do Brasil?


 

         O Brasil está se tornando inviável para a atividade industrial, a decisão da Ford é a busca pela sobrevivência econômica, o que pode servir de estímulo para outras grandes indústrias estrangeiras instaladas no país.

         Os fatores que motivam esta decisão econômica por parte da Ford estão vinculados a lei de mercado, o liberalismo econômico, onde o Estado nada pode fazer ou intervir para estimular a economia, com a geração de empregos e o aumento de novos negócios.

         A inação do governo federal do Brasil é um sinal da incapacidade de ler os sinais dos ventos do futuro. O país está tecnologicamente atrasado, precisando sofrer uma revolução estrutural que viabilize os negócios voltados para o século XXI. O que o Ministério da Economia tem a dizer? O que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações tem a dizer? O que o Ministério da Educação tem a dizer? O que o presidente do país tem a dizer? O governo não pode fazer nada?

         Os nossos líderes não apresentam ter capacidade e habilidades para olhar e projetar um futuro próspero para o país. O que acontece com o nosso país? O que está tornando o Brasil um país inviável para os negócios? Como podemos enfrentar a crise estrutural presente no Brasil?

         Uma empresa para existir precisa de um mercado de consumo capaz de comprar os produtos produzidos pelas indústrias. O Brasil tem um mercado consumidor capaz de fazer prosperar a sua indústria local? Qual política econômica deve ser estimulada pelo governo federal via políticas públicas, que permitam a existência de um mercado consumidor interno forte e robusto, que possibilite a prosperidade da indústria local?

         É neste sentido, que os nossos líderes demonstram ter uma incapacidade profunda de promover a inovação criativa, capaz de levar o Brasil a uma economia próspera e sustentável. O Ministério da Educação tem muito a contribuir com seus pesquisadores, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações tem muito a contribuir com inovações criativas, e só assim o Ministério da Economia terá uma base de dados sólidos para criar políticas públicas com o objetivo de transformar e modernizar o Brasil. Se nada for feito, mais indústrias estrangeiras sairão do país e a responsabilidade é do líder máximo, o Presidente da República Federativa do Brasil.

Saída da Ford do Brasil: empresa manterá atividades na Argentina e no Uruguai



Por que a Ford vai fechar a fábrica? Entenda o verdadeiro motivo por trás dessa decisão



Ford vai fechar todas as fábricas no Brasil e encerrar produção

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O Dilema do Valor do Salário Mínimo no Brasil !

 


         Existe um mito que não permite o Estado Brasileiro realizar aumentos do Salário-Mínimo acima da inflação. Segundo dados da Receita Federal do Brasil, 70% das famílias brasileiras tem uma renda média até de dois Salários-Mínimos. Ou seja, permitir o aumento do Salário-Mínimo acima da inflação significa aumentar o poder de compra da maior parte da população brasileira, pois a renda da população da base da pirâmide social brasileira gasta toda a sua renda, não há sobra para fazer poupança. O dinheiro circula, a economia não fica estagnada e o PIB cresce.

         É verdade que para cada R$1,00 que aumenta no valor do Salário-Mínimo, aumenta também as despesas do Estado brasileiro com os benefícios assistenciais e previdenciários. Mas, também há um aumento de receitas com impostos, contribuições que supera e muito os efeitos do aumento das despesas.

         O Auxílio Emergencial pago pelo Estado brasileiro a sua população, para enfrentamento da crise econômica provocada pela pandemia do COVID-19, provou que é a base da população que sustenta e mantém a economia brasileira funcionando. Os efeitos da crise econômica foram minimizados e possibilitou a continuidade de muitas atividades econômicas.

         O Brasil só irá conseguir criar as condições estruturais de crescimento sustentável de longo prazo, se e somente se aumentar o tamanho da sua classe média. Para ocorrer o milagre econômico, o país tem que aumentar o poder de compra do Salário-Mínimo e criar políticas públicas que incentivem a mobilidade social para o aumento do tamanho da sua Classe Média.

         O aumento do consumo promove o aumento do PIB, pois o campo produz mais alimentos, a indústria amplia a sua produção com novos investimentos e o setor de serviços cresce nas pequenas, médias e grandes cidades. O país passa a viver um círculo virtuoso de prosperidade econômica, que será sustentável a longo prazo na medida em que a Classe Média cresce de forma irreversível. Portanto, os benefícios do aumento do Salário-Mínimo são maiores e uma política pública que o Estado brasileiro pode implementar sem prejuízo para a sociedade brasileira.

VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2021 E QUANTO DEVERIA SER NOVO SALARIO MINIMO QUE VAI AUMENTAR EM 2021

NOVO SALÁRIO MÍNIMO 2021 | VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO 2021 | salário mínimo atual | REAJUSTE SALARIAL


terça-feira, 24 de novembro de 2020

A Inserção do Brasil no Século XXI !


 

         Para o Brasil atrair um volume de capital estrangeiro que venha alterar a sua atual posição para um país mais próspero e sustentável a longo prazo, o Estado tem que incentivar a criação de empresas de última geração científica tecnológica.

         Em primeiro lugar o país tem saber o que quer ser, em segundo lugar tem que fazer um plano de longo prazo que se configure como um projeto de Estado, não um projeto de governo. Onde o Brasil pode estar daqui 10 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos e 50 anos?

         Seremos um país com uma economia predominantemente agrícola, ou também desenvolveremos os potenciais latentes no país, que passam pela sua biodiversidade, miscigenação, territorialidade, diversidade, pluralidade, continentalidade, para posteriormente se inserir no mundo.

         A solução para o desenvolvimento do Brasil está presente em si mesmo, não há por que esperar a boa vontade do investidor estrangeiro, temos que fazer o nosso dever de casa e caminhar na direção de políticas públicas convergentes com o desenvolvimento sustentável.

         O Estado pode não ser o executor do desenvolvimento, mas pode ser o agente sinalizador dos futuros modelos de desenvolvimento, que têm como base uma infraestrutura científica tecnológica. É o momento de se investir nas Universidades Públicas, nos Centros de Pesquisa, motivarem os pesquisadores a traçarem um planeamento estratégico de Estado para os próximos 50 anos, revistos a cada 10 anos.

         O país tem que utilizar toda a sua criatividade potencial para criar caminhos na direção do desenvolvimento sustentável. Vivemos imersos no século da criatividade, a era do conhecimento científico tecnológico, que caminha na direção de uma ‘ECONOMIA VERDE”, onde não haverá espaço para um outro tipo de economia.

         O processo entrópico do capitalismo conduz a sociedade a uma grande ruptura, onde as bases para a sobrevivência ocorrerão através de uma elevada ação criativa. A energia do trabalho coletivo tem que ser canalizada para resolver os problemas e a superação dos desafios impostos pelo século XXI.

         O país que irá liderar no futuro é o país que melhor souber dar respostas para os questionamentos impostos pela “ECONOMIA VERDE”. Fingir que nada está ocorrendo, é agir como uma avestruz, quando está frente a um problema coloca a cabeça em um buraco no chão, mas seu corpo está todo exposto, uma pequena lenda que serve de reflexão.

         A inação é a pior forma de ação, pois além de omissão não permite o avanço. O país não venceu a crise de 2015 até o presente momento porque não está agindo, apenas reagindo. Agir é algo que vai além, é caminhar em direção ao futuro. A nação é administrada com um olhar no retrovisor, estamos presos em modelos do passado, o que nos impede a imersão no futuro.

         O futuro é a “ECONOMIA VERDE” sustentada por uma infraestrutura científica tecnológica. É neste futuro que o país deve colocar todos os seus esforços e investimentos para a constituição de uma sociedade próspera, feliz, sustentável e longeva. O caminho existe, o que falta é uma ação em direção ao futuro por parte de nossas lideranças políticas.

Soberania em debate - Tecnologia, inovação e desenvolvimento: O futuro do Brasil


sábado, 7 de novembro de 2020

Uma Luz para o Mundo !


 

         As eleições para presidente dos Estados Unidos da América representam uma nova luz para o mundo, o partido Democrata representado pelo político eleito a presidente de forma democrática, Joe Biden, promoverá mudanças no rumo das políticas públicas ambientais. A agenda “VERDE” será retomada, o Acordo do Clima será refeito pela a maior potência do planeta. Os USA exercerão a sua liderança global na direção de uma economia “VERDE”, com a promoção de processos científicos e tecnológicos para a implantação de modelos industriais que respeitam o meio ambiente, busquem a preservação e conservação dos biomas naturais que regulam o clima e possibilitam a vida de milhares espécies da flora e da fauna.

         É a oportunidade do mundo se unir para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, a liderança pode ser realizada pelos Estados Unidos da América e o Brasil pode compartilhar esta liderança, em virtude da sua importância e dimensão ambiental.

         Onde entra o Brasil nesta história?

         É o momento do Governo Federal do Brasil rever a sua política ambiental praticada pelo Ministério do Meio Ambiente através da pessoa do atual ministro Ricardo Salles. O Brasil precisa de técnicos que entendam de temas relativos ao meio ambiente para serem Ministros do Meio Ambiente no Brasil, uma restruturação do IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com maiores recursos financeiros para o exercício de suas funções constitucionais.

         É uma oportunidade ímpar no sentido de realizar parcerias com governos, institutos de pesquisa, empresas estrangeiras que viabilizem investimentos para a construção de uma infraestrutura científica e tecnológica para a criação de oportunidades de negócios sustentáveis e empregos “VERDES” que promovam a conservação e a preservação dos principais biomas brasileiros, em especial a Amazônia.

         O Brasil está diante de uma nova oportunidade, de se inserir de forma irreversível na nova economia “VERDE”, reverter a atual política pública, criar empregos sustentáveis a longo prazo, e tornar os produtos destinados a exportação mais valorizados e aceitos pelos estrangeiros.

         Caso o Brasil assuma a nova realidade que está sendo imposta neste início do século XXI, o acordo comercial do Merco Sul com a União Europeia poderá ser retomado e teremos uma nova perspectiva futura. O Brasil tem mais a ganhar do que a perder com o novo presidente dos Estados Unidos da América, mas é também necessário que o Brasil faça a sua parte, reveja a sua política ambiental e assuma a direção do atual cenário econômico que vem sendo apresentado pela economia “VERDE”.

Conservar a Amazônia: uma questão ambiental, social e econômica




domingo, 25 de outubro de 2020

O Risco da Democracia Brasileira com o Fundamentalismo Político da Extrema Direita !


 

         O Brasil vive um fenômeno político que é o fundamentalismo em uma crença ideológica da extrema direita capaz de turvar a capacidade de ver a verdade. O movimento bolsonarista é a prova cabal da existência deste fenômeno. Existem muitas pessoas bem formadas, esclarecidas que são capazes de apoiar este movimento obscurantista, negacionista da ciência, sem compromisso com o meio ambiente nem com a educação do país no desenvolvimento da ciência e tecnologia.

         O atual governo federal promove o momento histórico da Era Medieval brasileira, não há valorização da diversidade, respeito étnico racial, intolerância religiosa e de costumes e uma promoção do eurocentrismo na medida em que não se evidencia diversidade cultural e artística do Brasil como padrões nacionais. A comunidade artística brasileira vivencia um momento de desvalorização e perda prestígio.

         O líder do governo federal não representa a população brasileira na sua maioria, que é diversa, embasada em raízes profundas dos índios brasileiros, negros africanos e portugueses europeus. A base cultural do Brasil nasce com a união destes três povos.

         O povo brasileiro ainda está aprendendo a votar e a esperança ocorre quando conseguir eleger um líder que a represente, comprometido com o bem estar da maior parte da população. A conscientização está na visualização da verdade liberta do fundamentalismo político de extrema direita promovido pelo movimento bolsonarista que cega as pessoas, que não as deixa perceber o que de fato está por trás desta ideologia política. O nosso atual presidente não está preocupado em melhorar a qualidade de vida das pessoas, ele apenas quer se manter no poder, desta forma usa algumas crenças de cidadão do bem para convencer as pessoas que ele é o cara mais apropriado para comandar o país, contudo se observarmos bem, o Brasil está vivenciando o momento dramático com perdas de emprego, diminuição salarial, inflação em disparada. Como podemos concordar com um líder que nega tal situação? Infelizmente há cidadãos que preferem se fechar à sua ideologia a fazer a crítica necessária para cobrar do presidente do país políticas públicas de melhoria da qualidade de vida, de melhoria nos índices de IDH. Vamos aguardar até a próxima eleição para que tudo isso se reverta ou vamos tentar fazer algo para melhorar a situação do país? Fica aí a dica!

FUNDAMENTALISMO POLÍTICO


FILOSOFIA E - FUNDAMENTALISMO POLÍTICO


Veja os poemas !

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A criatividade o fenômeno Psicológico: O que entendemos com a experiência de mundo ?


 Marcos Aurélio Trindade[1]                          

O ser humano está inserido na realidade social para modificar, planejar, incentivar e buscar soluções completas e ao mesmo tempo incompletas a sua existência em busca do saber, enquanto indivíduo racional. Sua necessidade de desvelar a “consciência está relacionada com a sua vivência e experiência, em que vai percebendo os fenômenos ao seu entorno, atrelados ao “ato e a potência” da capacidade do seu cérebro.

A dualidade da “vivência e experiência” são distintas na fenomenologia, por ter significados diferentes, mas possui uma interdependência. Pois a vivência parte do pressuposto, em que trata a “subjetividade humana” na “estrutura psíquica” como caráter do ato de percepção, atrelada a consciência como tendência aos fenômenos. Porém a experiência se fundamenta na experimentação através dos ‘sentidos’, com o qual o indivíduo humano está relacionado com os objetos, através das próprias “tendências das vivências psíquicas”. Como por exemplo: “O mundo está como uma forma de representações, imagens, objetos e nós seres humanos, estamos inseridos nele. Destarte, surge a indagação filosófica, de como podemos relacionar e desvendar o entendimento, pelo que nos é apresentado? Logo, “eu” enquanto ser dotado de razão tenho a capacidade de dizer que, minha consciência tende ao objeto apresentado. Pelos simples fatos de que, a vivência está fomentando no indivíduo humano, o gosto pelo ‘experimento’ das coisas, cuja vivência tende as coisas”. Pois:

A vivência é a situação psicológica, as disposições dos sentimentos que a experiência produz na subjetividade humana. São as emoções e valorações que antecedem, acompanham ou se seguem à experiência dos objetos que se fazem presentes no interior da psique humana. (...) É consequência e resultado da experiência na psique humana. Ela pertence ao fenômeno total da experiência, mas este é mais amplo e profundo do que aquele, a vivência. (BOFF, 2002, p. 43 apud SILVA,2016, p.24)

Segundo o filósofo Aristóteles, ao qual descreve o comentador e historiador italiano, Giovanni Realle, que: “O ato tem absoluta “prioridade” e superioridade sobre a potência: de fato não podemos conhecer a potência como tal, senão reportando-a ao ato do qual é potência. Ademais o ato é condição, regra e fim da potencialidade. Enfim, o ato é superior à potência, porque é o modo de ser das substâncias”. (Reale, 1992, p.55). Esta relação de ato e potência, de primeira instância é que, o ato é superior à potência, pois sendo ele causa inicial e final da potência, rege uma feição da ordenação dos elementos naturais do universo. Por esse mesmo sentido de “vivência e experiência”, “ato e potência”. Prosseguimos nesse artigo, como tentativa em explicar a fundamentação do surgimento das bases e as funções dos seres vivos inseridos na natureza, e, em seu processo da dinamização, com a “criatividade”, que vai se tonando “fenômeno" ativo, nas relações “biopsicossociais”.

Através desses pressupostos filosóficos, é possível explicar a criatividade na fenomenologia, e em quais patamares sociais ela pode ser despertada. Nesse caso, ela contribui com todo rigor nas teorias socioeducativas, referente ao “professor e aluno”, como capacidade de ato e potencialidade numa esfera fenomenológica.

Pressupomos cientificamente que, toda a capacidade do indivíduo humano, esteja sujeita a esta asserção filosófica e psicológica supracitadamente. Nesta perspectiva, entendemos que o cérebro parte superior e fundamental do corpo humano, é capaz de despertar várias dinâmicas de “ato e potência” criativas na relação “professor e aluno”, que conduz o sujeito humano, a luz deste fenômeno que é a “criatividade”. Pois é nessa perspectiva, que:

O ser criativo expressa seu potencial no mundo em que vive, manifesta o que lhe torna singular, na rede de relacionamentos que possui, o que em outras palavras quer dizer que o ser humano manifesta sua criatividade a partir da sua singularidade e na pluralidade do existir humano. (Sakamato, 2004, p.29).

Nos dias atuais e nas histórias passadas, toda criação humana está relacionada às fontes das suas vontades e a potência genial dela própria, na busca do clareamento salvífico, daquilo que subjetivamente se encontra obscuro no intelécto. É uma necessidade da criatividade, dominar o intelecto, parte de integração do próprio humano, para vislumbrar o belo no “cosmo”.

Estes fenômenos da criatividade ocorrem no gosto pela leitura de mundo e a interpretação do mundo. Sendo assim, o movimento, exercício fundamental da capacidade do cérebro, vai se gesticulando para o processo investigativo, começando a refletir seguintes problemáticas: “De onde vim, como surge as coisas? Quem sou eu? Qual é o meu objetivo? Estas perguntas são inquietudes, da própria intelecção humana, para tentar solucionar problemas através das respostas, daquilo que o põe em posição de provocações.

As primeiras ações criadoras do ser humano em sua existência são neste sentido: 1- a constituição de uma noção de que somos alguém, ou a construção de uma noção de identidade pessoal; 2- a representação mental do mundo que habitamos, ou a constituição do mundo que nos circunda. Estas duas criações iniciais permitem ao ser humano articular uma relação entre o eu e o mundo, que estão na base da construção e manutenção da existência, garantindo o estabelecimento de uma adaptação ao ambiente, que encontra e está vinculado a um sentimento de bem estar. (Sakamato, 2004, p.30).

         O permear da solução da criatividade, não se camufla as necessidades da limitação do conhecimento, mas sim, a inconclusão do conhecimento. Este fenômeno, é, um motor científico, que desperta no intelecto humano, e, é acionando para potencialização da sua própria existência, se tornando exploradores da vida. Pois a condição natural da existência humana, o leva para o encontro consigo mesmo, ao interesse próprio de quando, se chega a uma meta alcançada. Assim, sempre haverá interesses desafiadores para tentar justificar problemas. Ser “gênio” criativo é não inserir na “superficialidade da normalização social”, mas deve estar fomentado, para o prazer amoroso da crítica, tendo ‘consciência’ e praticando essa ‘consciência’ como seu “dom” real.

Referências:

- BOFF, Leonardo. Do iceberg à arca de Noé: o nascimento de uma ética planetária. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. 159 p. (Coleção Os Visionatas).

- CAPALBO, Creusa. Historicidade e ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.

- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.

- REALLE,Giovanni. Aristóteles- Hitória da filosofia Grega e romana. Tradução. Henrique Cláudio de Lima Vaz, Marcelo Perine. 9ª edição Rio de Janeiro: Edições Loyola, de 1994.

- SAKAMOTO, Cleusa kazue. O Gênio Criador/ Cleusa Kazue Sakamoto. – São Paulo: Casa do psicólogo.

- HUSSERL, Edmund. La filosofía como ciencia estricta. TABENING, Elsa (Trad.) Buenos Aires: Editorial Almagesto, 1992.

- CAPALBO, Creusa. Historicidade e ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.

O que é criatividade - Prof. Ilíada de Castro



[1] Graduado em Filosofia pela FAPCOM-SP, Psicologia pela PUCMG, especializando em saúde mental e pesquisador de  bioética. Email para contato: marcos.trindade2014@gmail.com. 

domingo, 18 de outubro de 2020

As Empresas e Corporações do Futuro !


 

         O século XXI apresenta enormes desafios para a continuidade da atividade econômica, e o que irá impactar diretamente as empresas e corporações? Os recursos naturais serão escassos, o que limitará o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto das nações através das atuais atividades econômicas. O maior impacto ocorrerá na geração de trabalho e renda, o que representará o maior problema social, pois o padrão de consumo será baixo inviabilizando o investimento em novos projetos baseados nos modelos atuais. Só o aumento da renda de forma distributiva é capaz de fazer aumentar o crescimento do PIB de um Estado Nação.

         As empresas e corporações do futuro são aquelas capazes de solucionar os problemas sociais, ou seja, sua atividade econômica mais acrescenta do que minimiza o valor da sociedade. Elas serão responsáveis pela geração de valor e manutenção de um elevado padrão de vida vinculado com a necessidade de preservação ambiental e sustentabilidade da economia.

         A maior oportunidade das empresas e corporações, que se apresenta no momento presente é a geração de trabalho e renda. Aquela que souber solucionar este problema terá um longo futuro garantido, pois vivemos a redução dos postos de trabalho e renda com o emprego das novas e atuais tecnologias. A necessidade da criação de novas oportunidades é o maior negócio.

         Quando se fala na geração de trabalho e renda, se fala na criação de novas oportunidades. Novas formas laborais que são criadas para a ocupação do tempo útil, por onde o capital circula, possibilitando o consumo consciente de forma sustentável.

         O Estado soberano é responsável pela criação de políticas públicas que gerem trabalho e renda. Será impossível falar em crescimento econômico se este não estiver vinculado a solução de problemas da sociedade que compõe o Estado. E maior dos problemas é a geração de trabalho e renda.

         O viés político de uma nação não será mais o condutor das políticas públicas, mas sim, a necessidade de solucionar os problemas que afligem as nações, que a conduz a um cenário de instabilidade e incerteza. A sustentabilidade é o caminho para a estabilidade e a certeza, capaz de criar cenários perenes e longevos.

         O Neoliberalismo promete muitas coisas, menos a sustentabilidade, a estabilidade e a certeza. As empresas e corporações do futuro são aquelas que estiverem vinculadas a atividades sustentáveis, estáveis projetando uma certeza para o futuro.

         O que mais está em jogo é a continuidade do futuro, não do planeta, mas das empresas e corporações. E onde os Estados Nações entram nesta equação? Eles como sempre, se adaptam aos novos desafios, deixando para traz velhas estruturas incapazes de atender as necessidades de suas populações.

         O trabalho e a renda são a base do futuro, dependendo das bases em que estiver fundamentado, as empresas e corporações que forem capazes de responder aos desafios do século XXI terão continuidade e longevidade.

         O capitalismo está diante de seu maior desafio existencial, o seu futuro e continuidade dependerá da resposta que for capaz de dar aos questionamentos presente e futuro. O grande negócio é a solução de problemas das populações dos Estados Nações, e o maior problema é o trabalho e a renda, a mola mestra que move a economia, seja de esquerda ou de direita. Não há espectro político ideológico capaz de resolver este desafio, mas políticas públicas conjugadas com os interesses das empresas e corporações. A ação humana só tem sentido quando representa a solução de um problema.

Economia Solidária é alternativa para geração de emprego e renda

Por um Brasil Cooperativo e Solidário: mais trabalho e renda