Vamos conversar da vida, das singularidades, possibilidades, construir conceitos, encontrar caminhos que possam auxiliar nas questões existenciais e realizarmos trocas e reflexões.
O Brasil está se tornando inviável para
a atividade industrial, a decisão da Ford é a busca pela sobrevivência
econômica, o que pode servir de estímulo para outras grandes indústrias estrangeiras
instaladas no país.
Os fatores que motivam esta decisão
econômica por parte da Ford estão vinculados a lei de mercado, o liberalismo
econômico, onde o Estado nada pode fazer ou intervir para estimular a economia,
com a geração de empregos e o aumento de novos negócios.
A inação do governo federal do Brasil é
um sinal da incapacidade de ler os sinais dos ventos do futuro. O país está
tecnologicamente atrasado, precisando sofrer uma revolução estrutural que
viabilize os negócios voltados para o século XXI. O que o Ministério da
Economia tem a dizer? O que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações tem
a dizer? O que o Ministério da Educação tem a dizer? O que o presidente do país
tem a dizer? O governo não pode fazer nada?
Os nossos líderes não apresentam ter capacidade
e habilidades para olhar e projetar um futuro próspero para o país. O que
acontece com o nosso país? O que está tornando o Brasil um país inviável para
os negócios? Como podemos enfrentar a crise estrutural presente no Brasil?
Uma empresa para existir precisa de um
mercado de consumo capaz de comprar os produtos produzidos pelas indústrias. O
Brasil tem um mercado consumidor capaz de fazer prosperar a sua indústria
local? Qual política econômica deve ser estimulada pelo governo federal via
políticas públicas, que permitam a existência de um mercado consumidor interno forte
e robusto, que possibilite a prosperidade da indústria local?
É neste sentido, que os nossos líderes
demonstram ter uma incapacidade profunda de promover a inovação criativa, capaz
de levar o Brasil a uma economia próspera e sustentável. O Ministério da
Educação tem muito a contribuir com seus pesquisadores, o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovações tem muito a contribuir com inovações criativas,
e só assim o Ministério da Economia terá uma base de dados sólidos para criar
políticas públicas com o objetivo de transformar e modernizar o Brasil. Se nada
for feito, mais indústrias estrangeiras sairão do país e a responsabilidade é
do líder máximo, o Presidente da República Federativa do Brasil.
Saída da Ford do Brasil: empresa manterá atividades na
Argentina e no Uruguai
Por que a Ford vai fechar a fábrica? Entenda o
verdadeiro motivo por trás dessa decisão
Ford vai fechar todas as fábricas no Brasil e encerrar
produção
Existe um mito que não permite o Estado
Brasileiro realizar aumentos do Salário-Mínimo acima da inflação. Segundo dados
da Receita Federal do Brasil, 70% das famílias brasileiras tem uma renda média até
de dois Salários-Mínimos. Ou seja, permitir o aumento do Salário-Mínimo acima
da inflação significa aumentar o poder de compra da maior parte da população brasileira,
pois a renda da população da base da pirâmide social brasileira gasta toda a
sua renda, não há sobra para fazer poupança. O dinheiro circula, a economia não
fica estagnada e o PIB cresce.
É verdade que para cada R$1,00 que
aumenta no valor do Salário-Mínimo, aumenta também as despesas do Estado brasileiro
com os benefícios assistenciais e previdenciários. Mas, também há um aumento de
receitas com impostos, contribuições que supera e muito os efeitos do aumento
das despesas.
O Auxílio Emergencial pago pelo Estado
brasileiro a sua população, para enfrentamento da crise econômica provocada pela
pandemia do COVID-19, provou que é a base da população que sustenta e mantém a
economia brasileira funcionando. Os efeitos da crise econômica foram
minimizados e possibilitou a continuidade de muitas atividades econômicas.
O Brasil só irá conseguir criar as
condições estruturais de crescimento sustentável de longo prazo, se e somente
se aumentar o tamanho da sua classe média. Para ocorrer o milagre econômico, o
país tem que aumentar o poder de compra do Salário-Mínimo e criar políticas
públicas que incentivem a mobilidade social para o aumento do tamanho da sua
Classe Média.
O aumento do consumo promove o aumento
do PIB, pois o campo produz mais alimentos, a indústria amplia a sua produção
com novos investimentos e o setor de serviços cresce nas pequenas, médias e
grandes cidades. O país passa a viver um círculo virtuoso de prosperidade econômica,
que será sustentável a longo prazo na medida em que a Classe Média cresce de
forma irreversível. Portanto, os benefícios do aumento do Salário-Mínimo são
maiores e uma política pública que o Estado brasileiro pode implementar sem
prejuízo para a sociedade brasileira.
VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2021 E QUANTO DEVERIA SER NOVO SALARIO MINIMO QUE VAI AUMENTAR EM 2021
NOVO SALÁRIO MÍNIMO 2021 | VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO
2021 | salário mínimo atual | REAJUSTE SALARIAL
Para o Brasil atrair um volume de
capital estrangeiro que venha alterar a sua atual posição para um país mais
próspero e sustentável a longo prazo, o Estado tem que incentivar a criação de empresas
de última geração científica tecnológica.
Em primeiro lugar o país tem saber o
que quer ser, em segundo lugar tem que fazer um plano de longo prazo que se
configure como um projeto de Estado, não um projeto de governo. Onde o Brasil
pode estar daqui 10 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos e 50 anos?
Seremos um país com uma economia
predominantemente agrícola, ou também desenvolveremos os potenciais latentes no
país, que passam pela sua biodiversidade, miscigenação, territorialidade,
diversidade, pluralidade, continentalidade, para posteriormente se inserir no
mundo.
A solução para o desenvolvimento do
Brasil está presente em si mesmo, não há por que esperar a boa vontade do
investidor estrangeiro, temos que fazer o nosso dever de casa e caminhar na
direção de políticas públicas convergentes com o desenvolvimento sustentável.
O Estado pode não ser o executor do
desenvolvimento, mas pode ser o agente sinalizador dos futuros modelos de
desenvolvimento, que têm como base uma infraestrutura científica tecnológica. É
o momento de se investir nas Universidades Públicas, nos Centros de Pesquisa,
motivarem os pesquisadores a traçarem um planeamento estratégico de Estado para
os próximos 50 anos, revistos a cada 10 anos.
O país tem que utilizar toda a sua
criatividade potencial para criar caminhos na direção do desenvolvimento
sustentável. Vivemos imersos no século da criatividade, a era do conhecimento
científico tecnológico, que caminha na direção de uma ‘ECONOMIA VERDE”, onde
não haverá espaço para um outro tipo de economia.
O processo entrópico do capitalismo conduz
a sociedade a uma grande ruptura, onde as bases para a sobrevivência ocorrerão
através de uma elevada ação criativa. A energia do trabalho coletivo tem que
ser canalizada para resolver os problemas e a superação dos desafios impostos
pelo século XXI.
O país que irá liderar no futuro é o país
que melhor souber dar respostas para os questionamentos impostos pela “ECONOMIA
VERDE”. Fingir que nada está ocorrendo, é agir como uma avestruz, quando está
frente a um problema coloca a cabeça em um buraco no chão, mas seu corpo está
todo exposto, uma pequena lenda que serve de reflexão.
A inação é a pior forma de ação, pois
além de omissão não permite o avanço. O país não venceu a crise de 2015 até o
presente momento porque não está agindo, apenas reagindo. Agir é algo que vai
além, é caminhar em direção ao futuro. A nação é administrada com um olhar no
retrovisor, estamos presos em modelos do passado, o que nos impede a imersão no
futuro.
O futuro é a “ECONOMIA VERDE” sustentada
por uma infraestrutura científica tecnológica. É neste futuro que o país deve
colocar todos os seus esforços e investimentos para a constituição de uma sociedade
próspera, feliz, sustentável e longeva. O caminho existe, o que falta é uma
ação em direção ao futuro por parte de nossas lideranças políticas.
Soberania em debate - Tecnologia, inovação e
desenvolvimento: O futuro do Brasil
As eleições para presidente dos Estados
Unidos da América representam uma nova luz para o mundo, o partido Democrata
representado pelo político eleito a presidente de forma democrática, Joe Biden,
promoverá mudanças no rumo das políticas públicas ambientais. A agenda “VERDE”
será retomada, o Acordo do Clima será refeito pela a maior potência do planeta.
Os USA exercerão a sua liderança global na direção de uma economia “VERDE”, com
a promoção de processos científicos e tecnológicos para a implantação de
modelos industriais que respeitam o meio ambiente, busquem a preservação e
conservação dos biomas naturais que regulam o clima e possibilitam a vida de
milhares espécies da flora e da fauna.
É a oportunidade do mundo se unir para
enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, a liderança pode ser
realizada pelos Estados Unidos da América e o Brasil pode compartilhar esta
liderança, em virtude da sua importância e dimensão ambiental.
Onde entra o Brasil nesta história?
É o momento do Governo Federal do
Brasil rever a sua política ambiental praticada pelo Ministério do Meio
Ambiente através da pessoa do atual ministro Ricardo Salles. O Brasil precisa
de técnicos que entendam de temas relativos ao meio ambiente para serem
Ministros do Meio Ambiente no Brasil, uma restruturação do IBAMA - Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do ICMBio - Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com maiores recursos financeiros
para o exercício de suas funções constitucionais.
É uma oportunidade ímpar no sentido de
realizar parcerias com governos, institutos de pesquisa, empresas estrangeiras
que viabilizem investimentos para a construção de uma infraestrutura científica
e tecnológica para a criação de oportunidades de negócios sustentáveis e empregos
“VERDES” que promovam a conservação e a preservação dos principais biomas
brasileiros, em especial a Amazônia.
O Brasil está diante de uma nova
oportunidade, de se inserir de forma irreversível na nova economia “VERDE”, reverter
a atual política pública, criar empregos sustentáveis a longo prazo, e tornar
os produtos destinados a exportação mais valorizados e aceitos pelos
estrangeiros.
Caso o Brasil assuma a nova realidade
que está sendo imposta neste início do século XXI, o acordo comercial do Merco
Sul com a União Europeia poderá ser retomado e teremos uma nova perspectiva
futura. O Brasil tem mais a ganhar do que a perder com o novo presidente dos
Estados Unidos da América, mas é também necessário que o Brasil faça a sua
parte, reveja a sua política ambiental e assuma a direção do atual cenário
econômico que vem sendo apresentado pela economia “VERDE”.
Conservar
a Amazônia: uma questão ambiental, social e econômica
O Brasil vive um fenômeno político que
é o fundamentalismo em uma crença
ideológica da extrema direita capaz de turvar a capacidade de ver a verdade. O
movimento bolsonarista é a prova cabal da existência deste fenômeno. Existem
muitas pessoas bem formadas, esclarecidas que são capazes de apoiar este
movimento obscurantista, negacionista da ciência, sem compromisso com o meio
ambiente nem com a educação do país no desenvolvimento da ciência e tecnologia.
O atual governo federal promove o
momento histórico da Era Medieval brasileira, não há valorização da
diversidade, respeito étnico racial, intolerância religiosa e de costumes e uma
promoção do eurocentrismo na medida em que não se evidencia diversidade cultural
e artística do Brasil como padrões nacionais. A comunidade artística brasileira
vivencia um momento de desvalorização e perda prestígio.
O líder do governo federal não
representa a população brasileira na sua maioria, que é diversa, embasada em raízes
profundas dos índios brasileiros, negros africanos e portugueses europeus. A
base cultural do Brasil nasce com a união destes três povos.
O povo brasileiro ainda está aprendendo
a votar e a esperança ocorre quando conseguir eleger um líder que a represente,
comprometido com o bem estar da maior parte da população. A conscientização está
na visualização da verdade liberta do fundamentalismo político de extrema
direita promovido pelo movimento bolsonarista que cega as pessoas, que não as
deixa perceber o que de fato está por trás desta ideologia política. O nosso
atual presidente não está preocupado em melhorar a qualidade de vida das
pessoas, ele apenas quer se manter no poder, desta forma usa algumas crenças de
cidadão do bem para convencer as pessoas que ele é o cara mais apropriado para
comandar o país, contudo se observarmos bem, o Brasil está vivenciando o
momento dramático com perdas de emprego, diminuição salarial, inflação em
disparada. Como podemos concordar com um líder que nega tal situação?
Infelizmente há cidadãos que preferem se fechar à sua ideologia a fazer a
crítica necessária para cobrar do presidente do país políticas públicas de
melhoria da qualidade de vida, de melhoria nos índices de IDH. Vamos aguardar
até a próxima eleição para que tudo isso se reverta ou vamos tentar fazer algo
para melhorar a situação do país? Fica aí a dica!
O ser humano está inserido na realidade
social para modificar, planejar, incentivar e buscar soluções completas e ao
mesmo tempo incompletas a sua existência em busca do saber, enquanto indivíduo
racional. Sua necessidade de desvelar a “consciência está relacionada com a sua
vivência e experiência, em que vai percebendo os fenômenos ao seu entorno,
atrelados ao “ato e a potência” da capacidade do seu cérebro.
A dualidade da “vivência e experiência”
são distintas na fenomenologia, por ter significados diferentes, mas possui uma
interdependência. Pois a vivência parte do pressuposto, em que trata a
“subjetividade humana” na “estrutura psíquica” como caráter do ato de percepção,
atrelada a consciência como tendência aos fenômenos. Porém a experiência se
fundamenta na experimentação através dos ‘sentidos’, com o qual o indivíduo
humano está relacionado com os objetos, através das próprias “tendências das
vivências psíquicas”. Como por exemplo: “O mundo está como uma forma de representações,
imagens, objetos e nós seres humanos, estamos inseridos nele. Destarte, surge a
indagação filosófica, de como podemos relacionar e desvendar o entendimento, pelo
que nos é apresentado? Logo, “eu” enquanto ser dotado de razão tenho a
capacidade de dizer que, minha consciência tende ao objeto apresentado. Pelos
simples fatos de que, a vivência está fomentando no indivíduo humano, o gosto
pelo ‘experimento’ das coisas, cuja vivência tende as coisas”. Pois:
A
vivência é a situação psicológica, as disposições dos sentimentos que a experiência
produz na subjetividade humana. São as emoções e valorações que antecedem,
acompanham ou se seguem à experiência dos objetos que se fazem presentes no
interior da psique humana. (...) É consequência e resultado da experiência na
psique humana. Ela pertence ao fenômeno total da experiência, mas este é mais
amplo e profundo do que aquele, a vivência. (BOFF, 2002, p. 43 apud SILVA,2016,
p.24)
Segundo o filósofo Aristóteles, ao qual
descreve o comentador e historiador italiano, Giovanni Realle, que: “O ato tem
absoluta “prioridade” e superioridade sobre a potência: de fato não podemos
conhecer a potência como tal, senão reportando-a ao ato do qual é potência.
Ademais o ato é condição, regra e fim da potencialidade. Enfim, o ato é
superior à potência, porque é o modo de ser das substâncias”. (Reale, 1992,
p.55). Esta relação de ato e potência, de primeira instância é que, o ato é
superior à potência, pois sendo ele causa inicial e final da potência, rege uma
feição da ordenação dos elementos naturais do universo. Por esse mesmo sentido
de “vivência e experiência”, “ato e potência”. Prosseguimos nesse artigo, como
tentativa em explicar a fundamentação do surgimento das bases e as funções dos
seres vivos inseridos na natureza, e, em seu processo da dinamização, com a
“criatividade”, que vai se tonando “fenômeno" ativo, nas relações “biopsicossociais”.
Através desses pressupostos filosóficos, é
possível explicar a criatividade na fenomenologia, e em quais patamares sociais
ela pode ser despertada. Nesse caso, ela contribui com todo rigor nas teorias socioeducativas,
referente ao “professor e aluno”, como capacidade de ato e potencialidade numa
esfera fenomenológica.
Pressupomos cientificamente que, toda a
capacidade do indivíduo humano, esteja sujeita a esta asserção filosófica e psicológica
supracitadamente. Nesta perspectiva, entendemos que o cérebro parte superior e
fundamental do corpo humano, é capaz de despertar várias dinâmicas de “ato e
potência” criativas na relação “professor e aluno”, que conduz o sujeito humano,
a luz deste fenômeno que é a “criatividade”. Pois é nessa perspectiva, que:
O ser criativo
expressa seu potencial no mundo em que vive, manifesta o que lhe torna
singular, na rede de relacionamentos que possui, o que em outras palavras quer
dizer que o ser humano manifesta sua criatividade a partir da sua singularidade
e na pluralidade do existir humano. (Sakamato, 2004, p.29).
Nos dias atuais e nas histórias passadas, toda
criação humana está relacionada às fontes das suas vontades e a potência genial
dela própria, na busca do clareamento salvífico, daquilo que subjetivamente se
encontra obscuro no intelécto. É uma necessidade da criatividade, dominar o
intelecto, parte de integração do próprio humano, para vislumbrar o belo no
“cosmo”.
Estes fenômenos da criatividade ocorrem no
gosto pela leitura de mundo e a interpretação do mundo. Sendo assim, o
movimento, exercício fundamental da capacidade do cérebro, vai se gesticulando
para o processo investigativo, começando a refletir seguintes problemáticas:
“De onde vim, como surge as coisas? Quem sou eu? Qual é o meu objetivo? Estas
perguntas são inquietudes, da própria intelecção humana, para tentar solucionar
problemas através das respostas, daquilo que o põe em posição de provocações.
As primeiras ações
criadoras do ser humano em sua existência são neste sentido: 1- a constituição
de uma noção de que somos alguém, ou a construção de uma noção de identidade
pessoal; 2- a representação mental do mundo que habitamos, ou a constituição do
mundo que nos circunda. Estas duas criações iniciais permitem ao ser humano
articular uma relação entre o eu e o mundo, que estão na base da construção e
manutenção da existência, garantindo o estabelecimento de uma adaptação ao
ambiente, que encontra e está vinculado a um sentimento de bem estar. (Sakamato,
2004, p.30).
O permear da solução da criatividade,
não se camufla as necessidades da limitação do conhecimento, mas sim, a
inconclusão do conhecimento. Este fenômeno, é, um motor científico, que desperta
no intelecto humano, e, é acionando para potencialização da sua própria existência,
se tornando exploradores da vida. Pois a condição natural da existência humana,
o leva para o encontro consigo mesmo, ao interesse próprio de quando, se chega
a uma meta alcançada. Assim, sempre haverá interesses desafiadores para tentar
justificar problemas. Ser “gênio” criativo é não inserir na “superficialidade
da normalização social”, mas deve estar fomentado, para o prazer amoroso da
crítica, tendo ‘consciência’ e praticando essa ‘consciência’ como seu “dom”
real.
Referências:
-
BOFF, Leonardo. Do iceberg à arca de Noé: o nascimento de uma ética planetária.
Rio de Janeiro: Garamond, 2002. 159 p. (Coleção Os Visionatas).
-
CAPALBO, Creusa. Historicidade e
ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.
-
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1998.
-
REALLE,Giovanni. Aristóteles- Hitória da
filosofia Grega e romana. Tradução. Henrique Cláudio de Lima Vaz, Marcelo
Perine. 9ª edição Rio de Janeiro: Edições Loyola, de 1994.
-
SAKAMOTO, Cleusa kazue. O Gênio Criador/
Cleusa Kazue Sakamoto. – São Paulo: Casa do psicólogo.
-
HUSSERL, Edmund. La filosofía como
ciencia estricta. TABENING, Elsa (Trad.)
Buenos Aires: Editorial Almagesto, 1992.
-
CAPALBO, Creusa. Historicidade e
ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.
O
que é criatividade - Prof. Ilíada de Castro
[1]Graduado em Filosofia pela FAPCOM-SP, Psicologia
pela PUCMG, especializando em saúde mental e pesquisador debioética. Email para contato:
marcos.trindade2014@gmail.com.
O século XXI apresenta enormes desafios
para a continuidade da atividade econômica, e o que irá impactar diretamente as
empresas e corporações? Os recursos naturais serão escassos, o que limitará o
crescimento do PIB – Produto Interno Bruto das nações através das atuais
atividades econômicas. O maior impacto ocorrerá na geração de trabalho e renda,
o que representará o maior problema social, pois o padrão de consumo será baixo
inviabilizando o investimento em novos projetos baseados nos modelos atuais. Só
o aumento da renda de forma distributiva é capaz de fazer aumentar o
crescimento do PIB de um Estado Nação.
As empresas e corporações do futuro são
aquelas capazes de solucionar os problemas sociais, ou seja, sua atividade
econômica mais acrescenta do que minimiza o valor da sociedade. Elas serão
responsáveis pela geração de valor e manutenção de um elevado padrão de vida vinculado
com a necessidade de preservação ambiental e sustentabilidade da economia.
A maior oportunidade das empresas e corporações,
que se apresenta no momento presente é a geração de trabalho e renda. Aquela
que souber solucionar este problema terá um longo futuro garantido, pois
vivemos a redução dos postos de trabalho e renda com o emprego das novas e
atuais tecnologias. A necessidade da criação de novas oportunidades é o maior
negócio.
Quando se fala na geração de trabalho e
renda, se fala na criação de novas oportunidades. Novas formas laborais que são
criadas para a ocupação do tempo útil, por onde o capital circula, possibilitando
o consumo consciente de forma sustentável.
O Estado soberano é responsável pela
criação de políticas públicas que gerem trabalho e renda. Será impossível falar
em crescimento econômico se este não estiver vinculado a solução de problemas
da sociedade que compõe o Estado. E maior dos problemas é a geração de trabalho
e renda.
O viés político de uma nação não será
mais o condutor das políticas públicas, mas sim, a necessidade de solucionar os
problemas que afligem as nações, que a conduz a um cenário de instabilidade e incerteza.
A sustentabilidade é o caminho para a estabilidade e a certeza, capaz de criar
cenários perenes e longevos.
O Neoliberalismo promete muitas coisas,
menos a sustentabilidade, a estabilidade e a certeza. As empresas e corporações
do futuro são aquelas que estiverem vinculadas a atividades sustentáveis,
estáveis projetando uma certeza para o futuro.
O que mais está em jogo é a
continuidade do futuro, não do planeta, mas das empresas e corporações. E onde
os Estados Nações entram nesta equação? Eles como sempre, se adaptam aos novos
desafios, deixando para traz velhas estruturas incapazes de atender as
necessidades de suas populações.
O trabalho e a renda são a base do futuro,
dependendo das bases em que estiver fundamentado, as empresas e corporações que
forem capazes de responder aos desafios do século XXI terão continuidade e
longevidade.
O capitalismo está diante de seu maior
desafio existencial, o seu futuro e continuidade dependerá da resposta que for capaz
de dar aos questionamentos presente e futuro. O grande negócio é a solução de
problemas das populações dos Estados Nações, e o maior problema é o trabalho e
a renda, a mola mestra que move a economia, seja de esquerda ou de direita. Não
há espectro político ideológico capaz de resolver este desafio, mas políticas
públicas conjugadas com os interesses das empresas e corporações. A ação humana
só tem sentido quando representa a solução de um problema.
Economia Solidária é alternativa para geração de
emprego e renda
Por um Brasil Cooperativo e Solidário: mais trabalho e
renda