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domingo, 21 de janeiro de 2024

Assunto Espinhoso, mas Estratégico: Política Salarial !

 


         A sociedade brasileira necessita avançar no debate que representa um assunto espinhoso, mas estratégico para o êxito dos projetos empresariais. Toda empresa, seja ela pública ou privada, só sobrevive a logo prazo, se e somente se tiver uma entrada maior que uma saída de recursos financeiros. Ou seja, as empresas sadias têm lucro nas suas operações.

         O que é capaz de gerar entrada de recursos financeiros para a empresa? É a compra do produto ou serviço por parte do consumidor. O que é capaz de permitir que o consumidor possa comprar produtos ou serviços? É o tamanho da sua renda, que pode ter inúmeras fontes: a ativa (trabalho) e a passiva (investimentos).

         O trabalhador comum tem na maioria das vezes uma fonte de renda, a ativa (trabalho). E esse trabalhador comum que faz a diferença na economia do país, pois representam 50% da população brasileira, um pouco mais de 100 milhões de brasileiros e brasileiras. Essa é a força do trabalhador brasileiro, e é ele que tem nas mãos a capacidade de tornar os investimentos empresariais atrativos e viáveis, a partir do consumo. Façamos um pequeno exercício matemático para demonstrar o quanto a economia brasileira pode se tornar previsível para o investidor.

         A maior parte dos trabalhadores brasileiros têm uma renda média de um a dois salários-mínimos, o que é insuficiente para ter uma vida digna segundo Pesquisa nacional da Cesta Básica de Alimentos do DIEESE, o salário-mínimo ideal deveria ser: Período dezembro de 2023, salário-mínimo nominal R$ 1.320,00 e salário-mínimo necessário R$ 6.439,62. Mas imaginemos que a renda média de 100 milhões cidadãos sejam de R$1.980,00 capaz de gerar uma massa salarial de 198 bilhões de reais mensalmente e 2,3 trilhões de reais anualmente aproximadamente. O que falta então para tornar o retorno financeiro dos futuros investimentos previsíveis e viáveis? Falta uma política salarial...

         Idealizemos uma política salarial para os próximos 10 anos, que venha melhorar a renda o trabalhador, aumentar o consumo e tornar os investimentos viáveis.  A proposta é aumentar anualmente a renda média do trabalhador em 16% a.a., o que pode representar um aumento da massa salarial em 441% em dez anos. Sairíamos do atual 2,3 trilhões de reais a.a. para o potencial de 10,14 trilhões de reais a.a.

         A lógica é que o aumento da massa salarial em dez anos é capaz de viabilizar e tornar lucrativo muitos projetos de investimento e atrelado a este potencial resultado, o Estado pode vir a aumentar a sua receita tributária e se tornar superavitário, capaz de cumprir as suas obrigações.

         O debate sobre o aumento da massa salarial no Brasil parece ser um tabu, pois pouco se fala como uma estratégia para tornar a economia do país perene, previsível, segura e sustentável para o investidor. Porque a pergunta que um empreendedor faz par tornar o seu empreendimento viável é se existe consumidor para o seu produto ou serviço. Se não houver consumidor, o investidor pode alocar todo dinheiro do mundo e não terá êxito. Esta é uma dura realidade que deve ser debatida no país, pois só assim, encontraremos caminhos para tornar a economia do Brasil viável a curto, médio e longo prazo. Como esta questão é de interesse dos trabalhadores, cabe aos sindicatos dos trabalhadores iniciarem este debate a nível nacional, pois o que está em jogo é o futuro do país e o bem-estar da população. Na medida que for capaz de demonstrar as possibilidades de retorno e o ganho dos investidores, os sindicatos patronais também entraram no debate para melhorar a proposta de uma política salarial, que torne interessante para todos envolvidos: o Estado, o investidor e os trabalhadores. Essa ação não é um sonho, mas uma estratégia para um futuro possível. As desigualdades socioeconômicas podem ser superadas com atitudes criativas, que tragam segurança, paz e felicidade para a nação brasileira.

O poder de uma boa política salarial !



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