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sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Papel do Professor segundo Rubem Alves !




         Segundo Rubem Alves, “O novo tipo de professor é um professor que não ensina nada, é um professor de espantos. O objetivo da educação não é ensinar coisas, é ensinar a pensar, criar na criança a curiosidade. Deve provocar a criança e estimulá-la a perguntar. A missão do professor não é dar respostas prontas, a missão do professor é provocar a inteligência do aluno, o espanto e a curiosidade”.
         O professor no seu ofício tem que ser criativo para poder atingir não só a mente, mas também a alma do aluno. Ou seja, obter a atenção do aluno em toda sua completude e assim poder passar a mensagem, que é provocativa e leva o aluno a pensar. Para poder atrair o aluno, o professor tem que sair de seu mundo e ir ao mundo do aluno, penetrar em seus saberes e mistérios.
         A qualidade da educação não está baseada no ensino e nem na aprendizagem, mas na relação de construção do conhecimento, restabelecendo o significado a partir da realidade dos alunos.       O Ser humano se move a partir daquilo que faz sentido para ele, e se move utilizando suas habilidades racionais e sentimentais.
         Para que haja a relação de construção do conhecimento existe um tripé, que precisa ser respeitado:
         A determinação antropológica: Através de uma relação ética de alteridade, entender o ser humano como infinitamente outro, pois não há possibilidade de conhecer o ser humano, mas aceita-lo como é.
         A determinação da linguagem: Não se tem uma garantia de que o que eu falo é compreendido na forma, significado e sentido do que eu falo. Desde Platão e passando por Aristóteles, o princípio da identidade lógica é que A=A. Já em Leviná o princípio da identidade lógica é que A=B.
         A determinação do sentido e da dignificação: A forma de compreender as coisas. A forma de ver, sentir, ouvir o mundo é única para cada indivíduo. A linguagem é extremamente subjetiva, cada aluno pode entender de uma forma. Não adianta ler somente a palavra, porque na palavra está implicado o mundo, e se não consegue elucidar, intuir o que é o mundo, não se aprendeu a ler.
         O modelo educacional vigente tem sua base na modernidade, que não é altera, é bancária, iluminista, científica, cartesiana e escolástica. A discussão sobre o que ensinar tem o objetivo de responder à pergunta, para que ensinar? E não o que ensinar?
O professor é o facilitador no processo de ensino, forjado nas amarras da história, trás consigo influências que modelam a sua forma de atuar, e para superar os desafios de seu ofício deve estar aberto ao novo, preparado para se transformar e atualizar sua forma de atuação.



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