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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Os Programas Sociais no Brasil não são um projeto da esquerda, mas uma necessidade da população !

 

         Embora o Brasil esteja entre as dez maiores economias do mundo, esta riqueza não beneficia a população, pois temos uma distribuição de renda extremamente injusta. Existem pessoas que passam fome em um país com uma das agriculturas mais pujantes do mundo.

         Esta realidade pode ser comprovada pelos dados da Receita Federal do Brasil, que tem o registro da renda da população, e que demonstra que 70% da população tem uma renda familiar em torno de 2 salários-mínimos. Mas o que esta realidade demonstra?

         A maior parte da população brasileira trabalha para ter uma renda e poder se alimentar. As outras necessidades básicas mal são contempladas, como: educação, saúde, moradia, saneamento básico etc.

         A COVID-19 só veio a agravar o caos social que a maior parte da população vive, hoje existem aproximadamente 66 milhões de brasileiros que vivem do auxílio financeiro de R$600,00 do governo, caso não existisse esse programa social, o povo estaria passando fome em um país agrícola.

         Isto prova que em um país detentor de uma política econômica liberal não é capaz de satisfazer as necessidades básicas da população, tornando necessária a implementação de políticas públicas sociais. E o mais contraditório é que uma política pública social de transferência de renda aquece a economia, sendo benéfica para os donos do capital, ou seja, uma economia liberal.

         O Brasil é um país que não tem pernas para ser 100% liberal, terá que conviver com políticas sociais que venham minimizar a injustiça social, materializada na má distribuição de renda. A solução do Brasil passa pela educação, investimento em ciência e tecnologia e a criação de soluções originais que venham libertar a população do círculo vicioso, onde a pobreza e a miséria geram mais pobreza e miséria.

         O círculo virtuoso passa pelo fortalecimento e ampliação da classe média, com poder de consumo e renda justa, capaz de satisfazer todas as necessidades sem depender do governo. Resolver o problema da classe menos favorecida é resolver os problemas de todos. A elite continuará a se beneficiar se a massa da população que forma a base for beneficiada. Todos podem ganhar.

         O líder ideal é aquele que venha a atender a todos os interesses de todas as estratificações sociais, na medida certa, da forma certa, com os recursos certos. As políticas são sempre públicas, por terem a suas origens no ente público, o Estado.

         O Brasil necessita do Estado para atender os objetivos da sua população, é um país rico em recursos, todavia pobre em iniciativas científica-tecnológicas. A estrada pavimentada para o crescimento sustentável e longínquo passa pela educação de qualidade e o investimento maciço em inovação tecnológica, em parceria com as universidades públicas e privadas, com o objetivo de apresentar soluções para os problemas presentes na sociedade brasileira.

         O Estadista do futuro é o sujeito que alia a tecnologia na liderança e gestão da sociedade, compreenda a mudança da economia para uma era “VERDE”, desenvolva e incentive projetos que promovam a preservação do meio ambiente para as gerações futuras.

O Brasil pode dar um salto tecnológico, na medida em que tenha um líder que compreenda o novo paradigma do desenvolvimento sustentável. O país tem potencial, recursos, população a ser formada e a necessidade de crescimento para atender as novas gerações.

Mesmo que não sejamos capazes de trilhar este caminho agora, em um momento da nossa história teremos que mudar e criar políticas públicas “VERDES”, que gerem novos negócios, formas de trabalho, novas demandas e soluções. A base é a inovação tecnológica, a pesquisa, a educação, a melhoria constante.

A boa notícia é que o Brasil é um país carente, que tem muito por fazer e existem inúmeras áreas necessitando de investimentos. O que falta são políticas públicas que apontem a direção e torne viável a ação da iniciativa privada. A qualidade de vida do povo brasileiro pode melhorar muito desde que esteja alinhada com as novas tendências da economia “VERDE”.

Os Programas Sociais no Brasil deixam de ser um projeto da esquerda e passam a atender as necessidades da população menos favorecida. Tornam-se um projeto de país na construção de uma sociedade mais justa. A era “VERDE” é uma oportunidade para o Brasil, por ser um país vocacionado para a preservação do seu meio ambiente, que pode gerar muitos empregos na indústria tecnológica do futuro.

A História das Coisas (versão brasileira)



Veja os poemas...

sábado, 8 de agosto de 2020

O Risco Econômico do Desmatamento da Amazônia para o Estado de São Paulo !´

Closeup de uma terra seca recém cultivada, com muitas pedras

         O risco do desmatamento da Amazônia não é somente ambiental, é econômico. A região que poderá sofrer o maior impacto negativo é o Sudeste do Brasil, em especial o Estado de São Paulo. Esta é uma tese que cabe o estudo e pronunciamento da ciência.

         O Estado de São Paulo pode apresentar um relatório completo que tenha a participação de várias áreas da ciência, como: Matemática, economia, administração, ciências contábeis, história, geografia, sociologia, filosofia, biologia, química, física, engenharia florestal, engenharia agrônoma, etc., pois todos serão afetados de uma forma ou de outra, façamos a seguinte reflexão:

         Já se tem a ideia de que o aumento do desmatamento da Amazônia interfere no regime de chuvas do Sudeste, em especial no Estado de São Paulo, ou seja, está havendo uma alteração climática lenta e progressiva. Caso o desmatamento vá além do ponto de equilíbrio, o que pode acontecer com o agronegócio do Estado de São Paulo? Esta é uma pergunta que a ciência pode responder com precisão, mas podemos inferir com um dado importante, o ciclo de chuvas alterado, a diminuição de chuvas, causando a escassez de água.

         Com menos água, há a possibilidade do surgimento de áreas parecidas com o semiárido, tornando difícil e elevado o custo da produção de alimentos e a criação de rebanhos. A produtividade e produção por hectare paulista poderá diminuir, ocasionando a desvalorização das terras, aumentando o risco da atividade econômica. A desvalorização das terras significa menor capacidade de contrair empréstimos junto a instituições financeiras, pois as garantias serão menores. Os efeitos resultantes de uma dura realidade possível representam um risco alimentar para a população de São Paulo.

         Este potencial cenário pode ser confirmado ou não pela ciência, por isso, os pesquisadores de diversas áreas têm um papel importante no enfrentamento deste problema. O objetivo não é difundir o alarmismo e o pânico, mas promover a orientação de políticas públicas que apresentem maior benefício do que custo.

         O Estado de São Paulo pode fazer algo como utilizar de sua estrutura tecnológica e científica para a preservação da floresta e a criação de atividades econômicas sustentáveis na Amazônia. É um investimento para as futuras gerações, é a possibilidade da continuidade viável do agronegócio paulista. Esta é uma questão que não dá para ser resolvida de forma isolada, cada ente da federação será atingido de alguma forma caso não seja criada uma alternativa para a Amazônia.

O efeito da atual política ambiental do governo federal causa um maior custo do que benefício para a sociedade. Os impactos vão além da região amazônica. Caso não haja uma mudança de rota, os malefícios poderão apresentar seus efeitos nas gerações futuras.

A sobrevivência do agronegócio de São Paulo pode estar em risco, o que torna urgente uma atitude por parte das nossas lideranças políticas, econômicas e financeiras, fundamentada no parecer científico de várias áreas. Houve um momento em que a Amazônia era exclusivamente uma preocupação ambiental, agora é uma preocupação de todos, e mais ainda dos detentores dos meios de produção, que dependem do clima e das chuvas para tornarem suas atividades econômicas viáveis. Ainda dá tempo para reverter a tragédia anunciada, só que a mobilização e a atitude construtiva é dever de  todos. Caso o governo federal não seja capaz de solucionar o problema, isso significará a perda de soberania interna, os Estados da federação terão que se unir e apresentar alternativas que venham a surtir resultados na real preservação da floresta Amazônica, pois o problema atinge a todos.

Os Estados da federação brasileira devem se unir como fizeram para enfrentar a pandemia da COVID-19 e criar uma estratégia para solucionar o problema da Amazônia, pois o governo federal vem demonstrando incapacidade de realizar este enfrentamento. Ainda dá tempo, o problema é de todos, a solução está na ação conjunta por parte de todos.

Produção agropecuária no semiárido brasileiro é tema do Rural Contemporâneo

Veja os poemas...

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A Importância do Professor para o Séc. XXI !



        O século XXI está marcado pela mudança comportamental da sociedade, os desafios ambientais e a necessidade da implantação de uma economia verde para permitir a sustentabilidade da vida no planeta terra, torna nobre a profissão de professor. Esse ser, que trabalha muito, preparando, dando aulas, corrigindo as atividades e realizando todas as tarefas burocráticas em casa para atender a legislação vigente.
         Uma profissão pouco valorizada financeiramente, onde professores graduados, especialistas, mestres, doutores e até pós-doutores atuam no ensino básico e recebem salários abaixo da média de outras profissões. São os agentes da construção do futuro de uma nação, mas são mal tratados pela estrutura de ensino do país.
         A pandemia da COVID-19 chegou no Brasil e revelou o que todos de alguma forma já sabem, a importância do professor do ensino básico, o quanto é fundamental para a formação dos jovens alunos. A sociedade percebeu o quanto é a escola, o ambiente de socialização, de construção dos saberes ocultos, da aceitação e convivência com a adversidade reveladora do mundo pela janela do saber é fundamental para formação da pessoa humana.
         A escola é a fonte onde jorra a criatividade, a disciplina, o saber, a avaliação, é o ambiente de descobertas, de espanto que possibilita o caminhar da sociedade, rumo a um horizonte que está eternamente em definição. O ponto fixo são os princípios, valores, a moral que se aprendem na convivência, no falar, no agir, no ser. É o espaço que possibilita os sonhos, onde o céu não é o limite da imaginação, da fantasia, da expressão, do poder, mesmo que seja em um instante do tempo, o ser de si mesmo.
         Quando um jovem diz o que pensa, interpreta uma realidade, expressa sua visão de mundo, compõe um enredo para a sua vida e sonha com uma profissão, uma forma de ser no mundo, é a realização da educação básica, é  tudo que um professor espera, é a sua missão cumprida, é a realização de uma dedicação, surda, oculta, sutil, mas extremamente eficiente, que torna possível as futuras gerações construírem o mundo, a vida neste momento é um flash, um instante de realização da consciência humana.
         É com base em todo este contexto que o professor é tão importante para o Séc. XXI, ele representa o agente que irá catalisar a transformação na juventude, educando para o futuro em profunda transformação. Se quisermos ter uma sociedade capaz de assimilar uma economia verde, esta sociedade do futuro passa pelo professor de educação básica, que se torna o tutor de agentes que serão os protagonistas do futuro sustentável.
         O país que for capaz de valorizar o professor da educação básica será o país do futuro, aquele que terá uma sociedade preparada para interagir com o mundo tecnológico, criativo, desafiador. O futuro pertencerá a quem mais dominar o conhecimento, habilitada a se adaptar, se transformar e criar alternativas para o inesperado e até inevitável.
         Sociedade menos preparadas, sofreram mais e não terão um futuro longínquo e sustentável. Seu pseudo-desenvolvimento não será real, pois a sociedade não conseguirá se libertar de suas necessidades básicas para alçar voos maiores. A sociedade será escrava de sua própria limitação, aumentado ainda mais a injustiça social e suas próprias mazelas.
         O caminho libertador passa pela educação através de professores valorizados, com condições técnicas para exercer a sua profissão na medida que a realidade do século XXI exige. O futuro do Brasil está diretamente ligado com a qualidade da educação que é oferecida para a sua população, um povo bem formado será um povo preparado para economia verde com uma infraestrutura tecnológica.
         O papel dos líderes políticos deve estar comprometido com o futuro. Eles devem criar políticas públicas que viabilizem o avanço e desenvolvimento da nação. A educação é o futuro de um povo livre e feliz, incapaz de ser marginalizado do mundo e da vida que está ao seu redor. Existe um caminho e este está pavimentado pelo conhecimento, ciência e técnica que são construídos pela educação.


sábado, 18 de julho de 2020

O Estado Absolutista de Thomas Hobbes: O “Leviatã” no séc. XXI



         Para Hobbes, na base da sociedade e do Estado há dois pressupostos:
1)    O bem relativo originário, isto é, a vida e a sua conservação (“egoísmo”).
Para Hobbes, o homem é um átomo de egoísmo, razão pela qual nenhum homem está ligado aos outros homens por consenso espontâneo. A condição em que todos os homens naturalmente se encontram em guerra de todos contra todos.
O Brasil é um país violento, morre por ano 50.000 pessoas por causas violentas, aproximadamente o que morreu de soldados americanos na guerra do Vietnã. A COVID-19 já matou mais de 75.000 brasileiros de março de 2020 até o presente momento, em função de um total desgoverno no combate a pandemia. O que podemos pensar? O Brasil é formado de uma sociedade egoísta, incapaz de valorizar a vida e colocá-la como um bem maior. É um salve-se quem puder. Quem mais tem, mais pode.
2)    A justiça é uma convenção estabelecida pelos homens e cognoscível de modo perfeito e a priori (“convencionalismo”).
Nascem assim as leis de natureza, constituem na realidade a racionalização do egoísmo, as normas que permitem realizar de modo racional o instinto de autoconservação.
As leis que são formuladas na sua maioria atendem os interesses de uma pequena minoria, a elite, que oprime o povo na sua maioria. O índice que reflete esta realidade é o IDH - O Índice de Desenvolvimento Humano. O Brasil alcançou o IDH de 0,761, o Brasil está em 79º de 189 países no ano de 2019. O povo na sua maioria não está protegido e amparado pelas deis de seu país.
A conclusão de Hobbes é: “Para construir a sociedade, todavia, além dessas leis, é preciso também um poder que obrigue a respeitá-las: é preciso, portanto, que todos os homens deputem um único homem (ou uma assembleia) a representá-los. Nasce assim o pacto social, que é feito pelos súditos entre si, enquanto o soberano permanece fora do pacto e é o único e absoluto: ele está acima da justiça, pode intervir em matéria de opinião e de religião, concentra em si todos os poderes. Trata-se da mais radical teorização do Estado absolutista, o “Leviatã”, ao qual devemos a paz e a defesa de nossa vida”.
Embora a sociedade brasileira viva uma relativa liberdade por não ser regida por um Estado absolutista, ainda existem Estados absolutistas que governam seus povos. Os exemplos são: China, Cuba e Korea do Norte. A pergunta é? Com qual Estado o Brasil deve estar alinhado? Com um Estado absolutista ou um Estado livre que preserva os Direitos Civis e Humanos, de regime político autoritário ou democrático?
Essa é uma escolha que a sociedade brasileira terá que fazer no futuro, em nome da justiça e do bem comum, devemos buscar o equilíbrio entre uma sociedade individualista e egoísta para com uma sociedade coletivista que busca o bem estar social.
A maior discussão nos bastidores da política é o papel do Estado, qual o seu tamanho ideal, sua função e o seu sentido de ser. No momento, o governo atual, eleito em 2018, é um liberal. Entende que o Estado tem que diminuir de tamanho e estar a serviço do capital financeiro que financia os projetos sociais do Estado. Muitas empresas estratégicas serão privatizadas, o Estado diminuirá o investimento em políticas sociais, tudo para atrair o capital externo que não tem qualquer compromisso com a sociedade brasileira, apenas quer fazer o seu investimento e obter o seu retorno, se a sociedade será mais justa, se irá proporcionar um maior bem estar, são princípios que não existem em políticas liberais.
A boa notícia é que a história avança de forma dialética, hoje estamos vivendo a onda liberal que minimiza os direitos dos trabalhadores, mas uma próxima onda pode vir a reverter esta tendência perversa. Não se constrói uma sociedade saudável e sadia com baixos salários, precárias formas de emprego, sistema de saúde e estrutura de educação pública sucateados. Se o Brasil quiser crescer de forma sustentável e contínua terá que rever os princípios que possibilitam o desenvolvimento de uma nação. O liberalismo não é uma solução absoluta como o socialismo e o comunismo não é. Existe um ponto ótimo, um ponto de equilíbrio que converge para o bem da população de um Estado não absoluto.

1º Painel // O papel do Estado no século XXI


O QUE A ROMA ANTIGA ENSINA SOBRE O ESTADO DO SÉCULO XXI | Ari Solon


Papel do Estado no Século XXI


terça-feira, 14 de julho de 2020

Quando um governo é incompetente, não há gestão que funcione !



         Eu, como cidadão brasileiro, só tenho uma impressão do atual governo brasileiro: quando um governo é incompetente, não há gestão que funcione. Esta conclusão surge a partir da presente confusão institucional presente no poder executivo do país.
         O ministério da saúde não tem contribuído para minimizar os impactos do que estamos vivendo, a pandemia da COVID-19, e não conseguimos ter um Ministro da Saúde que seja médico e especializado em assuntos respectivos à área da saúde. Está sendo demonstrado uma total incapacidade de tomada de decisões estratégicas no combate à crise de saúde pública.
         O ministério da educação até o presente momento não foi capaz de apresentar um projeto de Estado para a educação da população. A educação básica foi desestruturada e penalizada com o governo militar na década de 1970 e se não mudarmos, podemos estar vivendo a mesma situação, um total desgoverno que provocará efeitos perversos duradouros.
         O ministério do meio ambiente atual está a serviço de quem promove o desmatamento e quer a desconstrução de instituições que fiscalizam e monitoram o que ocorre no meio ambiente, principalmente na Amazônia. O INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais está sob ataque do próprio poder executivo por não concordar das revelações técnicas sobre o desmatamento da Amazônia.
         O silêncio ou, talvez, a omissão do ministério da economia quanto aos efeitos dos desgovernos do poder executivo podem vir a causar um prejuízo financeiro e econômico para o país. E quem será o responsável? O presidente do país.
         O tema é tão sensível e real, que fundos de investimentos externos e presidentes de grandes empresas no Brasil querem uma mudança de rumo para que o país possa recuperar a sua credibilidade e passar a ser respeitado. O que significa a mudança de rumo? É percebermos e aceitarmos que iniciamos a era VERDE, uma economia responsável, comprometida com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: 17 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
         Se o governo brasileiro atual não for capaz de realizar a mudanças necessárias que coloque o Brasil no rumo ao desenvolvimento sustentável, a população terá a oportunidade de eleger um novo líder na próxima eleição. Pois, o que está sendo demonstrado até o presente momento é um profundo desconhecimento e incapacidade para lidar com a realidade que prefiro acreditar que a causa seja incompetência ao invés de ser má fé.
         Para ser grande, o Brasil precisa de um presidente Estadista, com uma visão mais ampla do seu entorno e mais longa no tempo. Hoje, vivemos uma realidade que só apresenta uma piora não adiantando esconder a informação. Com os recursos tecnológicos atuais, a verdade sempre está à vista de todos, e em um regime democrático, os canais de imprensa oficiais têm um papel fundamental de trazer para o público a verdade que incomoda, mas que é tão necessária para o desenvolvimento do país.
         Se eu tivesse que dizer uma verdade para um investidor, diria que o país está totalmente confuso, desorganizado, sem um horizonte de curto, médio e longo prazo. Existe muito discurso, mas poucas ações efetivas, um exemplo é a questão do meio ambiente. Geopoliticamente o Brasil está se isolando, tornando-se um pária para a comunidade internacional.
         Diria que não é o momento de investir no Brasil, mas aguardar as próximas eleições gerais, principalmente para presidente, cobrar dos candidatos um projeto de país, com ações objetivas, previsibilidade, transparência, sem ingerência em instituições sérias de prestígio internacional. Pois, o dinheiro não aceita desaforo, não aceita ser manipulado e nem ser enganado e quando se tem um prejuízo, quem paga é o investidor, não é o país. O país pode crescer ou não com o investimento, depende de como está sendo gerido e comprometido com o futuro das novas gerações.

Crise, Caos e Desgoverno no Brasil • LEANDRO KARNAL



Saúde Ambiental: pandemia e desgoverno


quinta-feira, 9 de julho de 2020

A Realidade Ambiental se Impõe para o Brasil !


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          O governo atual que se diz liberal, pró desenvolvimento econômico está diante de uma escolha de Sofia. A mudança de rumo na atual política ambiental e preservação do meio ambiente, em especial a floresta amazônica. Como conciliar “ORDEM E PROGRESSO” com uma política correta de preservação do meio ambiente?
         Até o presente momento, o atual governo tem demonstrado um desgoverno em relação a preservação do meio ambiente, o ministério do meio ambiente presidido pelo atual ministro Ricardo Salles adota medidas para o desmonte de instituições e a desregulamentação legal do combate ao desmatamento, a preservação da vida dos povos indígenas.
         O Brasil está sendo mal governado, pois perdemos a credibilidade em uma área que poderíamos ser líder no mundo. E as consequências negativas só aumentam: primeiramente perdemos o Fundo Amazônia que tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal. A Alemanha é um dos três doadores do fundo – além dela, participam Noruega e Petrobrás.
         Agora o Brasil pode perder os recursos que estão no país, mais os recursos futuros dos grandes fundos de investimentos do mundo capitalista, dirigidos por grandes instituições financeiras que tem um compromisso de preservação do meio ambiente. O mundo mudou, estamos no início de uma nova era, que é VERDE e tem como objetivo a preservação da vida. O nosso atual presidente está mal assessorado, com a atual política de preservação do meio ambiente, o país só tem a perder. A agenda mundial mudou, o conceito de desenvolvimento mudou. Ou o Brasil muda ou seremos isolados e não teremos recursos financeiros para fazer o país crescer.
         O Brasil tem que adotar medidas para reconquistar a sua credibilidade internacional, demonstrar que está comprometido com a preservação do meio ambiente. A primeira medida séria a troca do ministro do meio ambiente e as posteriores medidas são o fortalecimento das instituições de combate ao desmatamento e a revisão da regulamentação que imputa crime aos grupos organizados que não preservam o meio ambiente. A questão é séria e caso não seja implementada na prática, o Brasil vai perder investimentos e seus produtos de exportação podem passar a ser boicotados por países que valorizam a vida e a preservação do meio ambiente.

Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável:

17 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
Objetivo 5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
Objetivo 6. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.
Objetivo 7. Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos.
Objetivo 8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.
Objetivo 9. Construir infraestruturas robustas, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.
Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resistentes e sustentáveis.
Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos (*)
Objetivo 14. Conservar e usar sustentavelmente dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.
Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

(*) Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.
(**) Traduzido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), última edição em 25 de setembro de 2015.



terça-feira, 16 de junho de 2020

O Estado Assassino: O Murmúrio do Oprimido !



Marcos Aurélio Trindade[1]
Keller Reis Figueiredo[2]
Aurélio Marinho[3]
  
O Brasil é um país violento, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as ocorrências letais são elevadas decorrentes de intervenções policiais, existe um crescimento da violência intencionalmente provocada pelas polícias. Viver em comunidades localizadas nas periferias das grandes cidades se tornou duplamente perigoso, as famílias estão sujeitas à violência do Estado como à violência do crime organizado, viver se tornou uma aventura perigosa, com baixa expectativa de êxito. Mas quem sofre mais com esta violência?
São inúmeros casos que nos fazem pensar. O Estado não pode ser conivente com as práticas maléficas da opressão, causadas por pessoas que se acham superiores às outras, pessoas estas oriundas do próprio Estado.
A tortura começa quando a falta de empatia pelo outro prejudica, ferindo, maltratando e, até mesmo, matando. Está cada vez mais difícil conviver com racistas, opressores, policiais corruptos, criminosos e governos autoritários. O surgimento e fortalecimento das milícias fortemente armadas são a prova de que o bem e o mal se confundem, já não é possível saber de que lado os homens que representam o Estado estão. O crime e o Estado de direito estão se plasmando e as comunidades são reféns e têm baixa capacidade de reação.
Presenciamos todos os dias inúmeras mortes causadas pelo racismo, onde evidentemente o ser humano perde seu senso valorativo de amor um pelo o outro. Um caso emblemático é a morte de João Pedro, assassinado pela polícia de forma brutal dentro da própria casa em virtude do combate da polícia ao crime organizado. O outro caso é o menino Miguel, símbolo de preconceito, descaso e indiferença, por parte de uma mulher que representa uma família, que compõem uma das oligarquias da elite opressora Pernambucana, intitulada como “Patroa assassina”!!!! O que ambos tinham em comum? Eram de descendência negra e moravam em comunidades pobres. Também, a nível mundial, presenciamos no noticiário sobre George Floyd, o qual foi impedido de respirar por um policial racista, causando a sua morte. A expressão máxima de preconceito, a causa capaz de ceifar a vida humana.
As ações inumanas estão ocorrendo de modo geral e não podemos ficar calados diante disso. Mais uma vez repetimos: “O Estado não pode ser conivente com isso”. Só que o Estado mata, é opressor, preconceituoso e  corrupto!
Os dados revelam que o Brasil é um país violento, como em inúmeras partes do mundo. O perfil da população que mais sofre com a violência é a parcela da população mais oprimida pelo nosso sistema econômico, são as pessoas que moram nas periferias das grandes cidades, que estão à margem dos direitos de cidadania do Estado e, consequentemente,  os maiores eleitos para serem eliminados pela máquina do Estado são os negros.
Os murmúrios do silêncio negro ficaram expressos no mundo e em nossos corações como: “Eu não consigo respirar!”, “Cadê a minha mãe?” E entre tantas outras expressões que nos deixam tristes e às vezes inconsoláveis.
A nação precisa mudar, a nação vai mudar, isto é um ideal, pois a transformação do oprimido ocorre diante das barbáries que são causadas pelo opressor. A revolução sempre deve ocorrer para a estruturação do bem e a manutenção da paz mundial. Assim dizia Paulo Freire: “Não é no silêncio, que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. Devemos pedir como expressava São Francisco de Assis: “Senhor fazei-me instrumento de vossa paz”!!
Esta é uma luta que todos devem travar, sabe-se que não é fácil pois o mal está presente na humanidade desde sua origem, é o que nos faz mais animais e menos humanos, mais distantes de valores, crenças e ações que tornam nossas vidas virtuosas.


[1] Marcos Aurélio Trindade é graduado em Filosofia pela FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação-SP e Bacharel em Psicologia pela PUC-MG pesquisador de Bioética e ativista da justiça social. E-mail: marcos.trindade2014@gmail.com.
[2] Keller Reis Figueiredo é Licenciado em Filosofia pela FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, Professor de Filosofia da rede estadual de ensino - SP. E-mail: kellerreis.f@gmail.com.
[3] Aurélio Marinho é graduando em Administração pela Unopar o e pesquisador sobre ciências sociais. E-mail: marinhoaurelio@hotmail.com.