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sábado, 16 de maio de 2015

O Mundo da Vida na Hermenêutica da História Efetiva !

 
Segundo Gadamer, “a harmonia de todos os detalhes com o todo é o critério da compreensão correta.”
O leitor ao interpretar um texto, move-se de um significado projetado do todo para as partes, e então volta para o todo. É a forma como se move a hermenêutica na história efetiva.
 
 
Segundo Gadamer, “este processo de compreensão é a interação entre o movimento da tradição e o movimento do intérprete.”
Um exemplo são as formas como a República de Platão é interpretada, entre o movimento da tradição e o movimento do intérprete, e com base na leitura do texto original, efetua-se um exame dessa leitura à luz de outras interpretações de Platão, que estabelecem uma unidade de significado para o texto.
Segundo Gadamer, “a tradição enquanto linguagem herdada, oferece a antecipação do significado, enquanto o intérprete, através de seu juízo crítico, continua a formar a tradição.”
Ou seja, a hermenêutica na história efetiva ocorre ao longo da formação da tradição, pelo processo de compreensão do intérprete, constroem-se formas textuais que se deslocam de forma harmônica do todo para as partes, e então volta para o todo. Assim forma-se a epistemologia da verdade e método, que explica como justificamos nossos preconceitos no evento da compreensão filosófica.
A percepção do mundo da vida é a experiência realmente vivida, tema universal da meditação filosófica. Os fenômenos do mundo da vida são dados essenciais. Sua justificação possível é a partir da descrição da intencionalidade da consciência. Que ocorre na hermenêutica da história efetiva ao longo da formação da tradição, pelo processo de compreensão do intérprete, o que explica como justificamos nossos preconceitos no evento da compreensão filosófica.
 
 

sábado, 9 de maio de 2015

A Revolução Francesa ou Revolução na Fé !

 
         Até onde o Estado tem competência para falar sobre a fé de uma nação?
         Na história temos um exemplo desse tipo de acontecimento, o tempo passou e confirmou o equívoco de uma nação, um momento obscuro na história de um povo.
         Por mais incompreensível que pareça, a origem fundante de uma religião está na crença da existência de um Deus, e esta religião pertence a este Deus.
         A questão é saber, quem foi perseguido na Revolução Francesa? Por que?

“A vida vai ficando cada vez
 mais dura perto do topo.”
(Friedrich Nietzche)

         Por uma luta pelo poder, pela transformação de uma sociedade, pessoas foram perseguidas, mortas, a fé sofreu um profundo golpe, o mundo desabou, mas nada que o tempo não pudesse vir a corrigir.
         A Revolução Francesa teve seus ideais divulgados, seus princípios divulgados, mas a fé Cristã Católica embora perseguida, sobreviveu, está de pé e demonstrou que e as portas do inferno não prevaleceram.

“Nesse grande futuro, não podemos
esquecer do nosso passado.”
(Bob Marley)

         Uma vida sem limites é uma vida sem futuro, pois não há parâmetros para onde ir. Até onde o Homem pode ir? É capaz de chegar ao se colocar no centro de sua própria vida? Como se fosse capaz de bastar-se a si mesmo, sem depender de nada mais.
         Talvez esta seja a soberba presente na história existencial do Homem, muito presente no Homem contemporâneo, o Homem técnico-científico, capaz de tudo resolver pelo uso da razão empírica, movida pela ciência e suas descobertas.

“O conhecimento chega, mas
 a sabedoria demora.”
(Alfred Tennyson)

         Devemos questionar, até que ponto a humanidade está sendo sábia no caminhar de sua trajetória existencial.
         O Estado não substitui a fé, a razão não substitui a fé e nem a ciência é uma religião, mas uma construção da razão humana. Se a fé em uma religião é algo a parte na existência humana, onde fica Deus?
         No centro só cabe uma pessoa, e este lugar pertence ao homem ou pertence a Deus? Esta talvez seja a pergunta, que gere uma resposta capaz de mudar o comportamento existencial do Homem em torno da vida.

“O Homem que basta a si mesmo,
é um Homem perdido em si.”
(Keller Reis Figueiredo)
 
 

sábado, 11 de abril de 2015

Verdades Esquecidas: A Cidade de Deus de Santo Agostinho de Hipona !


         O que é a morte?
       É um justo castigo, é a justa condenação criada por Deus, para os cumpridores infiéis de sua obediência.
         Com o pecado original, pecado contraído na origem, a partir da desobediência de Adão e Eva, passado de geração em geração, o Homem nasce mau, tem a necessidade de conversão, pois nasce desarmônico, está em desarmonia em conflito. A desordem passa a ser algo da condição humana. As paixões não estão mais ordenadas pela razão.


         O Homem não nasce mais sob o efeito da graça de Deus, ou seja, o efeito do amor de Deus na natureza do Homem, que une o homem a Deus, que é o auxílio divino.
         A privação da graça de Deus gera a desordem antropológica do Homem. Constitui-se uma luta existencial, o corpo já não obedece à alma, as paixões já não estão sob o domínio da razão. O Homem passa a estar sob a escravidão do pecado.
         E Deus no seu infinito amor atua sob a história da humanidade, para conduzir o Homem ao estado de glória, o estado de graça com a garantia da perseverança eterna.
         E assim, para superar o pecado original de Adão, um ato da natureza humana, o mau uso da liberdade humana, que causou uma desordem no Homem, dentro de si próprio. Deus assume a filiação da humanidade, a partir do Batismo Cristão, somos irmãos de Cristo. Que por amor a toda humanidade morreu por muitos, para abrir as portas do céu para os filhos de Deus. E dessa forma o Homem supera a morte:
         A primeira morte total do Homem, na qual a alma sem Deus e sem corpo sofre temporariamente o castigo do inferno.
         A segunda morte total do Homem, na qual a alma sem Deus e com corpo sofre as penas eternas, após a ressureição dos mortos o juízo final, ou seja, a condenação ao inferno eterno.
         Qual é a implicação, ao acreditarmos nestas verdades esquecidas, que estão expostas na obra Cidade de Deus, de Santo Agostinho de Hipona ?
         Passamos a fazer uma reflexão de nossa conduta ética moral do nosso dia-a-dia, para quem professa uma fé em Cristo, é de relevante importância estar atento às causas da desordem da natureza humana, entender qual é a nossa real luta existencial. E saber qual é o caminho para viver sob a graça de Deus e poder alcançar o estado de glória, para o qual fomos criados.
         Ser justo e merecedor da misericórdia de Deus são escolhas que o Homem faz na sua vida terrena, é existencial, está condicionado ao uso espontâneo do livre arbítrio do Homem. É uma decisão do Homem.

“Uma grande vitória só é possível se precedida
de pequenas vitórias sobre nós mesmos.”
(Leonid Maksimovich Leonov)


domingo, 22 de março de 2015

O jornal como proposta pedagógica !


O jornal é um meio de comunicação impresso, geralmente um produto derivado do conjunto de atividades denominado jornalismo. As características principais de um jornal são: o uso de "papel de imprensa" - mais barato e de menor qualidade que é utilizado por outros materiais impressos; a linguagem própria - dentro daquilo que se entende por linguagem jornalística; e é um meio de comunicação das massas - um bem cultural que é consumido pelas massas. Os jornais têm conteúdo genérico, pois publicam notícias e opiniões que abrangem os mais diversos interesses sociais. No entanto, há também jornais com conteúdo especializado em economia, negócios ou desporto, entre outros. A periodicidade mais comum dos jornais é a diária, mas existem também aqueles com periodicidade semanal, quinzenal e mensal.
Qual é a importância do uso do jornal como ferramenta pedagógica?
O jornal pode ser um ótimo instrumento para contextualizar o conhecimento do aluno. O jornal está comprometido com o momento histórico-social por relatar os fatos do dia-a-dia. Apresenta opiniões e possibilita ao leitor a reflexão e o questionamento. O jornal orienta e redimensiona o entendimento da realidade, o que diz parece ser a absoluta verdade.
Ao utilizar o jornal, o professor deve inter-relacionar as disciplinas, através de uma proposta interdisciplinar, possibilitar o questionamento por parte do aluno, ao ter contato com a realidade transmitida pelo jornal. As aulas tornam-se mais dinâmicas, provocadoras e participativas por parte do aluno, proporcionando discussões em sala de aula para produzir uma nova concepção e visão das coisas que acontecem no mundo.
É a possibilidade de formação da cidadania dos alunos, a partir do momento que há interação com a comunidade, que faz parte de sua história e cultura, traz influencia na relação com a família, com a escola, com a igreja e com o Estado. Assim é fundamental que pense na produção jornalística como produção de palavra. Não é um ato inocente, é uma cadeia de significante e significado. Pode criar novas realidades, pode dar novo sentido à realidade da vida humana. O objetivo é possibilitar ao educando o desenvolvimento de sua capacidade de compreensão e redimensionamento da existência.
Trabalhar com o jornal em sala de aula é utilizar um recurso gerador e provocador do conhecimento, é uma dinâmica que possibilita ao educando interagir com seu momento histórico-social. Assim não se cria indivíduos somente para atuar no mercado de trabalho, mas pessoas sensíveis aos projetos de desenvolvimento de seu país, cidade, enfim, pessoas atentas à sua condição de cidadania.
Nem todos os professores compartilham desta proposta de ensino, pois estão habituados a trabalharem apenas com o material didático a ser utilizado em sala de aula, conforme o conteúdo programático pré-estabelecido. Agir de forma inovadora e ampliar as possibilidades faz o educador mudar sua postura, e também ser diferente como pessoa.
Para os tempos atuais, a escola como instituição deve promover o surgimento de um novo profissional, mas infelizmente o que se vê, é tanto na área cognitiva, como ideologicamente padrões anacrônicos, que não desperta o interesse do educando.
Segundo Idmeia S. Siqueira, professora de linguística e semiótica, o homem atual precisa ser desautomatizado, sensibilizado para ler crítica e criativamente os diversos tipos de mensagens. É na apreensão do conhecimento e do mundo, que se produzir a reflexão. A escola deve abrir suas portas e janelas para o mundo da leitura, que possibilite a relação com os diversos imaginários, viabilizando uma nova dimensão de estar no mundo. O mundo contemporâneo deve preocupar-se em gerar sentido e estimular a cidadania, motivando o potencial de dignidade e amor pela vida.
O importante é buscar o bem comum, e essa busca só sedimenta-se através de uma educação que gere a busca de sentido. O educar é dar sentido e possibilitar a significância do ser humano. Segundo Paulo Feire, o homem deve aprender a falar sua própria palavra e não apenas repetir a do outro.
Hoje está superada a escola, que apenas se preocupa em repassar o conhecimento, reprodutora de padrões ultrapassados, de preconceitos, pouco preocupada com a formação integral do indivíduo, e principalmente com a sua capacidade crítica e reflexiva.
O jornal como proposta pedagógica representa a possibilidade de uma leitura transformadora, na qual o educando pode encontrar o sentido de sua subjetividade, e sua capacidade de mudança e significado. É a oportunidade do aluno, de comunicar-se com a sua comunidade. A educação torna-se um veículo dinâmico de transformação social.
O professor deve proporcionar ao aluno um ambiente de descobertas, de trocas, de inserção na realidade, e o jornal pode ser uma grande descoberta, que torne o futuro do aluno mais amplo para as possibilidades da vida.


 
 
 
 

sábado, 21 de março de 2015

OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉC. XXI !

 
No livro de Jacques Delors “Educação: um tesouro a descobrir”, de 1998, o autor aponta que a educação no século XXI deve ser sustentada por quatro pilares. “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo, constantemente, agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”. (p. 89) É da necessidade da sociedade do conhecimento, que se tenha uma aprendizagem que dure a vida toda.
Vivemos um momento de transição na sociedade contemporânea, o novo paradigma da educação está em construção para atender as novas demandas. A sociedade do momento é a sociedade da informação, estamos imersos em um mar de dados que nos remete a lugares até então inexplorados, estamos diante da fronteira do desenvolvimento humano, assim se faz necessário a releitura da educação, sua aplicação, sua pedagogia, seu objetivo e sua meta. Uma população bem educada é o começo de um país desenvolvido, integrado e inserido no atual contexto de desenvolvimento sustentável. Os quatro pilares da educação do séc. XXI são:
a) Aprender a Conhecer: O ato de descobrir, construir, desconstruir e reconstruir o conhecimento deve ser agradável para que dure para sempre. Deve-se pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
O ato de aprender é uma constante construção e desconstrução feita de forma metodológica, é o uso da dialética que possibilita o diálogo entre o educador e o educando. Com o fácil acesso a informação, o processo de educar tornou-se democrático, já não há um detentor da informação e um aprendiz ainda alheio ao mundo que o rodeia. Este aprendiz quer participar do processo, está envolvido, motivado por aprender. O como fazer é o desafio do séc. XXI.
b) Aprender a Fazer: O aluno deve estar preparado para os desafios que se apresentam. Deve ser estimulado a trabalhar em equipe e, a participar das trocas coletivas. Deve ter iniciativa e comunicar-se de forma a solucionar conflitos. Deve ser flexível.
Em um planeta que tem mais de 7 bilhões de pessoas é de extrema necessidade saber viver em sociedade, realizar os trabalhos em equipe, está preparado a se sacrificar pelo bem da coletividade, para assim poder administrar e solucionar os conflitos. Para poder suportar tamanha pressão, é necessário ser flexível, permeável, ao mesmo tempo um catalisador promotor de transformações sistêmicas importantes para a sociedade.
c) Aprender a Conviver: Aprender com os outros, compreender os demais, esforçar-se para alcançar o bem comum, ser um agente transformador da sociedade.
A cada dia que passa saber conviver com os outros é uma virtude, ter uma atitude de alteridade, a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e é interdepende do outro. Assim, como muitos antropólogos e cientistas sociais afirmam a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro. Relação de sociabilidade e diferença entre o indivíduo em conjunto e a unidade, onde os dois sentidos interdependem na lógica de que para constituir uma individualidade é necessário um coletivo. Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.
d) Aprender a Ser: Desenvolvimento da sensibilidade, da ética, da responsabilidade. Observar as potencialidades de cada indivíduo.
O saber Ser talvez seja um dos grandes objetivos da educação. Constituir uma formação ética fundante de uma moral a ser seguida, promotora de virtudes que torne o educando um Ser eticamente responsável por seus próprios atos, este é um fim da educação. O Ser humano pode ser melhor a cada dia, depende do processo educacional que se tem.
 
 
 
 
 
 

sábado, 14 de março de 2015

O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM !

 
Devemos responder a duas perguntas:
O que é ensino?
O ensino é uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes, geralmente em locais conhecidos como escolas. O ensino pode ser praticado de diferentes formas. As principais são: o ensino formal, o ensino informal e o ensino não-formal. O ensino formal é aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação, profissionais de ensino, etc. O ensino informal está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional. O ensino não-formal, por sua vez, é intencional. Em geral é aquele relacionado a processos de desenvolvimento de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos, praticadas por movimentos populares, associações, grêmios, etc. Os limites entre essas três categorias de educação não são extremamente rígidos, são permeáveis. Pois estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes.
O que é aprendizagem?
Aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação. Este processo pode ser analisado a partir de diferentes perspectivas, de forma que há diferentes teorias de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais. Aprendizagem humana está relacionada à educação e desenvolvimento pessoal. Deve ser devidamente orientada e é favorecida quando o indivíduo está motivado.
          O processo de ensino-aprendizagem se confunde com a história da humanidade. Relação direta entre a atividade do professor (ensino) e a atividade de estudo do aluno (aprendizagem). Professor, aluno, matéria = processo dinâmico. Ensino tradicional = reducionista = aula baseada na transmissão do conteúdo e realização de exercícios repetitivos. No entanto, a realidade encontrada nas escolas brasileiras contribui para o ensino tradicional e reducionista com aula baseada na transmissão do conteúdo e realização de exercícios repetitivos.
Com a revolução da informação, o processo de ensino-aprendizagem sofrerá mudanças radicais. O pedagogo, O termo que surgiu na Grécia Clássica, da palavra παιδαγωγός cujo significado etimológico é preceptor, mestre, guia, aquele que conduz. Pedagogo é um educador profissional da Pedagogia, tal como o pedagogista, capaz de atuar em espaços escolares e em não-escolares, na implantação do ensino de sujeitos em diferentes fases de desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo. O que se deve questionar é:
Quais são as fases existentes do desenvolvimento humano no mundo contemporâneo?
Quais níveis e modalidades do processo educativo atendem as necessidades atuais?
Os espaços escolares e em não-escolares devem sofrer uma modernização?
Processo de ensino = conjunto de atividades organizadas do professor e dos alunos, com o objetivo de alcançar resultados planejados. É preciso ter como ponto de partida o nível atual cognitivo e de conhecimento dos alunos. Visto como processo deve-se contribuir para a transformação progressiva do aluno. Nesse sentido, é necessário rever o planejamento prévio para que exista um direcionamento eficaz. O processo de ensino une tanto a assimilação dos conteúdos e desenvolvimento das capacidades e habilidades. O professor colabora com a aprendizagem do aluno, no entanto, os resultados dependem do estudante.
 

 
 

sábado, 7 de março de 2015

Uma Reflexão Sobre a Escola Pública e Escola Privada !


         Conforme a história do Brasil Pós-Independência houve iniciativas para promover a educação no império.
Em 1834, o governo central transfere a responsabilidade pelas escolas primárias e secundárias para os governos provinciais, o que faz com que as escolas não fossem instaladas em todas as localidades. “Reforma Couto Ferraz”, de 17/02/1854, obriga que os pais garantissem aos seus filhos, ao menos, o ensino elementar. Caso contrário, os familiares pagariam multas. A partir de 1870, ampliam-se as discussões acerca da organização de um sistema nacional de educação.
Várias propostas de reformas surgem no país. Mas nenhuma das medidas é suficientemente transformadora e libertadora, o ensino de qualidade continua restrito a elite com maior poder econômico, que envia seus filhos para Europa para serem bem educados.
Com proclamação da República a escola se torna laica, assim há abolição do ensino religioso. No entanto, a organização nacional da educação foi postergada, a educação é responsabilidade dos Estados. A partir de 1930 as discussões se intensificam (desenvolvimento industrial e a urbanização) e o analfabetismo é considerado uma doença que precisava ser erradicada. Em 1930, é criado o Ministério da Educação e da Saúde. Apenas em 1946, surge uma lei nacional referente ao ensino primário.
Embora a Constituição de 1946 e a LDB de 1947 garantissem o acesso ao ensino como direito de todos, existiam pontos que limitavam o cumprimento das leis, como por exemplo, a insuficiência de escolas. Até hoje: estímulo à descentralização, diferenciação e diversificação do processo de ensino. O sistema brasileiro é igual o sistema americano tem uma descentralização e gera desigualdades.
Ainda hoje no Brasil República segundo Teixeira a educação é:
“Obrigatória, gratuita e universal. A educação só poderia ser ministrada pelo Estado; Impossível deixá-la confiada a particulares, pois estes somente podiam oferecê-la aos que tivessem posses (ou a “protegidos”) e daí operar antes para perpetuar as desigualdades sociais, que para removê-las. A escola pública, comum a todos, não seria, assim, o instrumento de benevolência de uma classe dominante, tomada de generosidade ou de medo, mas um direito do povo, sobretudo das classes trabalhadoras, para que, na ordem capitalista, o trabalho (não se trata, com efeito, de nenhuma doutrina socialista, mas do melhor capitalismo) não se conservasse servil, submetido e degradado, mas igual ao capital na consciência de suas reivindicações e dos seus direitos”. (Teixeira, 2007, p.85)
Ao conhecermos um pouco da história do sistema de educação de nosso país, o Brasil, podemos concluir que estamos longe de aplicarmos uma educação libertadora, justa, que prepare seus alunos para oportunidades da vida de forma igualitária. O que há é um aprofundamento das desigualdades, das diferenças que comprometem o futuro do país, fazendo-o permanecer como um país em desenvolvimento. Há a necessidade de criarmos uma ruptura com o modelo vigente, e esta ruptura pode começar com o tratamento da educação como uma “Política de Estado”, ou seja, passar a organização nacional da educação para responsabilidade da Federação, eliminar a descentralização, diferenciação e diversificação do processo de ensino, utilizar as tecnologias vigentes para aplicação de um Curriculum unificado, promover o ensino integral nos períodos de ensino, Infantil, Fundamental, Médio e Escolas Técnicas. A educação é um direito do povo, sobretudo das classes trabalhadoras, deve promover o crescimento e ter um processo libertador frente os desafios do mundo globalizado. A saída está em olhar para frente, enfrentar o presente e não se apegar ao passado. O passado se foi, o presente está e o futuro está por vir, depende de atitudes atuais. Um governo do povo é um governo que promove a sua libertação e felicidade para o mundo.