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sábado, 24 de janeiro de 2015

Crise de Água ou Crise de Gestão Pública !

 
         Estamos diante de uma crise, e o objeto em questão é a água, que revela a forma como o Estado faz a gestão dos recursos hídricos do país. A população será testemunha da maneira como nossos líderes políticos atuam, e conduzem as políticas públicas no Brasil. As decisões políticas são tomadas de forma reativa, jamais de forma pró ativa, ou seja, primeiro é necessário que ocorra a catástrofe para depois ter uma ação pública. A questão é: Será possível uma reversão do cenário catastrófico, ou teremos um ano de 2015 pior que o ano de 2014? Como será?

“Ciência é conhecimento organizado.
Sabedoria é vida organizada.”
(Immanuel Kant)

         A ciência tem nos revelado as mazelas que iremos sofrer caso não tenhamos uma ação pró ativa para com as previsões futuras de nossas descobertas, os cientistas são os profetas do presente, que testemunham a necessidade de uma mudança de comportamento, os recursos naturais são limitados, embora uma sociedade do consumo crie necessidades ilimitadas, ou seja, a economia contábil do desenvolvimento sustentável é deficitária, consumimos mais que a nossa capacidade instalada, mais que a natureza do globo terrestre nos fornece a cada ano. Não há decisões sábias por parte de nossas lideranças políticas, que venham a constituir uma vida organizada. Caminhamos para desorganização do poder público, que irá perder a legitimidade da condução da vida da sociedade. Começaremos a ver iniciativas privadas e particulares para a manutenção do padrão de vida, e a lei será ditada por quem tem mais força, ou seja, quem tem mais dinheiro e poder político. Caminhamos para a constituição de um “Estado Paralelo” com suas regras e leis próprias. É o início da derrocada institucional do Estado Republicano constituído, caso não sejamos capazes de reverter os efeitos profetizados pelos cientistas de plantão.

“Uma vida não questionada
não merece ser vivida.”
(Platão)

         Existe a necessidade de se fazer um grande questionamento, quanto à forma, que estamos sendo conduzidos por nossos líderes políticos. As verdades são meias verdades, me parece que o problema é muito mais grave, revela pontos de ingerência, ineficiência, e interesses obscuros. A quem interessa um estado de calamidade? Podemos atuar sobre o presente para construirmos um cenário melhor para o futuro, para tal, devemos deixar de sermos reativos, para passarmos a ser pró ativos, o que falta é uma decisão política.

“Espere o melhor, prepare-se para
o pior e receba o que vier.”
(Provérbio Chinês)
 
 
 
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Participação Política !


Existe no Brasil, um movimento embrionário, que podemos chamar de ação política em prol da conscientização e posicionamento político frente ao estado de coisas que ocorre no Brasil do presente.
O povo deve ser alertado quanto à forma que somos liderados nos últimos 12 anos por nossos líderes políticos. O que realmente está ocorrendo com o país, com a vida de sua população e o patrimônio público do país.
O que devemos fazer?
Como devemos ter “Participação Política”?
Estamos envolvidos por um “MAR DE LAMAS”, O PETROLÃO É UM EXEMPLO E O INÍCIO DE NOVAS DESCOBERTAS. Irão aparecer novas denúncias em outras esferas do governo nacional, a prova do quanto o PT – Partido dos Trabalhadores, PP – Partido Progressista, PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro e outros partidos da base política do governo, o quanto estão roubando, saqueando o dinheiro do povo brasileiro. 
A oposição política tem que estar presente, lutar, fazer se materializar a vontade de um povo que quer um Brasil transparente, limpo, viável para o investidor, seja estrangeiro ou nacional. O resultado da administração atual representa a quebra da Eletrobrás, da Petrobrás, o aumento do endividamento público, o déficit público, a inflação alta, a falta de governança política por parte do governo, a supressão da ordem pública. O Brasil está naufragando em seu próprio “MAR DE LAMA”.
Brasil varonil, vamos à luta, vamos mudar o presente, vamos criar o futuro, está em nossas mãos, devemos nos posicionar, ter uma opinião política, ter uma atitude política quanto à realidade do cenário que nos cerca. Já não é sustentável vivermos mais com o a corrupção institucional que se instalou no país. Com o dinheiro da corrupção promovida pelos atuais líderes políticos oriundos dos partidos políticos, como o PT – Partido dos Trabalhadores, PP – Partido Progressista, PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro e outros as serem comprovado. Falta dinheiro para a saúde, para a educação, inúmeros municípios e Estados ainda não receberão o repasse financeiro do governo federal, dinheiro para manter a boa governança da estrutura do Estado brasileiro, o dinheiro está escasso, mas dinheiro para financiar a corrupção não falta, aliás, está sobrando no bolso dos ladrões que estão saqueando o país na luz do dia.
O povo deve se manifestar politicamente, ir à rua, falar, pedir mudança, de forma democrática fazer valer os próprios direitos civis, não há espaço para maus políticos, todos estes devem ser afastados da vida pública, esta é a “Participação Política” do povo.

“A política é quase tão excitante como a guerra
 e não menos perigosa. Na guerra a pessoa
 só pode ser morta uma vez, mas
na política diversas vezes.”
( Winston Churchill )

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Nova Crise Mundial, a Crise das Grandes Cidades !

 
Estamos inseridos em um mundo complexo, diante de um movimento dialético histórico da humanidade. Conforme a postura filosófica de regressão social, a barbárie, enunciada pelo filósofo Marildo Menegat que faz uma crítica dialética do direito.
As cidades como formas históricas de agrupamento humano estão caminhando para uma crise sistêmica?
No modelo capitalista a cidade é um espaço de produção, onde também há o consumo. Segundo o filósofo Marildo Menegat a crise da cidade é a crise do capitalismo.
O capital e trabalho se uniram para criar na cidade uma exclusão ao criar um Estado de exceção?
Existe um mecanismo social que funciona independente da nossa vontade, que é a lei do valor produzido pelo trabalho humano, que gera e desenvolve o capitalismo, na medida em que se cria valor através do trabalho. Só que hoje existem avanços tecnológicos que minimizam a criação de valor, ao reduzir o trabalho humano, pela utilização de novas técnicas. Para tornar o capitalismo mais competitivo, há um movimento sistêmico na redução da fonte de geração do valor, que é proporcionado pela eliminação gradual do trabalho humano.
Para a construção de uma sociedade mais próspera e feliz, não deveríamos rever o conceito do que é ser produtivo, ou seja, para que fim?
Para entendermos melhor o cenário, é só percebermos, que hoje fazemos parte de uma sociedade voltada para o consumo, que não está mais voltada para a produção, para a geração de valor. O consumo está sendo financiado pelo sistema financeiro, que pelo método do endividamento gera o consumo, mas não gera riqueza. Hoje existe uma massa populacional localizada em diversas grandes cidades que estão fora da relação de trabalho por estarem excluídas do trabalho, e fora da relação de consumo por não gerarem valor e por não terem dinheiro para o consumo.
Segundo a ONU em 2020 a maior parte da população mundial estará vivendo em grandes cidades, será urbana, é o fenômeno da vida urbana. É o processo de expropriação da vida do campo.
Como as massas humanas irão se adequar ao espaço urbano?
Segundo o filósofo Marildo Menegat estas massas humanas não têm função no capitalismo, não têm trabalho, não têm dinheiro, não têm lugar, é um problema para o capitalismo, um grande desafio. E este processo ocorre desde os anos 1970, criando um processo de favelização no mundo inteiro. As massas sociais expropriadas do campo vão viver em favelas, que segundo o IBGE, a favela é um aglomerado subnormal, carente de serviços públicos essenciais, ocupando terreno alheio, de forma desordenada.
Este é o maior desafio do Estado Brasileiro, tornar a vida de cada cidadão brasileiro uma realidade digna de se viver, com moradia digna, saneamento básico, trabalho, renda, educação de qualidade, saúde, etc. A crise do capitalismo que enfrentamos é a realidade da exclusão social, ocasionada pelos sucessivos ganhos de produtividade, que eliminou o trabalho humano. O próximo governo tem que promover a inclusão do trabalho humano, ou seja, promover a absorção do trabalho gerador de riquezas pelas grandes massas sociais. A política econômica tem que estar voltada para este objetivo estratégico. Para podermos enfrentar a crise estrutural do capitalismo no espaço urbano. Se nada for feito nesta direção, poderemos esperar em um futuro breve a volta da barbárie. As grandes cidades deixaram de existir, por não se conseguir sobreviver com os elevados níveis de violência que irão existir. Existirá uma guerra civil não declarada, e os sinais desta realidade estão nos elevados índices estatísticos de mortes violentas que são apresentados todos os anos pelo Brasil.
Será que estamos caminhando para a barbárie?

“A sabedoria é um adorno na prosperidade
e um refúgio na adversidade.”
(Aristóteles)
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Como Tornar o Homem Feliz !


Segundo Epicuro, “a filosofia é uma disciplina cuja única meta é justamente tornar feliz o homem que a pratica, de tal modo que este deve cultivá-la durante todo o transcurso de sua existência, desde a mais terna juventude até a idade mais avançada”. O filósofo passa para os discípulos aqueles tópicos que considera essenciais para a busca permanente da felicidade.
Existem três pontos dos quais Epicuro disserta, a morte, o prazer e a dor, todos têm um impacto direto na qualidade de vida e a felicidade humana, e tudo dependem da forma como o Homem vive eticamente cada um deles.
Para Epicuro “a morte é o mais aterrador dos males, é necessário vencer esse medo da morte, ninguém deve temê-la uma vez que não há vantagem em viver eternamente: o que importa não é a duração, mas a qualidade de vida.”
Sobre o prazer Epicuro fala, “o prazer, como bem principal e inato, não é algo que deva ser buscado a todo custo e indiscriminadamente, já que às vezes pode resultar em dor, do mesmo modo, uma dor nem sempre deve ser evitada, já que pode resultar em prazer”.
De qualquer maneira, recomenda-se uma conduta comedida em relação aos prazeres, valendo, para este caso, aquele mesmo princípio da qualidade em detrimento da quantidade, tudo depende da forma como se vive a vida.
Para Epicuro um Homem sábio, jamais deve acreditar cegamente no destino e na sorte com se esses fossem fatalidades inexoráveis e sem esperança, é a crença na vontade e na liberdade do Homem.
Sobre esses pontos essenciais, Epicuro exorta Meneceu, garantindo-lhe que a prática correta de tais ensinamentos será capaz não só de levá-lo à mais completa felicidade, mas até mesmo sentir-se como um deus imortal entre os homens mortais.
Em poucas palavras Epicuro defende ideias capazes de proporcionar a saúde do espírito, que pode tornar o Homem feliz. Para tal recomenda-se que devemos cuidar das coisas que trazem felicidade.
Para Epicuro, “o sábio, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver, para ele, viver não é um fardo e não viver não é um mal”. O fim último é o prazer, a ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma, a prudência é o princípio e o supremo bem, para se ter uma vida cheia de virtudes.

“A felicidade é um bem que se
multiplica ao ser dividido.”
(Marxwell Maltz)

 
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Imortalidade da Alma !


A alma foi uma das mais influentes obras de Aristóteles. O intelecto é aquilo com que a alma pensa e opera. A faculdade sensitiva não é independente do corpo, enquanto o intelecto é separado do corpo. Para Aristóteles, a psique é o princípio ativo do movimento da vida, a forma do corpo e a enteléquia, como o princípio peculiar de ordem dos elementos corpóreos.
Conforme as diferentes manifestações da atividade da alma, segundo Aristóteles, distingue a alma vegetativa, a animal, e a racional, as quais não podem ser separadas do corpo. Uma parte do corpo está dentro da alma racional, porém outra vem de fora e sobrevive à existência corpórea. É a existência de um princípio independente do corpo, a parte imortal da alma. Podemos dizer que a vida humana é a alma encarnada, que se desencarna quando o corpo morre.
Mas a questão ficou em aberto, como tratar o problema da substancialidade da alma com meios puramente filosóficos?
Para Platão, “a alma move a si mesma, é imortal e congênita a Deus. Afirmava ele permanecer na visão pura das ideias eternas, que contrastam com a corruptibilidade do mundo visível e, ainda cônscia daquele mundo absoluto do ser verdadeiro, a vida ligada ao corpo significa, para ele, uma existência inferior”.
Muito da visão grega sobre a alma imortal veio a influenciar a doutrina cristã do apóstolo Paulo, como a teologia judaico-alexandrina. A filosofia moderna é caracterizada por uma aversão quase unânime à teoria da substancialidade, e chega, assim, a conceber a alma como o conjunto das suas propriedades ou como, a mera soma de suas atividades conscientes.
Hegel, referindo-se à problemática do espírito objetivo, fazia até este julgamento: “O tratado A Alma de Aristóteles é ainda sempre a melhor e talvez única obra, de interesse especulativo”.
Alma é um termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa "o que anima". Na religião possui grande importância, sendo o motivo de haver capacidade ao indivíduo a fazer e viver coisas e momentos complexos. De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos atuais.

“Uma vida não questionada
não merece ser vivida.”
(Platão)

  

A Perfeita Contemplação do Belo !

 
Segundo Sócrates, nós devemos comtemplar o belo na vida, nos ofícios e nas leis. Estar voltado ao vasto oceano do belo, contemplando-o, nos muitos discursos belos e magníficos, que produz reflexões, em inesgotável amor e sabedoria. Mas o que é o belo para Sócrates, como conhecê-lo?
Para se conhecer o belo, segundo Sócrates, consiste em proceder nos caminhos do amor ou por ele se deixar conduzir. E começar do que é belo e, em vista do belo, subir sempre, dos belos corpos para os belos ofícios, dos ofícios para as belas ciências, até que das ciências acabe naquela ciência, que nada mais é senão o próprio belo, e conheça em fim o que em si é belo.
Para Sócrates, se um dia vires o belo, que não é como ouro, como roupa, como os belos jovens adolescentes, mas se um dia ocorresse de contemplar o próprio belo, nítido, puro, simples, não repleto de carnes, humanas, de cores e outras muitas ninharias mortais, mas o próprio divino belo, ele em sua forma única contemplar, não seria vã a vida do Homem que viesse a olhar nesta direção, pois ocorrer-lhe-á produzir não sombras de virtude, porque não é a sombra que estará tocando, mas reais virtudes, porque é no real que estará tocando.
E Sócrates conclui seu argumento assim: “Eis por que afirmo que deve todo Homem honrar o amor, e que eu próprio prezo o que lhe concerne e particularmente o cultivo, e aos outros exorto, e agora e sempre elogio o poder e a virilidade do amor na medida em que sou capaz”.
No mundo grego antigo a alma eterna utiliza a via da contemplação dialética no tempo e no espaço, para reconhecer o bem, realizar virtudes, contemplar as ideias, e perceber o divino. É um processo dialético entre a alma e as ideias que leva o filósofo ao conhecimento. A alma reconhece no tempo, no espaço e no corpo as ideias. É um movimento antropológico pelo desejo de conhecer. A alma faz um esforço existencial para superar a limitação do corpo de conhecer plenamente as ideias, as virtudes, o bem e o belo. A alma é o princípio de identificação cognitiva do conhecimento e viver eticamente. O que faz com que a alma se movimente na busca do bem, do belo. Assim o filosofar para o grego antigo não é apenas contemplar, mas viver eticamente conforme pensa e acredita ser o mundo das ideias, para poder estar em contato com o bem e o belo.
 
 
  

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Reminiscência da Alma !

 
Para Sócrates, “o que chamamos aprender é apenas recordar”. E para haver a recordação de alguma coisa é necessário que se tenha sabido antes de tal coisa. Ou seja, o saber é uma rememoração.
A prova disso é que ao interrogar um Homem, se as perguntas forem bem conduzidas, por si mesmo ele dirá de modo exato, como as coisas realmente são.
“O que fazem os cientistas, senão rememorar o que já existe ?”
Segundo Sócrates, “tal fato não poderia acontecer se nossa alma não existisse em algum lugar antes de assumir, pela geração, a forma humana”.
Para Sócrates depois da morte do corpo, a alma do homem subsiste com uma atividade real e com capacidade de pensar, a alma é imortal. As almas dos mortos estão necessariamente em alguma parte, e que é de lá que voltam para a vida. Os vivos provêm dos mortos, as almas dos mortos têm existência, e a sorte das almas boas é melhor, e pior a das almas ruins. E a questão que fica é, como é difícil compreender, que o que chamamos aprender seja apenas recordar? Ou seja, um processo de reminiscência da alma.
Em Fedon fala-se sobre as ideias eternas, que são o ser verdadeiro; os objetos materiais não passam de imitações insuficientes daquelas ideias. As almas, antes de entrar nos corpos, contemplaram as ideias eternas, e a percepção sensível dos objetos materiais lhes desperta uma recordação dessas ideias, é a teoria da reminiscência. A partir desta teoria explica-se a forma de pensar de dois principais filósofos do mundo grego, Platão e Sócrates.
Para Sócrates antes de nascermos adquirimos o conhecimento, o belo, o bom, o justo, o piedoso, e tudo mais que é a realidade em si. Ao nascermos esquecemos tudo, mas ao longo da vida, fazendo uso dos sentidos, reaveríamos o conhecimento de tudo pela instrução, que consiste em reaver um conhecimento que nos pertence, e damos a isso o nome de recordar. Para Sócrates a instrução é uma reminiscência, o que justifica o seu trabalho como parteiro das ideias, quando diz que o Homem que busca o conhecimento das coisas está grávido, e ele, Sócrates vai ajudá-lo a parir as ideias, o conhecimento, pelo método da maiêutica.