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sábado, 10 de março de 2018

A Função do Estado Brasileiro !




        O Estado, tal como entendemos hoje, é uma invenção da Idade Moderna. O Estado possui duas prerrogativas básicas: O monopólio da cobrança de impostos e o monopólio da segurança pública. Para se ter um Estado que promova a justiça social é necessário incluir mais duas prerrogativas básicas: Uma educação de qualidade para toda população e a promoção do bem estar social com a políticas que garantam a proteção social e programas de assistência social. É a manutenção de sistemas públicos de educação, saúde e previdenciário.

         O Estado brasileiro tem uma função central na promoção da justiça social, incentivar a iniciativa privada, viabilizar o surgimento de vagas de emprego para a população e promover políticas de distribuição de renda para as camadas de baixa renda e os que estão abaixo da linha da miséria.

         Para que o projeto de promoção de justiça social seja sustentável, o foco principal tem que ser a educação. O investimento em educação, a aposta em um currículo único nacional, os cursos profissionalizantes que preparam o jovem para o mercado de trabalho, com a valorização do profissional da educação, o professor, tem que ser a principal bandeira defendida pelo próximo presidente brasileiro.

         O mercado ao oferecer oportunidades de trabalho tem que encontrar uma mão de obra preparada para absorver os empregos, do contrário a população de baixa renda será marginalizada do mercado de trabalho e o país perderá a oportunidade de se ter um crescimento sustentável.

         A função principal do Estado brasileiro passa pela promoção do bem comum, uma política educacional que seja considerada uma política de Estado, com um planejamento de curto, médio e longo prazo, passando por várias gerações futuras, é o caminho para se construir uma sociedade justa, capaz de oferecer oportunidades, e ter cidadãos preparados para as oportunidades. A base para o crescimento econômico sustentável passa pela educação, pela pesquisa, ciência e tecnologia, a valorização do professor, a preparação do jovem estudante para o mercado de trabalho e só assim políticas econômicas serão capazes de promover o crescimento com bases sólidas.

         A Constituição de 1988 é conhecida como a “Constituição Cidadã” por causa dos avanços sociais garantidos nessa carta. Os direitos dos cidadãos brasileiros estão transformados em lei, que buscam garantir o bem social através da proteção social. Carta Magna defendida pelo poder judiciário, o STF – Supremo Tribunal Federal, que garante o cumprimento da lei.

         É um marco para a ampliação do sistema de proteção social, com a institucionalização de princípios de universalização, ancorada na noção de direito social, ao ampliar o atendimento nas três dimensões da seguridade social. O direito social é visto como um fundamento da política brasileira.

         O papel da iniciativa privada é a de um ator coadjuvante, o Estado é o ator protagonista, que formula leis e políticas para garantir a justiça social e o bem estar de seus cidadãos. O Estado deve regulamentar uma série de atividades, como a abertura e o funcionamento de empresas, a contratação de trabalhadores, transportes, distribuição de água e energia elétrica, meios de comunicação, importação e exportação de produtos, etc. Deve ampliar e melhorar os serviços públicos, investir em ações de combate à miséria e criar ainda mais mecanismos de regulamentação da vida social.

         O Estado é a mais alta forma de poder em uma sociedade, com autoridade legal para definir o interesse público e fazer com que suas determinações sejam cumpridas.

         As eleições de 2018 no Brasil será um marco, que redefinirá o papel do Estado brasileiro, se será mais social ou neoliberal. Cada cidadão brasileiro irá escolher o Estado que quer para o Brasil, o voto para eleição de novos representantes será o instrumento legal, cabe a cada um decidir o que quer para o futuro do Brasil.




sábado, 24 de fevereiro de 2018

Sapiens !



        O que somos afinal? Por que nascemos? Qual o sentido da existência do Homem no mundo terreno? Moramos em um planeta localizado em uma pequena galáxia, periférica na Via Láctea, de irrelevante importância, mas onde se desenvolve uma espécie inteligente que cria o seu próprio destino.

         “Os Homo sapiens. Como conquistamos o planeta? Por que nossos ancestrais se reuniram para criar cidades, reinos e impérios? Como passamos a acreditar em deuses, nações e direitos humanos; a confiar no dinheiro, em livros e leis; e a ser escravizados pela burocracia, pelo consumismo e pela incessante busca da felicidade? Que papel teve nisso tudo nossa capacidade imaginativa?” (Yuval Noah Harari – L&PM)

Anos atrás
Fatos
13,5 bilhões
Surgem a matéria e energia.
4,5 bilhões
Formação do planeta Terra.
3,8 bilhões
Surgimento do organismo.
6 milhões
Último ancestral em comum de humanos e chimpanzés.
2,5 milhões
Evolução do gênero Homo na África.
200 mil 
Surge o Homo sapiens na Africa Ocidental.
13  mil
O Homo sapiens é a única espécie humana sobrevivente.
12 mil
Revolução agrícola, domesticação de plantas e animais.
5 mil
Primeiros reinos, sistemas de escrita, dinheiro e religião.
2 mil 
Império romano, cristianismo.
500 anos
Revolução científica, ascensão do capitalismo, descobertas.
200 anos
Revolução industrial, Estado e mercado. Extinção em massa de plantas e animais.
O presente
Os humanos transcendem os limites do planeta terra.
Futuro
O Homo sapiens é substituído por super-humanos?

         Estamos diante de perguntas que nos circundam, questões de difíceis respostas, que direcionam a vida humana. Capazes de criarem a realidade existencial, e fica a pergunta: Onde está à verdade sobre a nossa existência?

         O terceiro milênio é a janela para o novo, o inimaginável, a possibilidade de viver em um mundo tecnológico jamais pensado. Onde podemos corrigir os erros e nos reinventar, criar um mundo mais inclusivo, mais justo, com maior sentido e significado para a nossa existência. O que podemos ser, senão homo sapiens?

         Referência bibliográfica:

HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade / Yuval Noah Harari; tradução Janaína Marcoantonio. – 29. Ed. – Porto Alegre, RS: L&PM, 2017.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Renda Básica Universal é uma Necessidade !



         A revolução tecnológica 4.0 presente no início do terceiro milênio transforma a relação do ser humano com o trabalho. A partir desta constatação, pergunta-se:
O Homem estará a serviço da máquina ou a máquina estará a serviço do Homem?
A lógica desta pergunta reside no fato de que não haverá trabalho para grande parte da população economicamente ativa, ou seja, não haverá renda. Os robôs substituirão os trabalhadores, e o Homens não terão o que fazer.
Então, o que fazer frente a este novo cenário?
O caminho está na mudança da forma de se obter uma renda para o próprio sustento, ou seja, parte da renda que o robô gera deve ser transferida ao Homem, como forma de compensação pela perda do trabalho. Assim, a máquina passa a servir ao Homem e este passar a ter tempo para se dedicar as atividades humanistas.
A renda básica universal é uma proposta de remuneração mínima independente do emprego, que aponta como solução para a manutenção da sociedade de consumo e continuidade da atividade econômica de uma sociedade. Vejamos como exemplo o Brasil:
São aproximadamente 100.000.000 de cidadãos na idade economicamente ativa. Se houver uma renda básica universal mínima para cada cidadão de R$4.000,00 mensais e a cobrança de um imposto de renda mensal de 15% igual a R$600,00 mensais teríamos:
Renda bruta total mensal:
100.000.000,00 x R$4.000,00 = R$400.000.000.000,00
Imposto de renda mensal:
R$400.000.000.000,00 x 15% = R$60.000.000.000,00
Renda líquida mensal:
R$400.000.000.000,00 - R$60.000.000.000,00 = R$340.000.000.000,00
O Brasil teria um mercado de consumo anual garantido de:
R$340.000.000.000,00 x 12 meses = R$4.080.000.000.000,00
         O Brasil teria um recolhimento de Imposto de Renda garantido de:
R$60.000.000.000,00 x 12 = 720.000.000.000,00
         Resumindo, um mercado de consumo interno garantido:
         Uma renda anual bruta total mínima das pessoas físicas de R$4,8 trilhões de reais.
         Uma renda anual líquida total mínima das pessoas físicas de R$4,08 trilhões de reais.
         Um imposto de renda anual pessoa física garantido de R$720 bilhões de reais.
         A Renda Básica Universal é uma necessidade para poder formular políticas públicas com fonte de recursos estáveis. As empresas passarão a investir conhecendo o real potencial do mercado de consumo, torna-se mais fácil o planejamento e menos volátil a economia. A maior parte das crises econômicas são crises de consumo, onde a população em um determinado momento no tempo perde a fonte de renda e a capacidade de consumo.
         A realidade é que, as inovações tecnológicas em curso irão destruir mais postos de trabalho do que criar novos postos de trabalho, para que a roda da economia não pare de girar, o Homem terá que rever sua ética econômica e o posicionamento do ser humano na sociedade.
         O que o Homem? O ser humano é um objeto ou um ser que pensa e tem emoções?
         Cabe ao futuro novo presidente do Brasil abordar esse tema em sua campanha presidencial, pois o trabalho passará a ser uma das questões mais importantes a serem enfrentadas pelas economias de todos os países inseridos na revolução tecnológica 4.0 do início deste terceiro milênio.
         Caberá ao novo governo brasileiro iniciar a construção de uma nova rede de proteção social, que avalie formas mais justas de distribuição de renda, minimize a incerteza quanto ao futuro dos jovens, e crie políticas públicas para minimizar o impacto da precarização do trabalho. Será um novo Estado Social que garanta condições básicas de vida para todo cidadão brasileiro.
         A maior questão a ser pensada é:
         De onde virá à fonte de renda para a manutenção deste Estado Social?
         Da própria economia, de toda e qualquer atividade econômica, gerada pelas Pessoas Jurídicas, via impostos, irá financiar o Estado Social. Frente a este novo desafio o Homem terá que faz o impensável, criar o inimaginável, caso queira viver em uma sociedade saudável, com baixos índices de violência e criminalidade.
         A revolução tecnológica 4.0 do terceiro milênio atinge a todos, a solução para o enfrentamento dos impactos na sociedade está na Renda Básica Universal, que pode estabilizar a economia e pacificar a sociedade. O cidadão do futuro necessitará de uma proteção social desatrelada do emprego. A saída esta na reforma do modelo de Estado Social, onde o Homem esteja no centro, em primeiro lugar, tratado como um ser humano e não um objeto. Assim elimina-se o problema estrutural da falta de emprego formal e o acesso a uma renda digna para custear a própria sobrevivência. Existe uma saída para o futuro incerto, a alternativa ainda está por ser criada.



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Um Futuro para quem Nasceu sem Futuro !



         Só há um caminho honesto e digno, para quem nasceu sem futuro. O sujeito que pertence a uma classe de baixa renda, menos favorecida. A qual faz parte 70% da população brasileira, só tem um caminho a seguir, a educação. O único caminho que pode transformar a própria realidade, este passa pela educação de qualidade, que envolve todo Ensino Básico, ou seja, o Infantil, o Fundamental e o Médio. O Ensino Técnico e Superior tornam-se opções de escolha do próprio sujeito e realidade após a realização de um Ensino Básico de qualidade.

         Está escrito no Portal do MEC do Brasil que: “A Secretaria de Educação Básica zela pela educação infantil, pelo ensino fundamental e pelo ensino médio. A educação básica é o caminho para assegurar a todos os brasileiros a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

         A violência que o cidadão brasileiro está sujeito a sofrer, pelo simples fato de ser brasileiro e viver no Brasil, é maior que a violência da guerra da Síria. Atualmente morrem mais de 60.000 cidadãos brasileiros por ano no Brasil, resultado da violência urbana. E mais de 60.000 cidadãos brasileiros por ano no Brasil, resultado da violência no trânsito.

         Onde está a causa de tamanha crise social, que faz perder vidas humanas em razão da violência? Um dos pontos que pode ser apontado está na educação. A educação básica no Brasil não está formando brasileiros para o exercício da cidadania, e é incapaz de garantir meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores para 70% da população. O Brasil está longe de ser um país civilizado ao conviver com tamanha violência. Um exemplo está na crise da segurança pública e todo sistema penitenciário. Ao continuar assim, a sociedade brasileira se tornará uma escola do crime, que permeia todos os níveis da sociedade. Em vez de formarmos sujeitos para serem cidadãos, formaremos sujeitos para serem criminosos.

         Um jovem de periferia dos grandes centros urbanos ganha mais trabalhando para o crime organizado, do que seus pais, que levantam cedo, às 4:30hs da manhã, pegam ônibus, trem e metrô para chegarem ao trabalho, e após uma jornada exalta de aproximadamente 20 dias úteis, recebem cada um, um salário mínimo de R$ 954,00 bruto. E a família de três indivíduos está condicionada a viver com uma renda familiar de R$ 1.908,00 bruto.

         Que tipo de família pode ser? Quais são os seus sonhos? Seus objetivos? Como conseguem sobreviver dignamente? O filho olha para os pais, o que pensa? Será que irá seguir os passos deles, ou preferir outro caminho, caminho este que a primeira vista é mais fácil, lucrativo, que não exige muito esforço?

         Este jovem passa a não acreditar em seus pais, e como a estrutura familiar é precária, sente a dor da própria existência, e quando os pais dizem: Filho vá para escola, lá está o seu futuro! Um futuro longínquo e abstrato em um primeiro momento, mas real e transformador quando perseguido como objetivo de vida. O filho toma a decisão mais imediata, passa a não valorizar a escola e não se dedica aos estudos. Por falta de um acompanhamento dos pais, seus filhos frequentam todo o Ensino Básico sem aprender nada, resultado este, que está demonstrado no desempenho das avaliações, que os estudantes das classes de baixa renda passam no Brasil. Melhorar o rendimento escolar do aluno brasileiro passa por melhorar as condições sociais de 70% da população brasileira. As famílias de baixa renda necessitam ter uma renda maior e mais justa, para poderem constituir uma estrutura vida que possibilite acompanhar melhor os seus filhos no período educacional.

         O que a escola pode dar a um jovem, é a possibilidade de realizar um objetivo na vida. Para o Brasil diminuir a violência urbana e a violência no trânsito tem que fazer do Ensino Básico o trampolim para o jovem realizar um objetivo maior na vida. Ensinar que vale apena trabalhar duro para se conquistar algo e que é possível.

         A maior parte da população brasileira só terá melhor condição de vida, renda, oportunidades se estiver mais bem educada. É um esforço que tem como catalizador o Estado e responsável à própria sociedade brasileira. É o momento de se valorizar ainda mais a educação dos jovens, para assim constituirmos uma sociedade saudável em que o Estado esteja presente em suas vidas, e este jovem possa sentir o valor de ser um cidadão brasileiro. Existe um futuro para quem nasceu sem futuro, e está na educação. Fazer da educação de um país uma política de Estado, é pensar, que é possível construir uma sociedade mais justa, mais educada, menos violenta. Se hoje existem sociedades que invejamos os seus índices de violência, vejamos também o seu nível educacional da população. O próximo presidente do Brasil tem que ser visionário, trabalhar para que o Brasil tenha uma população mais bem educada, que possa atingir índices de violência baixíssimos, equivalentes aos dos países nórdicos, o conjunto de países formado por Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia, inclusive seus territórios associados (Groenlândia, ilhas Feroe e Alanda).


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Por Onde Passa um Projeto de País para o Brasil ?




         Está na hora do cidadão brasileiro começar a pensar, e cobrar dos políticos a serem eleitos, a implementação de políticas públicas, que definam um projeto de país do Brasil. O partido político do futuro é aquele que tiver um projeto de país para o Brasil, tiver ideias a oferecer ao eleitor, para serem votadas e aprovadas pelo mesmo eleitor.
Por onde passa um projeto de país para o Brasil?
         O caminho percorrido por todas as nações, que se desenvolveram, conquistaram avanços, e trouxe mais investimento, desenvolvimento, renda, emprego, oportunidades, transformaram a realidade de seus países, é a educação. Valorizar a educação passa por valorizar o professor, por melhorar a qualidade do ensino público do ensino básico. Ter uma atitude mais pragmática, com um fim, onde a técnica e o conhecimento torne o cidadão mais preparado para enfrentar os desafios da vida.
         A sociedade brasileira tem a oportunidade histórica de eleger uma proposta para um projeto de país para o Brasil, e para isso deve cobrar os políticos, os partidos políticos, que apresentem um projeto de país para o Brasil. Um projeto que vai para além de um mandato eletivo.
         Por onde podemos começar?
         Esta, talvez seja a iniciativa mais importante para a sociedade brasileira. A tecnologia, a internet, os smartphones, as redes sociais representam ferramentas importantes que podem estar a serviço da democracia. Basta uma empresa, Start Up investir nesta ideia e se colocar a serviço do eleitor e do político, reunir as ideias, as propostas e diminuir a distância entre os políticos e o eleitor, ajudar a formular projetos para a criação de políticas públicas que implementem o projeto de país para o Brasil.
         A sociedade brasileira deve exercer a sua soberania através do voto, e votar por um projeto de país para o Brasil. Qual candidato político é capaz de apresentar um projeto de país para o Brasil? Esta é a pergunta que o eleitor deve fazer. Se não houver político capaz de catalisar as forças políticas do país para a criação de um projeto de país para o Brasil, a sociedade brasileira deve tomar a iniciativa, e ela mesma deve criar um projeto de país para o Brasil.
Para começarmos devemos responder as seguintes perguntas: O que somos? O que queremos ser? Quantas gerações de cidadãos deverão ser influenciadas? A educação será um importante quesito na formulação de um projeto de país para o Brasil? Somos capazes de mudar a nossa realidade? Somos cidadãos livres? Caso positivo, então vamos por as mãos na massa?
         Precisamos organizar as ideias através das seguintes perguntas: O que vamos fazer? Quem vai fazer? Quando vai fazer? Onde vai fazer? Como vai fazer? Por que vai fazer? Qual é a conclusão?
         Se respondermos a todas estas perguntas, podemos criar um ideal, um norte para direcionar a sociedade brasileira. É uma tarefa árdua que pode ser iniciada e fiscalizada pela própria sociedade. Podemos a partir de nossa dura realidade, mudá-la e vivermos um projeto de país para o Brasil.




terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Quem pode defender os trabalhadores no Brasil ?




         Primeiramente devemos saber quem são os trabalhadores do Brasil, são todos os assalariados da iniciativa pública ou privada, os empreendedores e os aposentados, que no passado também trabalharam, ou seja, são todos que têm uma renda financeira proveniente de uma atividade laboral lícita.
         Só que neste artigo estaremos falando sobre os trabalhadores assalariados, da iniciativa pública ou privada, e dos aposentados. Quem pode defendê-los no Brasil? Este trabalhador que representa a maior parcelada sociedade brasileira está órfão. Neste momento não há que possa defendê-los das reformas que vive o Brasil. O momento é de ruptura e mudanças dos direitos dos trabalhadores e futuros aposentados.
         Quem perde e quem ganha com as mudanças em curso no Brasil? A verdade é que o poder de compra do trabalhador assalariado e do aposentado está menor e não existe uma política pública para promover a recuperação do poder de compra. A crise no consumo é proveniente da falta de poder de compra do trabalhador assalariado público ou privado e do aposentado. O Brasil só voltará a crescer significativamente no momento que houver uma recuperação do poder de compra do salário do trabalhador e do aposentado.
         O jogo econômico no Brasil só se tornará justo, na medida em que os trabalhadores, aposentados e empreendedores tiverem uma renda financeira justa, equivalente a sua necessidade, trabalho e risco. Qual partido político, pode promover uma política pública, que materialize um modelo ideal de economia brasileira? Pois, é só com o aumento da renda do trabalhador, aposentado e empreendedor que o Estado no Brasil resolverá o seu problema fiscal. Pois, a economia crescerá com mais consumo, mais pagamento de impostos, maior distribuição da renda.
         Este é o tema mais importante a ser debatido pelos candidatos a cargos eletivos no Brasil. Que Brasil pode ser construído a partir de uma política pública que valorize o trabalhador e o aposentado? O que falta no Brasil são líderes que valorizem o povo do Brasil, a sua maioria que trabalha muito, é mal remunerada e paga muito imposto para financiar uma elite que não se preocupa com o país e quer apenas viver das benesses do Estado brasileiro.
         O trabalhador brasileiro e os futuros aposentados estão órfãos porque neste momento não há quem defenda os seus interesses, e assim, a maior parte da sociedade é vitima do jogo do mercado financeiro, que não tem nenhum compromisso social com o país.



domingo, 21 de janeiro de 2018

O Dever do Filósofo !

          O que é o dever?
         A palavra dever se refere a tudo que é considerado uma obrigação e que muitas vezes deixa de ser o desejo adequado ou apropriado de uma pessoa. O termo está relacionado com a ética e a moral, pois se refere a ações ou formas de comportamento que têm sido socialmente estabelecidos e conceituados como apropriados ou corretos para determinadas situações. Cumprir com o dever estabelece sempre algum tipo de benefício social ou individual que pode ser mais ou menos visível. Para controlar e medir o desejo ou o impulso das pessoas que existe justamente o dever.
         Um filósofo deve cumprir qual dever? Não ceder a nenhuma outra de suas razões, senão às que as reflexões demonstram serem as melhores.
As opiniões que os homens formam, a umas se deve acatar, a outras não. Não é absolutamente com o que dirá de nós a multidão que nós devemos preocupar, mas com o que dirá a autoridade em matéria de justiça e injustiça, a única, a Verdade em si. Não devemos dar máxima importância ao viver, mas ao viver bem. E onde está a verdade? Na justiça.
         Para o homem justo, jamais se deve proceder contra a justiça. Nem mesmo retribuir a injustiça com a injustiça, como pensa a multidão, pois o procedimento injusto é sempre inadmissível. Em suma, não devemos retribuir a injustiça, nem fazer mal a pessoa alguma, seja qual for o mal que ela nos cause.
         Devemos cumprir as convenções justas, a lei que firmamos em sociedade, ou não?
         O dever está em cumprir a lei ou executar as ordens da cidade e da pátria ou obter a revogação da lei pelas vias criadas do direito. Uma vez, que as leis façam parte dos direitos civis e do conhecimento da vida pública e de nós, devemos nos sujeitar as leis, se não for do nosso agrado, temos a liberdade de juntar o que é nosso e partir para onde bem entender.
         Mas se permanecemos, vendo a maneira pela qual é distribuída a justiça e desempenhada as outras atribuições do Estado, o comportamento humano deve ser orientado pela lei estabelecida. Os supremos valores da humanidade são a virtude, a justiça, a legalidade e as leis.
         O violador de leis é um ser que pratica a injustiça, incapaz de cumprir o seu dever, de ser um cidadão em sua pátria.
         Um filósofo, mestre, professor deve ensinar ao seu discípulo, aluno a ser um ser
 justo, cidadão, cumpridor de seus deveres. Sócrates é este filósofo, mestre, professor.