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terça-feira, 20 de abril de 2021

O Século da Ciência e Tecnologia no Brasil !


 

         A Ciência e Tecnologia no Brasil é tratada de forma ambígua, existe uma relação de amor ódio entre o Estado e a comunidade científica. O pensamento e a forma de ser obscurantista remete a um atraso de séculos atrás. A atitude negacionista da ciência mistura-se com um movimento fundamentalista e intencional, como se fosse possível distorcer a verdade e convencer a comunidade científica.

         O Brasil é um país que tem uma excelente oportunidade histórica, a maior parte de seus problemas podem ser resolvidos que o emprego da ciência e tecnologia, em parceria com o Estado e a iniciativa privada. Neste sentido não há antagonismo entre o Estado e o mercado, mas uma ação complementar a outra, o Estado pode dar o impulso ao desenvolvimento científico tecnológico e o mercado pode ampliar o investimento, gerando novos negócios e novos empregos de qualidade.

         A comunidade científica cabe a organização, divulgação e a realização de parcerias. A pandemia da COVID-19 descortinou esta possibilidade, o Brasil demonstrou ter cientistas de ponta, com capacidade para criar soluções para os problemas nacionais, capazes de gerar renda e bem-estar social.

         A comunidade científica não pode esperar, tem que se unir, se movimentar, mostrar seus feitos, as possibilidades e apresentar projetos par a iniciativa privada. Um país como o Brasil, repleto de riquezas a serem mais bem trabalhada e dinamizada para a geração de renda e crescimento da economia. Hoje, o país já tem massa crítica suficiente para criar uma onda capaz de atrair empreendedores e fazer o país dar um salto na sua evolução tecnológica.

         O Bioma da Amazônia é a área que mais desperta cobiça, seja pelos bons empreendedores, como pelos maus empreendedores, é um universo a ser descoberto por dentro, com possibilidades ocultas. A construção e a implementação da infraestrutura científica tecnológica no Bioma da Amazônia pode ser um grande vetor de desenvolvimento sustentável do Brasil. Empresas privadas, institutos de pesquisa estrangeiros e nacionais e até o Estado têm interesse em implementar políticas que possibilitem o desenvolvimento da região de forma sustentável.

         Essa é a hora, chegou o momento da comunidade científica do Brasil assumir o protagonismo do desenvolvimento sustentável do país. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. (Geraldo Vandré)

Simone - Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando e cantando)


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segunda-feira, 29 de março de 2021

Um Modelo de Projeto Científico Tecnológico Para o Brasil !


 

         O desenvolvimento científico tecnológico do Brasil é possível, e deveria ser uma política de Estado. Por mais interessante que possa ser, o custo do investimento no futuro do país não é alto. O país tem o potencial de fomentar pequenos projetos iniciados em Centros de Pesquisa de diversas universidades, fundações e instituições públicas e privadas.

         Para se iniciar um projeto Científico Tecnológico, deve-se ter uma parceria estratégica entre o mundo acadêmico e a iniciativa privada. O Brasil é um país que têm inúmeras oportunidades de investimento para solucionar problemas nos setores: Agrícola, Industrial e Serviço, que envolvem o campo e as cidades do país.

         Todo projeto Científico Tecnológico financiado pelo Estado brasileiro tem que está vinculada a solução de um problema social, e o imposto arrecadado com o desenvolvimento do projeto tem que ser usado para a criação de um fundo exclusivo para fomentação de novos Projetos Científicos Tecnológicos.

         O Brasil é um país que tem inúmeros centros de pesquisa com pesquisadores qualificados e de ponta, o que falta é uma política pública de Estado para o aproveitamento prático deste potencial. Nós podemos criar as nossas próprias soluções de forma isolada ou em parceria com a iniciativa privada nacional ou estrangeira, universidades nacionais ou estrangeiras, fundos de investimento nacionais ou estrangeiros, fundações nacionais ou estrangeiras, todos voltados para um único fim: criar soluções para os problemas sociais do país.

         A criação do projeto de desenvolvimento científico tecnológico do Brasil tem que ter a sua origem no Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. A academia tem que conversar com quem fomenta a pesquisa.

         Segue abaixo um modelo de Projeto Científico Tecnológico como o investimento inicial de US$1.000.000,00 ou seja, R$5.760.000,00 iniciais no dia 29/03/2021 ao câmbio de US$1,00 igual a R$5,76 e com a possibilidade de mais um aporte de US$1.000.000,00 ou seja, R$5.760.000,00 após 36 meses a serem corrigidos ao valor do dólar da época, com o compromisso de gerar emprego para no mínimo 50 brasileiros. Então a conta é a seguinte: US$1.000.000,00 no início do projeto e após 36 meses, se o projeto vingar, recebe mais US$1.000.000,00 para solidificar o negócio, a fundo perdido, por representar um investimento do Estado feito para o benefício da sociedade.

         Para o Brasil não é muito dinheiro, pois se separarmos R$5.760.000.000,00 reais ou US$1.000.000.000,00 de dólares por ano, como uma política de Estado para o desenvolvimento científico tecnológico do país, significa dar vida a 1.000 projetos espalhados pelo país, que podem no futuro empregar e desenvolver regiões carentes do país, pois temos conhecimento e muito a fazer.

         Esta é uma bandeira que os nossos políticos e líderes políticos devem defender, representa a oportunidade de viabilizar o desenvolvimento nas suas bases eleitorais, gerar desenvolvimento e emprego para a população que tanto precisa. Pode tornar viável e trazer visibilidade para o político de plantão.

         O Projeto Científico Tecnológico do Brasil tem que representar a oportunidade de desenvolvimento do seu próprio povo, a oportunidade de criação de startups, a transformação dos centros de pesquisas em incubadoras de novas empresas, capazes e de solucionar problemas e superar desafios presentes no século XXI. Tecnicamente o Brasil tem que fazer este esforço, entender que é uma luta para a pavimentação de um futuro mais próspero e feliz para a sociedade passa pela decisão política de investir no futuro.

         O Projeto Científico Tecnológico do Brasil colocado em números:





         Após a fase pré-operacional do Projeto Científico Tecnológico do Brasil entra-se na fase operacional:



Perceba que no início da fase pré-operacional do projeto já se contratam três colaboradores via Carteira de Trabalho conforme a CLT e após 12 meses, está previsto um valor de R$15.000,00 por mês via bolsas de pesquisa.




         O ponto de equilíbrio começa a ser uma meta de retorno sobre o capital após o 12º mês do projeto, é justamente este indicador que definirá se o projeto irá vingar, ou seja, ser um sucesso. Após 36 meses do projeto existir, alcançando todas as metas, o projeto é premiado com um aporte de US$1.000.000,00 o que possibilitar solidificar o projeto e criar as suas bases para navegar livremente pelo mercado, com o compromisso inicial de gerar inicialmente 50 empregos diretos.

         Como podemos ver, mesmo com todos os problemas circunstanciais que o Brasil vive, o país tem que fazer um esforço de guerra e fomentar o seu próprio desenvolvimento sem esperar a ajuda seja lá de quem for. Cabe aos nossos líderes políticos colocarem a mão na massa, criarem uma política de Estado e trabalharem pelo futuro do país, se quiserem transformar o nosso atual presente, de desemprego, desinvestimento e desesperança.

"Futuro temos se investirmos no presente !"



Sirius: Luz para o Conhecimento




sexta-feira, 26 de março de 2021

O que o desenvolvimento de uma vacina totalmente nacional tem para ensinar para o Brasil ?


 

         O desenvolvimento de uma vacina totalmente nacional no Brasil tem muito a dizer. A solução para os problemas brasileiros passa pelo investimento maciço em ciência e tecnologia. O Brasil já tem uma infraestrutura tecnológica capaz de ser inovadora e criadora de soluções, caminhos para os desafios do país no século XXI.

         Inicialmente, tudo começa pelo investimento estratégico em educação, a formação de uma massa crítica de pesquisadores que são visionários e possibilitam o país caminhar para o futuro. Apesar de todas as mazelas presentes na sociedade brasileira, o país só criará um futuro próspero se investir no futuro, se criar o seu próprio destino.

         O Brasil tem como superar os seus problemas estruturais se investir e criar as suas próprias soluções. O governo de plantão tem um compromisso com a nação, criar políticas de Estado para o desenvolvimento sustentável do país. O esforço tem que ser concentrado e focado nos potenciais do país, é o caminho para a defesa da soberania e autodeterminação do povo brasileiro. Qualquer atitude contrária a essa política de Estado é uma ação antipatriótica, entreguista, de lesa-pátria, a qual o povo deve rejeitar qualquer líder político que tiver este perfil. Está no momento histórico do Brasil assumir o seu próprio protagonismo histórico. O futuro só existe a partir do presente que vivenciamos, o desenvolvimento de uma vacina totalmente nacional, demonstra que o país tem condições plenas para solucionar os próprios problemas, com a parceria ou não de outros países estrangeiros.

         O investimento em educação, ciência e tecnologia são os caminhos para a defesa da soberania e a autodeterminação do país, é uma ação estratégica rumo a um futuro mais próspero e feliz do seu povo.

Butantan desenvolve a primeira vacina 100% nacional contra covid-19 | coletiva !


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sexta-feira, 19 de março de 2021

Industrialização do Brasil nos anos 1930 à 1945, o que podemos aprender ?

 


          O Brasil criou as grandes indústrias de São Paulo nos anos 1930 à 1945 com o lucro obtido pelos fazendeiros que exportaram o café, o novos industriais eram basicamente oriundos de famílias que tinham atividades econômicas ligada ao campo. A indústrias foram criadas para produzirem gêneros básicos, como: alimentos, bebidas, produtos de higiene, roupas e calçados, atendendo as necessidades básica da população. Com a crise de 1929, as exportações de café diminuíram, houve desemprego no campo, houve uma migração da população para as cidades em busca de emprego e melhores condições de vida, a indústria que florescia nas cidades absorveram esses trabalhadores para moverem as suas máquinas. Um mercado consumidor surgiu e a economia passou a crescer com a substituição de produtos importados por produtos nacionais. Também foram criadas grandes empresas estatais que impulsionaram o processo de industrialização do Brasil. Houve um redirecionamento dos recursos aplicados exclusivamente no café para outras atividades econômicas. A crise econômica mundial de 1929 impulsionou o crescimento da indústria nacional, com a substituição das importações com bens internos produzidos pela indústria nacional. Toda esta transformação foi possível porque o presidente da época, Getúlio Vargas criou ensino técnico para qualificar a mão de obra nacional, melhorou a qualidade do ensino nos níveis secundários e universitários. É sob a ditadura do Estado Novo em 1937 foram criados os direitos trabalhistas, como: salário-mínimo, descanso semanal, carteira de trabalho, férias remuneradas e a estabilidade no emprego após 10 anos no serviço. Com o estouro da 2ª Guerra Mundial, após o Brasil entrar na guerra ao lado dos aliados, os americanos ensinam ao Brasil a tecnologia da produção de aço, é neste período que surge a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional na cidade de Volta Redonda no estado do Rio de Janeiro. É construída a hidrelétrica no Vale do São Francisco e cria-se a mineradora Vale do Rio Doce. É no período da segunda guerra mundial que o Brasil aumenta as suas exportações e a indústria nacional tem um impulso. Olhando para passado hoje, eu tenho a impressão de que o país está paralisado, existe um governo que tem pouco a apresentar, é como se estivéssemos sem uma direção rumo a uma visão de um estadista. O país não está fazendo um esforço estratégico para investir em áreas sensíveis que possam criar um surto de crescimento econômico. O país precisa continuar a investir em alternativas futuras, mesmo que signifique um sacrifício momentâneo para as gerações do presente. Não podemos ficar paralisados no enfrentamento das crises do presente. Só haverá futuro se houver investimento no presente, esta talvez seja a maior lição do passado. Se quisermos ter um futuro promissor, temos que investir no presente e o norte é a ciência e a tecnologia, que dominarão as atividades econômicas do século XXI, o que falta para o Brasil é uma visão de futuro por parte de nossa lideranças políticas.

Industrialização do Brasil nos anos 1930 à 1945


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

O que significa a saída da Ford do Brasil?


 

         O Brasil está se tornando inviável para a atividade industrial, a decisão da Ford é a busca pela sobrevivência econômica, o que pode servir de estímulo para outras grandes indústrias estrangeiras instaladas no país.

         Os fatores que motivam esta decisão econômica por parte da Ford estão vinculados a lei de mercado, o liberalismo econômico, onde o Estado nada pode fazer ou intervir para estimular a economia, com a geração de empregos e o aumento de novos negócios.

         A inação do governo federal do Brasil é um sinal da incapacidade de ler os sinais dos ventos do futuro. O país está tecnologicamente atrasado, precisando sofrer uma revolução estrutural que viabilize os negócios voltados para o século XXI. O que o Ministério da Economia tem a dizer? O que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações tem a dizer? O que o Ministério da Educação tem a dizer? O que o presidente do país tem a dizer? O governo não pode fazer nada?

         Os nossos líderes não apresentam ter capacidade e habilidades para olhar e projetar um futuro próspero para o país. O que acontece com o nosso país? O que está tornando o Brasil um país inviável para os negócios? Como podemos enfrentar a crise estrutural presente no Brasil?

         Uma empresa para existir precisa de um mercado de consumo capaz de comprar os produtos produzidos pelas indústrias. O Brasil tem um mercado consumidor capaz de fazer prosperar a sua indústria local? Qual política econômica deve ser estimulada pelo governo federal via políticas públicas, que permitam a existência de um mercado consumidor interno forte e robusto, que possibilite a prosperidade da indústria local?

         É neste sentido, que os nossos líderes demonstram ter uma incapacidade profunda de promover a inovação criativa, capaz de levar o Brasil a uma economia próspera e sustentável. O Ministério da Educação tem muito a contribuir com seus pesquisadores, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações tem muito a contribuir com inovações criativas, e só assim o Ministério da Economia terá uma base de dados sólidos para criar políticas públicas com o objetivo de transformar e modernizar o Brasil. Se nada for feito, mais indústrias estrangeiras sairão do país e a responsabilidade é do líder máximo, o Presidente da República Federativa do Brasil.

Saída da Ford do Brasil: empresa manterá atividades na Argentina e no Uruguai



Por que a Ford vai fechar a fábrica? Entenda o verdadeiro motivo por trás dessa decisão



Ford vai fechar todas as fábricas no Brasil e encerrar produção

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O Dilema do Valor do Salário Mínimo no Brasil !

 


         Existe um mito que não permite o Estado Brasileiro realizar aumentos do Salário-Mínimo acima da inflação. Segundo dados da Receita Federal do Brasil, 70% das famílias brasileiras tem uma renda média até de dois Salários-Mínimos. Ou seja, permitir o aumento do Salário-Mínimo acima da inflação significa aumentar o poder de compra da maior parte da população brasileira, pois a renda da população da base da pirâmide social brasileira gasta toda a sua renda, não há sobra para fazer poupança. O dinheiro circula, a economia não fica estagnada e o PIB cresce.

         É verdade que para cada R$1,00 que aumenta no valor do Salário-Mínimo, aumenta também as despesas do Estado brasileiro com os benefícios assistenciais e previdenciários. Mas, também há um aumento de receitas com impostos, contribuições que supera e muito os efeitos do aumento das despesas.

         O Auxílio Emergencial pago pelo Estado brasileiro a sua população, para enfrentamento da crise econômica provocada pela pandemia do COVID-19, provou que é a base da população que sustenta e mantém a economia brasileira funcionando. Os efeitos da crise econômica foram minimizados e possibilitou a continuidade de muitas atividades econômicas.

         O Brasil só irá conseguir criar as condições estruturais de crescimento sustentável de longo prazo, se e somente se aumentar o tamanho da sua classe média. Para ocorrer o milagre econômico, o país tem que aumentar o poder de compra do Salário-Mínimo e criar políticas públicas que incentivem a mobilidade social para o aumento do tamanho da sua Classe Média.

         O aumento do consumo promove o aumento do PIB, pois o campo produz mais alimentos, a indústria amplia a sua produção com novos investimentos e o setor de serviços cresce nas pequenas, médias e grandes cidades. O país passa a viver um círculo virtuoso de prosperidade econômica, que será sustentável a longo prazo na medida em que a Classe Média cresce de forma irreversível. Portanto, os benefícios do aumento do Salário-Mínimo são maiores e uma política pública que o Estado brasileiro pode implementar sem prejuízo para a sociedade brasileira.

VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2021 E QUANTO DEVERIA SER NOVO SALARIO MINIMO QUE VAI AUMENTAR EM 2021

NOVO SALÁRIO MÍNIMO 2021 | VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO 2021 | salário mínimo atual | REAJUSTE SALARIAL


terça-feira, 24 de novembro de 2020

A Inserção do Brasil no Século XXI !


 

         Para o Brasil atrair um volume de capital estrangeiro que venha alterar a sua atual posição para um país mais próspero e sustentável a longo prazo, o Estado tem que incentivar a criação de empresas de última geração científica tecnológica.

         Em primeiro lugar o país tem saber o que quer ser, em segundo lugar tem que fazer um plano de longo prazo que se configure como um projeto de Estado, não um projeto de governo. Onde o Brasil pode estar daqui 10 anos, 20 anos, 30 anos, 40 anos e 50 anos?

         Seremos um país com uma economia predominantemente agrícola, ou também desenvolveremos os potenciais latentes no país, que passam pela sua biodiversidade, miscigenação, territorialidade, diversidade, pluralidade, continentalidade, para posteriormente se inserir no mundo.

         A solução para o desenvolvimento do Brasil está presente em si mesmo, não há por que esperar a boa vontade do investidor estrangeiro, temos que fazer o nosso dever de casa e caminhar na direção de políticas públicas convergentes com o desenvolvimento sustentável.

         O Estado pode não ser o executor do desenvolvimento, mas pode ser o agente sinalizador dos futuros modelos de desenvolvimento, que têm como base uma infraestrutura científica tecnológica. É o momento de se investir nas Universidades Públicas, nos Centros de Pesquisa, motivarem os pesquisadores a traçarem um planeamento estratégico de Estado para os próximos 50 anos, revistos a cada 10 anos.

         O país tem que utilizar toda a sua criatividade potencial para criar caminhos na direção do desenvolvimento sustentável. Vivemos imersos no século da criatividade, a era do conhecimento científico tecnológico, que caminha na direção de uma ‘ECONOMIA VERDE”, onde não haverá espaço para um outro tipo de economia.

         O processo entrópico do capitalismo conduz a sociedade a uma grande ruptura, onde as bases para a sobrevivência ocorrerão através de uma elevada ação criativa. A energia do trabalho coletivo tem que ser canalizada para resolver os problemas e a superação dos desafios impostos pelo século XXI.

         O país que irá liderar no futuro é o país que melhor souber dar respostas para os questionamentos impostos pela “ECONOMIA VERDE”. Fingir que nada está ocorrendo, é agir como uma avestruz, quando está frente a um problema coloca a cabeça em um buraco no chão, mas seu corpo está todo exposto, uma pequena lenda que serve de reflexão.

         A inação é a pior forma de ação, pois além de omissão não permite o avanço. O país não venceu a crise de 2015 até o presente momento porque não está agindo, apenas reagindo. Agir é algo que vai além, é caminhar em direção ao futuro. A nação é administrada com um olhar no retrovisor, estamos presos em modelos do passado, o que nos impede a imersão no futuro.

         O futuro é a “ECONOMIA VERDE” sustentada por uma infraestrutura científica tecnológica. É neste futuro que o país deve colocar todos os seus esforços e investimentos para a constituição de uma sociedade próspera, feliz, sustentável e longeva. O caminho existe, o que falta é uma ação em direção ao futuro por parte de nossas lideranças políticas.

Soberania em debate - Tecnologia, inovação e desenvolvimento: O futuro do Brasil