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domingo, 25 de outubro de 2020

O Risco da Democracia Brasileira com o Fundamentalismo Político da Extrema Direita !


 

         O Brasil vive um fenômeno político que é o fundamentalismo em uma crença ideológica da extrema direita capaz de turvar a capacidade de ver a verdade. O movimento bolsonarista é a prova cabal da existência deste fenômeno. Existem muitas pessoas bem formadas, esclarecidas que são capazes de apoiar este movimento obscurantista, negacionista da ciência, sem compromisso com o meio ambiente nem com a educação do país no desenvolvimento da ciência e tecnologia.

         O atual governo federal promove o momento histórico da Era Medieval brasileira, não há valorização da diversidade, respeito étnico racial, intolerância religiosa e de costumes e uma promoção do eurocentrismo na medida em que não se evidencia diversidade cultural e artística do Brasil como padrões nacionais. A comunidade artística brasileira vivencia um momento de desvalorização e perda prestígio.

         O líder do governo federal não representa a população brasileira na sua maioria, que é diversa, embasada em raízes profundas dos índios brasileiros, negros africanos e portugueses europeus. A base cultural do Brasil nasce com a união destes três povos.

         O povo brasileiro ainda está aprendendo a votar e a esperança ocorre quando conseguir eleger um líder que a represente, comprometido com o bem estar da maior parte da população. A conscientização está na visualização da verdade liberta do fundamentalismo político de extrema direita promovido pelo movimento bolsonarista que cega as pessoas, que não as deixa perceber o que de fato está por trás desta ideologia política. O nosso atual presidente não está preocupado em melhorar a qualidade de vida das pessoas, ele apenas quer se manter no poder, desta forma usa algumas crenças de cidadão do bem para convencer as pessoas que ele é o cara mais apropriado para comandar o país, contudo se observarmos bem, o Brasil está vivenciando o momento dramático com perdas de emprego, diminuição salarial, inflação em disparada. Como podemos concordar com um líder que nega tal situação? Infelizmente há cidadãos que preferem se fechar à sua ideologia a fazer a crítica necessária para cobrar do presidente do país políticas públicas de melhoria da qualidade de vida, de melhoria nos índices de IDH. Vamos aguardar até a próxima eleição para que tudo isso se reverta ou vamos tentar fazer algo para melhorar a situação do país? Fica aí a dica!

FUNDAMENTALISMO POLÍTICO


FILOSOFIA E - FUNDAMENTALISMO POLÍTICO


Veja os poemas !

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A criatividade o fenômeno Psicológico: O que entendemos com a experiência de mundo ?


 Marcos Aurélio Trindade[1]                          

O ser humano está inserido na realidade social para modificar, planejar, incentivar e buscar soluções completas e ao mesmo tempo incompletas a sua existência em busca do saber, enquanto indivíduo racional. Sua necessidade de desvelar a “consciência está relacionada com a sua vivência e experiência, em que vai percebendo os fenômenos ao seu entorno, atrelados ao “ato e a potência” da capacidade do seu cérebro.

A dualidade da “vivência e experiência” são distintas na fenomenologia, por ter significados diferentes, mas possui uma interdependência. Pois a vivência parte do pressuposto, em que trata a “subjetividade humana” na “estrutura psíquica” como caráter do ato de percepção, atrelada a consciência como tendência aos fenômenos. Porém a experiência se fundamenta na experimentação através dos ‘sentidos’, com o qual o indivíduo humano está relacionado com os objetos, através das próprias “tendências das vivências psíquicas”. Como por exemplo: “O mundo está como uma forma de representações, imagens, objetos e nós seres humanos, estamos inseridos nele. Destarte, surge a indagação filosófica, de como podemos relacionar e desvendar o entendimento, pelo que nos é apresentado? Logo, “eu” enquanto ser dotado de razão tenho a capacidade de dizer que, minha consciência tende ao objeto apresentado. Pelos simples fatos de que, a vivência está fomentando no indivíduo humano, o gosto pelo ‘experimento’ das coisas, cuja vivência tende as coisas”. Pois:

A vivência é a situação psicológica, as disposições dos sentimentos que a experiência produz na subjetividade humana. São as emoções e valorações que antecedem, acompanham ou se seguem à experiência dos objetos que se fazem presentes no interior da psique humana. (...) É consequência e resultado da experiência na psique humana. Ela pertence ao fenômeno total da experiência, mas este é mais amplo e profundo do que aquele, a vivência. (BOFF, 2002, p. 43 apud SILVA,2016, p.24)

Segundo o filósofo Aristóteles, ao qual descreve o comentador e historiador italiano, Giovanni Realle, que: “O ato tem absoluta “prioridade” e superioridade sobre a potência: de fato não podemos conhecer a potência como tal, senão reportando-a ao ato do qual é potência. Ademais o ato é condição, regra e fim da potencialidade. Enfim, o ato é superior à potência, porque é o modo de ser das substâncias”. (Reale, 1992, p.55). Esta relação de ato e potência, de primeira instância é que, o ato é superior à potência, pois sendo ele causa inicial e final da potência, rege uma feição da ordenação dos elementos naturais do universo. Por esse mesmo sentido de “vivência e experiência”, “ato e potência”. Prosseguimos nesse artigo, como tentativa em explicar a fundamentação do surgimento das bases e as funções dos seres vivos inseridos na natureza, e, em seu processo da dinamização, com a “criatividade”, que vai se tonando “fenômeno" ativo, nas relações “biopsicossociais”.

Através desses pressupostos filosóficos, é possível explicar a criatividade na fenomenologia, e em quais patamares sociais ela pode ser despertada. Nesse caso, ela contribui com todo rigor nas teorias socioeducativas, referente ao “professor e aluno”, como capacidade de ato e potencialidade numa esfera fenomenológica.

Pressupomos cientificamente que, toda a capacidade do indivíduo humano, esteja sujeita a esta asserção filosófica e psicológica supracitadamente. Nesta perspectiva, entendemos que o cérebro parte superior e fundamental do corpo humano, é capaz de despertar várias dinâmicas de “ato e potência” criativas na relação “professor e aluno”, que conduz o sujeito humano, a luz deste fenômeno que é a “criatividade”. Pois é nessa perspectiva, que:

O ser criativo expressa seu potencial no mundo em que vive, manifesta o que lhe torna singular, na rede de relacionamentos que possui, o que em outras palavras quer dizer que o ser humano manifesta sua criatividade a partir da sua singularidade e na pluralidade do existir humano. (Sakamato, 2004, p.29).

Nos dias atuais e nas histórias passadas, toda criação humana está relacionada às fontes das suas vontades e a potência genial dela própria, na busca do clareamento salvífico, daquilo que subjetivamente se encontra obscuro no intelécto. É uma necessidade da criatividade, dominar o intelecto, parte de integração do próprio humano, para vislumbrar o belo no “cosmo”.

Estes fenômenos da criatividade ocorrem no gosto pela leitura de mundo e a interpretação do mundo. Sendo assim, o movimento, exercício fundamental da capacidade do cérebro, vai se gesticulando para o processo investigativo, começando a refletir seguintes problemáticas: “De onde vim, como surge as coisas? Quem sou eu? Qual é o meu objetivo? Estas perguntas são inquietudes, da própria intelecção humana, para tentar solucionar problemas através das respostas, daquilo que o põe em posição de provocações.

As primeiras ações criadoras do ser humano em sua existência são neste sentido: 1- a constituição de uma noção de que somos alguém, ou a construção de uma noção de identidade pessoal; 2- a representação mental do mundo que habitamos, ou a constituição do mundo que nos circunda. Estas duas criações iniciais permitem ao ser humano articular uma relação entre o eu e o mundo, que estão na base da construção e manutenção da existência, garantindo o estabelecimento de uma adaptação ao ambiente, que encontra e está vinculado a um sentimento de bem estar. (Sakamato, 2004, p.30).

         O permear da solução da criatividade, não se camufla as necessidades da limitação do conhecimento, mas sim, a inconclusão do conhecimento. Este fenômeno, é, um motor científico, que desperta no intelecto humano, e, é acionando para potencialização da sua própria existência, se tornando exploradores da vida. Pois a condição natural da existência humana, o leva para o encontro consigo mesmo, ao interesse próprio de quando, se chega a uma meta alcançada. Assim, sempre haverá interesses desafiadores para tentar justificar problemas. Ser “gênio” criativo é não inserir na “superficialidade da normalização social”, mas deve estar fomentado, para o prazer amoroso da crítica, tendo ‘consciência’ e praticando essa ‘consciência’ como seu “dom” real.

Referências:

- BOFF, Leonardo. Do iceberg à arca de Noé: o nascimento de uma ética planetária. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. 159 p. (Coleção Os Visionatas).

- CAPALBO, Creusa. Historicidade e ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.

- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.

- REALLE,Giovanni. Aristóteles- Hitória da filosofia Grega e romana. Tradução. Henrique Cláudio de Lima Vaz, Marcelo Perine. 9ª edição Rio de Janeiro: Edições Loyola, de 1994.

- SAKAMOTO, Cleusa kazue. O Gênio Criador/ Cleusa Kazue Sakamoto. – São Paulo: Casa do psicólogo.

- HUSSERL, Edmund. La filosofía como ciencia estricta. TABENING, Elsa (Trad.) Buenos Aires: Editorial Almagesto, 1992.

- CAPALBO, Creusa. Historicidade e ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.

O que é criatividade - Prof. Ilíada de Castro



[1] Graduado em Filosofia pela FAPCOM-SP, Psicologia pela PUCMG, especializando em saúde mental e pesquisador de  bioética. Email para contato: marcos.trindade2014@gmail.com. 

domingo, 18 de outubro de 2020

As Empresas e Corporações do Futuro !


 

         O século XXI apresenta enormes desafios para a continuidade da atividade econômica, e o que irá impactar diretamente as empresas e corporações? Os recursos naturais serão escassos, o que limitará o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto das nações através das atuais atividades econômicas. O maior impacto ocorrerá na geração de trabalho e renda, o que representará o maior problema social, pois o padrão de consumo será baixo inviabilizando o investimento em novos projetos baseados nos modelos atuais. Só o aumento da renda de forma distributiva é capaz de fazer aumentar o crescimento do PIB de um Estado Nação.

         As empresas e corporações do futuro são aquelas capazes de solucionar os problemas sociais, ou seja, sua atividade econômica mais acrescenta do que minimiza o valor da sociedade. Elas serão responsáveis pela geração de valor e manutenção de um elevado padrão de vida vinculado com a necessidade de preservação ambiental e sustentabilidade da economia.

         A maior oportunidade das empresas e corporações, que se apresenta no momento presente é a geração de trabalho e renda. Aquela que souber solucionar este problema terá um longo futuro garantido, pois vivemos a redução dos postos de trabalho e renda com o emprego das novas e atuais tecnologias. A necessidade da criação de novas oportunidades é o maior negócio.

         Quando se fala na geração de trabalho e renda, se fala na criação de novas oportunidades. Novas formas laborais que são criadas para a ocupação do tempo útil, por onde o capital circula, possibilitando o consumo consciente de forma sustentável.

         O Estado soberano é responsável pela criação de políticas públicas que gerem trabalho e renda. Será impossível falar em crescimento econômico se este não estiver vinculado a solução de problemas da sociedade que compõe o Estado. E maior dos problemas é a geração de trabalho e renda.

         O viés político de uma nação não será mais o condutor das políticas públicas, mas sim, a necessidade de solucionar os problemas que afligem as nações, que a conduz a um cenário de instabilidade e incerteza. A sustentabilidade é o caminho para a estabilidade e a certeza, capaz de criar cenários perenes e longevos.

         O Neoliberalismo promete muitas coisas, menos a sustentabilidade, a estabilidade e a certeza. As empresas e corporações do futuro são aquelas que estiverem vinculadas a atividades sustentáveis, estáveis projetando uma certeza para o futuro.

         O que mais está em jogo é a continuidade do futuro, não do planeta, mas das empresas e corporações. E onde os Estados Nações entram nesta equação? Eles como sempre, se adaptam aos novos desafios, deixando para traz velhas estruturas incapazes de atender as necessidades de suas populações.

         O trabalho e a renda são a base do futuro, dependendo das bases em que estiver fundamentado, as empresas e corporações que forem capazes de responder aos desafios do século XXI terão continuidade e longevidade.

         O capitalismo está diante de seu maior desafio existencial, o seu futuro e continuidade dependerá da resposta que for capaz de dar aos questionamentos presente e futuro. O grande negócio é a solução de problemas das populações dos Estados Nações, e o maior problema é o trabalho e a renda, a mola mestra que move a economia, seja de esquerda ou de direita. Não há espectro político ideológico capaz de resolver este desafio, mas políticas públicas conjugadas com os interesses das empresas e corporações. A ação humana só tem sentido quando representa a solução de um problema.

Economia Solidária é alternativa para geração de emprego e renda

Por um Brasil Cooperativo e Solidário: mais trabalho e renda


domingo, 27 de setembro de 2020

Será que é querer demais?


 

         Sou um cidadão brasileiro de meia idade e sonho com um Brasil melhor, maior do que já é. E por onde andas este sonho? Pelas possibilidades do novo milênio, início do século XXI, o Brasil pode ser um país inclusivo, sem distinção de cor ou raça, condição socioeconômica e a convivência pacífica dos vários tipos de religiões.

O Brasil pode assumir a sua maior idade, ter uma “ECONOMIA VERDE”, sustentável com elevado padrão de vida para os seus cidadãos. Capaz de promover justiça social, secar as lágrimas dos famintos, desesperados, sem-teto e sem-terra. O Brasil tem tanto a oferecer para todos, no seu berço esplêndido cabem todos. Tem uma vocação natural para a liderança da “ECONOMIA VERDE”. Pode vir a ser grande para além de sua extensão territorial e fazer emergir as suas qualidades ocultas que transformarão a sua sociedade.

O horizonte tem que ser a educação para criação de uma mão de obra capaz de implantar a infraestrutura da “ECONOMIA VERDE”, fundamentada na ciência e tecnologia. Espaço temos, mas o que falta são políticas públicas que alinhem o país nesta direção, para que os investidores alinhem seus esforços em parceria coma as instituições de ensino e pesquisa.

A preservação e sustentabilidade do meio ambiente não são valores que inibem o desenvolvimento econômico, apenas muda o paradigma. Existe tudo por fazer, existe no que investir e colher frutos no futuro. Façamos uma reflexão, quando se corta uma árvore, desmata uma área, destrói um ecossistema, o que podemos colher no futuro? Muito menos do que uma floresta preservada pode proporcionar. Com a preservação das florestas preservamos a possibilidades de descobertas futuras que venham a impactar na sociedade, além da preservação da estabilidade do clima.

Só que há um desafio que o Brasil tem que enfrentar, o desenvolvimento em ciência e tecnologia capaz de emancipar o país das potenciais aflições futuras que o planeta Terra passará. Negar os efeitos da alteração climáticas no mundo é como negar a ciência, é negar a verdade e se recusar a viver conforme a manifestação da realidade. É viver como um avestruz, que para se proteger do perigo enfia a cabeça no buraco, e seu corpo fica todo exposto sem ver a realidade que o aflige. Os problemas só serão superados se forem enfrentados e não omitidos.

Se não for nesta geração, será na próxima que o Brasil irá assumir a sua vocação natural para liderar a “ECONOMIA VERDE”. A consciência desta possibilidade tem aumentado, e não serão as forças conservadoras, anacrônicas e obscurantistas que serão capazes de impedir esta evolução.

O investidor de longo prazo já tem a consciência ecológica, sabe que que sem o meio ambiente a humanidade não tem futuro, e não há retorno sobre o capital investido. A forças anacrônicas que estão no poder não têm futuro, elas serão rejeitadas pelo capital e trocados por líderes que têm uma consciência ambiental.

O futuro não está no passado, mas no horizonte da incerteza que aguarda uma atitude sábia da humanidade. Até quando permitiremos a liderança de pessoas negacionistas das ciências que têm medo da verdade e são incapazes de pensar o novo? O continuísmo não é a forma ideal de liderança, pois não possibilita a obtenção de resultados inesperados.

O século XXI é marcado pelo novo, que está em combate com as forças conservadoras anacrônicas, que impossibilitam a “ORDEM E O PROGRESSO”. O motivo é o medo do novo, mas ao longo da história o novo sempre vence, mesmo que leve um tempo. A humanidade está acordando, e os poderosos que têm os meios para transformar a realidade também já estão acordando. No mundo não haverá espaço para retrocesso e obscurantismo, na medida que tentam criar um discurso incapaz de enganar as pessoas lúcidas. A verdade prevalecerá, e se sairá melhor aquele que estiver mais bem alinhado com a realidade.

Será que é querer demais? Viver em um Brasil capaz de fazer uma leitura da realidade, e se posicionar para se beneficiar do mundo conforme lhe apresenta? A “ECONOMIA VERDE” é o maior presente que o momento histórico da humanidade pode nos apresentar, perder esta oportunidade é como perder a possibilidade de um desenvolvimento longevo, sustentável capaz de preservar os nossos recursos naturais. O espaço temporal está passando, abraçar esta realidade é assumir o curso que o destino traçou para o Brasil. Eu, como brasileiro, quero viver em um país capaz de ser aquilo que é, o “LIDER DA ECONOMIA VERDE DO SÉCULO XXI”.

Muito além da economia verde ricardo abramovay !



sábado, 19 de setembro de 2020

A Defesa e Segurança da Amazônia Passa pela sua Real Valorização !

 


         O Brasil é um país que está deitado em um berço esplendido, a Amazônia, terra virgem que tem inúmeras riquezas naturais. Queimar a Amazônia é como rasgar dinheiro, e não há como falar da Amazônia sem mencionar os outros dois biomas, o Cerrado e o Pantanal que também têm a sua importância estratégica, cada uma cumprindo o seu papel.

         É assumindo a preservação do meio ambiente que o Brasil pode promover a defesa e segurança da Amazônia. O caminho do desenvolvimento da região passa pela implantação de uma infraestrutura científica e tecnológica que venha a valorizar e monetizar a terra, a sua floresta e seus recursos naturais.

         O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, o Ministério da Educação, o Ministério da Cidadania, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Economia, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério da Infraestrutura devem assumir o protagonismo para transformar a realidade presente a favor do Brasil, e não um problema que venha arranhar a imagem do país no exterior. O trabalho começa com programas de Estado que invistam em ciência, tecnologia e inovações, em parceria com universidades e os centros de pesquisa existentes no Brasil. Temos a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que promove a agropecuária das mais eficientes e sustentáveis do planeta, também a Emater que tem como foco a ação da extensão rural onde busca contribuir com o desenvolvimento rural sustentável, através de ações de assistência técnica e extensão rural, voltadas à melhoria da renda dos agricultores em seus negócios, melhoria da qualidade de vida das famílias do meio rural, melhoria da competitividade da agricultura.

         Além destes dois importantes centros de pesquisa, o Governo Federal deveria realizar convênios com os centros de pesquisa existentes nas Universidades Federais e Estaduais e Municipais para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com a criação de soluções rentáveis para população local, de forma que preserve a floresta Amazônica. Seria uma ação conjunta com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o Ministério da Educação. Adotar esta estratégia é de fundamental importância para o país, pois colocaria o país na vanguarda do desenvolvimento sustentável no mundo. Caberia ao Ministério da Economia criar projetos e políticas públicas que incentive o investimento de empresas nacionais e estrangeiras, é a oportunidade de criação de novas formas de negócios. O Brasil deve começar a precificar o valor da floresta em pé, o seu benefício e a sua capacidade de gerar formas de renda sustentável para a população local.

         É a oportunidade da reformulação das relações entre o Estado e as empresas privadas e públicas, na construção de uma economia “VERDE”, capaz de atender os objetivos de uma economia responsável comprometida com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: os 17 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

         A agenda de desenvolvimento sustentável deve ser um paradigma para o Brasil, temos todas as características e o potencial pleno para liderar esta agenda no mundo, atrair investimentos nacionais e estrangeiro, monetizar as nossas riquezas naturais, e construir alianças e parcerias estratégicas com países que têm o mesmo objetivo. É a oportunidade de fazer renascer o Fundo Amazônia que tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal, que também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais.

         As medidas propostas seriam uma mudança de rumo nas políticas públicas do atual governo federal, representa a oportunidade de revisão e valorização da imagem do Brasil no exterior, o que acarretaria a possibilidade de realização de acordos internacionais, como os países do Mercosul e da União Europeia criando uma área de livre comércio que representa cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Chegou a hora do Governo Federal ser pragmático, precificar e avaliar o custo e benefício das suas ações quanto aos atos e as omissões com relação a preservação da Floresta Amazônica. Novos caminhos viáveis e rentáveis existem, que podem ser um bom negócio para todos os envolvidos, o que faltam são ações concretas de Estado que tragam resultados duradouros e a eliminação de uma retórica que não engana ninguém, apenas arranha a imagem do país no exterior.

         O século XXI é a “ERA VERDE” que precisa da infraestrutura construída pela ciência e tecnologia e pode criar um mundo de oportunidades econômicas sustentáveis capazes de colocar o Brasil na posição de liderança. Caso o país perca esta oportunidade seria a recusa de perceber as tendências do futuro para os quais a humanidade deve ser direcionada. Para aprofundar estes pontos, nunca foi tão necessário escutar e aprender com a ciência, ouvir o que tem a dizer, aumentar o investimento em pesquisa e valorizar os nossos atuais e futuros pesquisadores. O líder do futuro será aquele capaz de assumir um papel de estadista, representa a pessoa que fará o país trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável.


SUSTENTABILIDADE E BIOTECNOLOGIA | Natalia Pasternak


Pesquisa e Ciência no Brasil


Rios voadores  - Amazônia




segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O Risco da Era Perdida !

         Hoje é 7 de setembro de 2020, o dia que marca o aniversário de independência do Brasil. Um país grande de dimensões continentais, vocacionado para a liderança da “ERA VERDE”. Temos todos os atributos necessários para nos colocarmos como expoente da nova economia, a que preserva, que é sustentável, de baixo carbono com elevadíssimo padrão de vida fundamentada na ciência e tecnologia. Este é o destino de uma país solar que têm uma diversidade de biomas e importantes bacias hidrográficas com uma enorme costa para o Oceano Atlântico.

         “O Brasil é formado por seis biomas de características distintas:  Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Cada um desses ambientes abriga diferentes tipos de vegetação e de fauna. Como a vegetação é um dos componentes mais importantes da biota, seu estado de conservação e de continuidade definem a existência ou não de hábitats para as espécies, a manutenção de serviços ambientais e o fornecimento de bens essenciais à sobrevivência de populações humanas. Para a perpetuação da vida nos biomas, é necessário o estabelecimento de políticas públicas ambientais, a identificação de oportunidades para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade.” (Ministério do Meio Ambiente)

         O povo brasileiro está deitado em um berço esplêndido, que corre o risco de não conseguir materializar no tempo e no espaço todo o seu potencial. E quais são as razões para tal insucesso? A existência de políticas públicas fundamentadas em princípios que remontam valores e conceitos ultrapassados. Os nossos atuais líderes não conseguem perceber o valor e a importância que o Brasil tem na liderança de uma agenda ambiental para o século XXI. O desmatamento irregular, as queimadas são práticas de uma nação atrasada, que ainda não tem como referência o uso da ciência e tecnologia para criar alternativas ambientalmente sustentáveis que venham a valorizar ainda mais o seu maior patrimônio: o seu “VERDE”.

         O que fazer para despertar o gigante para as suas reais potencialidades? Quando grupos ambientais lutam para preservar e tornar sustentável o que o Brasil tem, não é para reprimir o potencial de crescimento do país, mas para conscientizar e alterar o modelo econômico que mais depreda do que sustenta. O resultado da atividade econômica sem princípios ambientas significa um enorme prejuízo para o presente e para as futuras gerações.

         Com as atuais políticas públicas ambientais praticadas pelo atual governo, o povo brasileiro tem mais a perder do que a ganhar e deixar de surfar na onda da “ERA VERDE” que se inicia. O 7 de setembro de 2020 tem que ser um momento de reflexão, onde faça o país rever as suas prioridades e redirecionar as suas estratégias de desenvolvimento para o futuro, se libertando de um passado que nada tem a contribuir. Essa é uma oportunidade que não podemos perder, o Brasil tem que ser o que realmente é, e não um conceito abstrato desvinculado da realidade mundial.

         A preservação e a sustentabilidade são valores que ao serem aplicados na economia geram dividendos por um longo período, não é imediatista e passageiro como as práticas predatórias. Já não há mais tempo para abrirmos mão deste destino, ou então a juventude brasileira terá que ver passar a atual geração que está no poder e terá que corrigir a rota do país.

         O futuro está a frente do Brasil, demonstra ser promissor, repleto de novas oportunidades, mas imperceptível pela atual geração que está no poder. Estamos sendo governados conforme as crenças e ideologias do século passado e nos recusamos a dar um passo rumo ao futuro. A esperança é a próxima eleição, onde poderemos escolher um novo líder, mais preparado para enfrentar os desafios e não perder as oportunidades do século XXI.


Economia Verde - Sustentabilidade e oportunidades de novos negócios



Economia verde: Preservação do planeta ou lucro mascarado?




Avanços da Economia Verde no Brasil e seu papel no uso sustentável dos recursos naturais



sábado, 29 de agosto de 2020

Uma Economia “VERDE” para superar “Os Limites do Crescimento”!

         A verdade que todos nós sabemos é que a Terra é uma só e seus recursos são limitados, o que determina a impossibilidade de haver um crescimento indefinidamente, ou seja, sem limite. Será?

         A Economia “VERDE” pode ser um novo modelo de crescimento econômico, baseado em novas formas de consumo, dentro dos limites possíveis da Terra.

         O Homo Sapiens tem que mudar de comportamento, passar a criar bens serviços que não têm como base o consumo dos recursos naturais da Terra. Este é um grande desafio, mas esta é a urgência que irá dizer se teremos um futuro sustentável.

         A economia pode crescer com serviços, como: educação, ciência, tecnologia, arte, esporte, saúde, alimentação, habitação, beleza, turismo, comunicação etc. Todo tipo de atividade que faça cada cidadão do planeta consumir menos recursos naturais e tenha motivos para preservar o meio ambiente. Pode parecer contraditório, mas a economia pode crescer nesta direção com menos uso de carbono e recursos naturais.

         O modelo industrial movido por combustíveis fósseis não é sustentável, por isso não tem futuro. Se eu representasse um fundo de investimento com bilhões de dólares para investir, em qual modelo de negócio eu apostaria o capital?

         O futuro pertence a sociedade inteligente, fundamentada em uma sólida base científica e tecnológica, que promova políticas públicas sustentáveis. Só conseguiremos superar o desafio presente com inovações e mudança de comportamento.

         Quanto a economia global pode crescer se forem alterados os destinos do capital dos grandes fundos de investimento? Segundo III Relatório do Clube de Roma: Para Uma Nova Ordem Mundial (1976). “Muito antes de esgotarmos os limites físicos do nosso planeta ocorrerão graves convulsões sociais provocadas pelo grande desnível existente entre a renda dos países ricos e dos países pobres.” Necessidade de redução da pobreza no mundo.

         Nós chegamos nos anos 2020 do século XXI e convivemos com uma grande desigualdade de renda no planeta Terra. Segundo EL PAÍS, no caderno de economia – desigualdade econômica e social - 1% da população mundial concentra metade de toda a riqueza do planeta. (IGNACIO FARIZA - Madri - 17 OCT 2015) Passaram-se 5 anos e a situação não apresenta nenhuma mudança.

         Qual será o futuro da humanidade? Encontraremos o equilíbrio ou continuaremos a viver com as nossas contradições. Para um estilo de vida que seja duradouro ou não há um preço a pagar. Cabe a nós escolhermos qual preço queremos pagar.

         Ano de 2010: Relatório Vision 2050. Objetivo a atingir em 2050: “Nove bilhões de habitantes, todos vivendo bem – com alimentos suficientes, moradia, água potável, saneamento, mobilidade, educação e saúde, dentro dos limites do que este pequeno e frágil planeta pode oferecer e renovar, cada dia”.

         Vision 2050: The new agenda for business* Propõe mudanças fundamentais nas estruturas de governança, na economia, nos negócios e no comportamento humano. “Business as usual”: não vai atingir a sustentabilidade nem assegurar prosperidade econômica e social.

“Acabou a Era da Abundância,

e estamos entrando na Era da Escassez”.

Fontes:

*Encontros FIESP de Sustentabilidade - São Paulo, 23 de julho de 2015.

*Produzido por 29 empresas do CEMDS (WBCSD), discutido em 20 países com centenas de empresas e especialistas.

*Haroldo Mattos de Lemos - hmlemos@globo.com 

Resumo do debate - Limites ecológicos do crescimento, com Kate Raworth

CLUBE DE ROMA DECLARA PLANO DE EMERGÊNCIA PLANETÁRIO...E VERDE

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