Vamos conversar da vida, das singularidades, possibilidades, construir conceitos, encontrar caminhos que possam auxiliar nas questões existenciais e realizarmos trocas e reflexões.
O Brasil vive um fenômeno político que
é o fundamentalismo em uma crença
ideológica da extrema direita capaz de turvar a capacidade de ver a verdade. O
movimento bolsonarista é a prova cabal da existência deste fenômeno. Existem
muitas pessoas bem formadas, esclarecidas que são capazes de apoiar este
movimento obscurantista, negacionista da ciência, sem compromisso com o meio
ambiente nem com a educação do país no desenvolvimento da ciência e tecnologia.
O atual governo federal promove o
momento histórico da Era Medieval brasileira, não há valorização da
diversidade, respeito étnico racial, intolerância religiosa e de costumes e uma
promoção do eurocentrismo na medida em que não se evidencia diversidade cultural
e artística do Brasil como padrões nacionais. A comunidade artística brasileira
vivencia um momento de desvalorização e perda prestígio.
O líder do governo federal não
representa a população brasileira na sua maioria, que é diversa, embasada em raízes
profundas dos índios brasileiros, negros africanos e portugueses europeus. A
base cultural do Brasil nasce com a união destes três povos.
O povo brasileiro ainda está aprendendo
a votar e a esperança ocorre quando conseguir eleger um líder que a represente,
comprometido com o bem estar da maior parte da população. A conscientização está
na visualização da verdade liberta do fundamentalismo político de extrema
direita promovido pelo movimento bolsonarista que cega as pessoas, que não as
deixa perceber o que de fato está por trás desta ideologia política. O nosso
atual presidente não está preocupado em melhorar a qualidade de vida das
pessoas, ele apenas quer se manter no poder, desta forma usa algumas crenças de
cidadão do bem para convencer as pessoas que ele é o cara mais apropriado para
comandar o país, contudo se observarmos bem, o Brasil está vivenciando o
momento dramático com perdas de emprego, diminuição salarial, inflação em
disparada. Como podemos concordar com um líder que nega tal situação?
Infelizmente há cidadãos que preferem se fechar à sua ideologia a fazer a
crítica necessária para cobrar do presidente do país políticas públicas de
melhoria da qualidade de vida, de melhoria nos índices de IDH. Vamos aguardar
até a próxima eleição para que tudo isso se reverta ou vamos tentar fazer algo
para melhorar a situação do país? Fica aí a dica!
O ser humano está inserido na realidade
social para modificar, planejar, incentivar e buscar soluções completas e ao
mesmo tempo incompletas a sua existência em busca do saber, enquanto indivíduo
racional. Sua necessidade de desvelar a “consciência está relacionada com a sua
vivência e experiência, em que vai percebendo os fenômenos ao seu entorno,
atrelados ao “ato e a potência” da capacidade do seu cérebro.
A dualidade da “vivência e experiência”
são distintas na fenomenologia, por ter significados diferentes, mas possui uma
interdependência. Pois a vivência parte do pressuposto, em que trata a
“subjetividade humana” na “estrutura psíquica” como caráter do ato de percepção,
atrelada a consciência como tendência aos fenômenos. Porém a experiência se
fundamenta na experimentação através dos ‘sentidos’, com o qual o indivíduo
humano está relacionado com os objetos, através das próprias “tendências das
vivências psíquicas”. Como por exemplo: “O mundo está como uma forma de representações,
imagens, objetos e nós seres humanos, estamos inseridos nele. Destarte, surge a
indagação filosófica, de como podemos relacionar e desvendar o entendimento, pelo
que nos é apresentado? Logo, “eu” enquanto ser dotado de razão tenho a
capacidade de dizer que, minha consciência tende ao objeto apresentado. Pelos
simples fatos de que, a vivência está fomentando no indivíduo humano, o gosto
pelo ‘experimento’ das coisas, cuja vivência tende as coisas”. Pois:
A
vivência é a situação psicológica, as disposições dos sentimentos que a experiência
produz na subjetividade humana. São as emoções e valorações que antecedem,
acompanham ou se seguem à experiência dos objetos que se fazem presentes no
interior da psique humana. (...) É consequência e resultado da experiência na
psique humana. Ela pertence ao fenômeno total da experiência, mas este é mais
amplo e profundo do que aquele, a vivência. (BOFF, 2002, p. 43 apud SILVA,2016,
p.24)
Segundo o filósofo Aristóteles, ao qual
descreve o comentador e historiador italiano, Giovanni Realle, que: “O ato tem
absoluta “prioridade” e superioridade sobre a potência: de fato não podemos
conhecer a potência como tal, senão reportando-a ao ato do qual é potência.
Ademais o ato é condição, regra e fim da potencialidade. Enfim, o ato é
superior à potência, porque é o modo de ser das substâncias”. (Reale, 1992,
p.55). Esta relação de ato e potência, de primeira instância é que, o ato é
superior à potência, pois sendo ele causa inicial e final da potência, rege uma
feição da ordenação dos elementos naturais do universo. Por esse mesmo sentido
de “vivência e experiência”, “ato e potência”. Prosseguimos nesse artigo, como
tentativa em explicar a fundamentação do surgimento das bases e as funções dos
seres vivos inseridos na natureza, e, em seu processo da dinamização, com a
“criatividade”, que vai se tonando “fenômeno" ativo, nas relações “biopsicossociais”.
Através desses pressupostos filosóficos, é
possível explicar a criatividade na fenomenologia, e em quais patamares sociais
ela pode ser despertada. Nesse caso, ela contribui com todo rigor nas teorias socioeducativas,
referente ao “professor e aluno”, como capacidade de ato e potencialidade numa
esfera fenomenológica.
Pressupomos cientificamente que, toda a
capacidade do indivíduo humano, esteja sujeita a esta asserção filosófica e psicológica
supracitadamente. Nesta perspectiva, entendemos que o cérebro parte superior e
fundamental do corpo humano, é capaz de despertar várias dinâmicas de “ato e
potência” criativas na relação “professor e aluno”, que conduz o sujeito humano,
a luz deste fenômeno que é a “criatividade”. Pois é nessa perspectiva, que:
O ser criativo
expressa seu potencial no mundo em que vive, manifesta o que lhe torna
singular, na rede de relacionamentos que possui, o que em outras palavras quer
dizer que o ser humano manifesta sua criatividade a partir da sua singularidade
e na pluralidade do existir humano. (Sakamato, 2004, p.29).
Nos dias atuais e nas histórias passadas, toda
criação humana está relacionada às fontes das suas vontades e a potência genial
dela própria, na busca do clareamento salvífico, daquilo que subjetivamente se
encontra obscuro no intelécto. É uma necessidade da criatividade, dominar o
intelecto, parte de integração do próprio humano, para vislumbrar o belo no
“cosmo”.
Estes fenômenos da criatividade ocorrem no
gosto pela leitura de mundo e a interpretação do mundo. Sendo assim, o
movimento, exercício fundamental da capacidade do cérebro, vai se gesticulando
para o processo investigativo, começando a refletir seguintes problemáticas:
“De onde vim, como surge as coisas? Quem sou eu? Qual é o meu objetivo? Estas
perguntas são inquietudes, da própria intelecção humana, para tentar solucionar
problemas através das respostas, daquilo que o põe em posição de provocações.
As primeiras ações
criadoras do ser humano em sua existência são neste sentido: 1- a constituição
de uma noção de que somos alguém, ou a construção de uma noção de identidade
pessoal; 2- a representação mental do mundo que habitamos, ou a constituição do
mundo que nos circunda. Estas duas criações iniciais permitem ao ser humano
articular uma relação entre o eu e o mundo, que estão na base da construção e
manutenção da existência, garantindo o estabelecimento de uma adaptação ao
ambiente, que encontra e está vinculado a um sentimento de bem estar. (Sakamato,
2004, p.30).
O permear da solução da criatividade,
não se camufla as necessidades da limitação do conhecimento, mas sim, a
inconclusão do conhecimento. Este fenômeno, é, um motor científico, que desperta
no intelecto humano, e, é acionando para potencialização da sua própria existência,
se tornando exploradores da vida. Pois a condição natural da existência humana,
o leva para o encontro consigo mesmo, ao interesse próprio de quando, se chega
a uma meta alcançada. Assim, sempre haverá interesses desafiadores para tentar
justificar problemas. Ser “gênio” criativo é não inserir na “superficialidade
da normalização social”, mas deve estar fomentado, para o prazer amoroso da
crítica, tendo ‘consciência’ e praticando essa ‘consciência’ como seu “dom”
real.
Referências:
-
BOFF, Leonardo. Do iceberg à arca de Noé: o nascimento de uma ética planetária.
Rio de Janeiro: Garamond, 2002. 159 p. (Coleção Os Visionatas).
-
CAPALBO, Creusa. Historicidade e
ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.
-
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1998.
-
REALLE,Giovanni. Aristóteles- Hitória da
filosofia Grega e romana. Tradução. Henrique Cláudio de Lima Vaz, Marcelo
Perine. 9ª edição Rio de Janeiro: Edições Loyola, de 1994.
-
SAKAMOTO, Cleusa kazue. O Gênio Criador/
Cleusa Kazue Sakamoto. – São Paulo: Casa do psicólogo.
-
HUSSERL, Edmund. La filosofía como
ciencia estricta. TABENING, Elsa (Trad.)
Buenos Aires: Editorial Almagesto, 1992.
-
CAPALBO, Creusa. Historicidade e
ontologia. São Paulo: Edições Humanidades, 2004.
O
que é criatividade - Prof. Ilíada de Castro
[1]Graduado em Filosofia pela FAPCOM-SP, Psicologia
pela PUCMG, especializando em saúde mental e pesquisador debioética. Email para contato:
marcos.trindade2014@gmail.com.
O século XXI apresenta enormes desafios
para a continuidade da atividade econômica, e o que irá impactar diretamente as
empresas e corporações? Os recursos naturais serão escassos, o que limitará o
crescimento do PIB – Produto Interno Bruto das nações através das atuais
atividades econômicas. O maior impacto ocorrerá na geração de trabalho e renda,
o que representará o maior problema social, pois o padrão de consumo será baixo
inviabilizando o investimento em novos projetos baseados nos modelos atuais. Só
o aumento da renda de forma distributiva é capaz de fazer aumentar o
crescimento do PIB de um Estado Nação.
As empresas e corporações do futuro são
aquelas capazes de solucionar os problemas sociais, ou seja, sua atividade
econômica mais acrescenta do que minimiza o valor da sociedade. Elas serão
responsáveis pela geração de valor e manutenção de um elevado padrão de vida vinculado
com a necessidade de preservação ambiental e sustentabilidade da economia.
A maior oportunidade das empresas e corporações,
que se apresenta no momento presente é a geração de trabalho e renda. Aquela
que souber solucionar este problema terá um longo futuro garantido, pois
vivemos a redução dos postos de trabalho e renda com o emprego das novas e
atuais tecnologias. A necessidade da criação de novas oportunidades é o maior
negócio.
Quando se fala na geração de trabalho e
renda, se fala na criação de novas oportunidades. Novas formas laborais que são
criadas para a ocupação do tempo útil, por onde o capital circula, possibilitando
o consumo consciente de forma sustentável.
O Estado soberano é responsável pela
criação de políticas públicas que gerem trabalho e renda. Será impossível falar
em crescimento econômico se este não estiver vinculado a solução de problemas
da sociedade que compõe o Estado. E maior dos problemas é a geração de trabalho
e renda.
O viés político de uma nação não será
mais o condutor das políticas públicas, mas sim, a necessidade de solucionar os
problemas que afligem as nações, que a conduz a um cenário de instabilidade e incerteza.
A sustentabilidade é o caminho para a estabilidade e a certeza, capaz de criar
cenários perenes e longevos.
O Neoliberalismo promete muitas coisas,
menos a sustentabilidade, a estabilidade e a certeza. As empresas e corporações
do futuro são aquelas que estiverem vinculadas a atividades sustentáveis,
estáveis projetando uma certeza para o futuro.
O que mais está em jogo é a
continuidade do futuro, não do planeta, mas das empresas e corporações. E onde
os Estados Nações entram nesta equação? Eles como sempre, se adaptam aos novos
desafios, deixando para traz velhas estruturas incapazes de atender as
necessidades de suas populações.
O trabalho e a renda são a base do futuro,
dependendo das bases em que estiver fundamentado, as empresas e corporações que
forem capazes de responder aos desafios do século XXI terão continuidade e
longevidade.
O capitalismo está diante de seu maior
desafio existencial, o seu futuro e continuidade dependerá da resposta que for capaz
de dar aos questionamentos presente e futuro. O grande negócio é a solução de
problemas das populações dos Estados Nações, e o maior problema é o trabalho e
a renda, a mola mestra que move a economia, seja de esquerda ou de direita. Não
há espectro político ideológico capaz de resolver este desafio, mas políticas
públicas conjugadas com os interesses das empresas e corporações. A ação humana
só tem sentido quando representa a solução de um problema.
Economia Solidária é alternativa para geração de
emprego e renda
Por um Brasil Cooperativo e Solidário: mais trabalho e
renda
Sou um cidadão brasileiro de meia idade
e sonho com um Brasil melhor, maior do que já é. E por onde andas este sonho?
Pelas possibilidades do novo milênio, início do século XXI, o Brasil pode ser um
país inclusivo, sem distinção de cor ou raça, condição socioeconômica e a
convivência pacífica dos vários tipos de religiões.
O Brasil pode assumir a sua maior idade,
ter uma “ECONOMIAVERDE”, sustentável com elevado padrão de vida para os
seus cidadãos. Capaz de promover justiça social, secar as lágrimas dos
famintos, desesperados, sem-teto e sem-terra. O Brasil tem tanto a oferecer
para todos, no seu berço esplêndido cabem todos. Tem uma vocação natural para a
liderança da “ECONOMIA VERDE”. Pode vir a ser grande para além de sua
extensão territorial e fazer emergir as suas qualidades ocultas que
transformarão a sua sociedade.
O horizonte tem que ser a educação para
criação de uma mão de obra capaz de implantar a infraestrutura da “ECONOMIA VERDE”,
fundamentada na ciência e tecnologia. Espaço temos, mas o que falta são
políticas públicas que alinhem o país nesta direção, para que os investidores
alinhem seus esforços em parceria coma as instituições de ensino e pesquisa.
A preservação e sustentabilidade do meio ambiente
não são valores que inibem o desenvolvimento econômico, apenas muda o paradigma.
Existe tudo por fazer, existe no que investir e colher frutos no futuro. Façamos
uma reflexão, quando se corta uma árvore, desmata uma área, destrói um ecossistema,
o que podemos colher no futuro? Muito menos do que uma floresta preservada pode
proporcionar. Com a preservação das florestas preservamos a possibilidades de
descobertas futuras que venham a impactar na sociedade, além da preservação da estabilidade
do clima.
Só que há um desafio que o Brasil tem que
enfrentar, o desenvolvimento em ciência e tecnologia capaz de emancipar o país das
potenciais aflições futuras que o planeta Terra passará. Negar os efeitos da
alteração climáticas no mundo é como negar a ciência, é negar a verdade e se
recusar a viver conforme a manifestação da realidade. É viver como um avestruz,
que para se proteger do perigo enfia a cabeça no buraco, e seu corpo fica todo
exposto sem ver a realidade que o aflige. Os problemas só serão superados se
forem enfrentados e não omitidos.
Se não for nesta geração, será na próxima
que o Brasil irá assumir a sua vocação natural para liderar a “ECONOMIAVERDE”. A
consciência desta possibilidade tem aumentado, e não serão as forças
conservadoras, anacrônicas e obscurantistas que serão capazes de impedir esta
evolução.
O investidor de longo prazo já tem a
consciência ecológica, sabe que que sem o meio ambiente a humanidade não tem futuro,
e não há retorno sobre o capital investido. A forças anacrônicas que estão no
poder não têm futuro, elas serão rejeitadas pelo capital e trocados por líderes
que têm uma consciência ambiental.
O futuro não está no passado, mas no
horizonte da incerteza que aguarda uma atitude sábia da humanidade. Até quando
permitiremos a liderança de pessoas negacionistas das ciências que têm medo da
verdade e são incapazes de pensar o novo? O continuísmo não é a forma ideal de
liderança, pois não possibilita a obtenção de resultados inesperados.
O século XXI é marcado pelo novo, que está
em combate com as forças conservadoras anacrônicas, que impossibilitam a “ORDEM E O PROGRESSO”.
O motivo é o medo do novo, mas ao longo da história o novo sempre vence, mesmo
que leve um tempo. A humanidade está acordando, e os poderosos que têm os meios
para transformar a realidade também já estão acordando. No mundo não haverá
espaço para retrocesso e obscurantismo, na medida que tentam criar um discurso
incapaz de enganar as pessoas lúcidas. A verdade prevalecerá, e se sairá melhor
aquele que estiver mais bem alinhado com a realidade.
Será que é querer demais? Viver em um
Brasil capaz de fazer uma leitura da realidade, e se posicionar para se beneficiar
do mundo conforme lhe apresenta? A “ECONOMIAVERDE” é o maior presente que o momento histórico da
humanidade pode nos apresentar, perder esta oportunidade é como perder a
possibilidade de um desenvolvimento longevo, sustentável capaz de preservar os
nossos recursos naturais. O espaço temporal está passando, abraçar esta
realidade é assumir o curso que o destino traçou para o Brasil. Eu, como
brasileiro, quero viver em um país capaz de ser aquilo que é, o “LIDER DA ECONOMIA
VERDE DO SÉCULO XXI”.
O Brasil é um país que está deitado em
um berço esplendido, a Amazônia, terra virgem que tem inúmeras riquezas naturais.
Queimar a Amazônia é como rasgar dinheiro, e não há como falar da Amazônia sem
mencionar os outros dois biomas, o Cerrado e o Pantanal que também têm a sua
importância estratégica, cada uma cumprindo o seu papel.
É assumindo a preservação do meio
ambiente que o Brasil pode promover a defesa e segurança da Amazônia. O caminho
do desenvolvimento da região passa pela implantação de uma infraestrutura científica
e tecnológica que venha a valorizar e monetizar a terra, a sua floresta e seus
recursos naturais.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovações, o Ministério da Educação, o Ministério da Cidadania, o Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério
da Economia, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério da
Infraestrutura devem assumir o protagonismo para transformar a realidade
presente a favor do Brasil, e não um problema que venha arranhar a imagem do país
no exterior. O trabalho começa com programas de Estado que invistam em ciência,
tecnologia e inovações, em parceria com universidades e os centros de pesquisa
existentes no Brasil. Temos a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária que promove a agropecuária das mais eficientes e sustentáveis do
planeta, também a Emater que tem como foco a ação da extensão rural onde busca
contribuir com o desenvolvimento rural sustentável, através de ações de
assistência técnica e extensão rural, voltadas à melhoria da renda dos
agricultores em seus negócios, melhoria da qualidade de vida das famílias do meio
rural, melhoria da competitividade da agricultura.
Além destes dois importantes centros de
pesquisa, o Governo Federal deveria realizar convênios com os centros de
pesquisa existentes nas Universidades Federais e Estaduais e Municipais para
promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com a criação de soluções
rentáveis para população local, de forma que preserve a floresta Amazônica.
Seria uma ação conjunta com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o
Ministério da Educação. Adotar esta estratégia é de fundamental importância
para o país, pois colocaria o país na vanguarda do desenvolvimento sustentável
no mundo. Caberia ao Ministério da Economia criar projetos e políticas públicas
que incentive o investimento de empresas nacionais e estrangeiras, é a
oportunidade de criação de novas formas de negócios. O Brasil deve começar a
precificar o valor da floresta em pé, o seu benefício e a sua capacidade de
gerar formas de renda sustentável para a população local.
É a oportunidade da reformulação das
relações entre o Estado e as empresas privadas e públicas, na construção de uma
economia “VERDE”,capaz de atender os objetivos de uma economia responsável
comprometida com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: os 17 -
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A agenda de desenvolvimento sustentável
deve ser um paradigma para o Brasil, temos todas as características e o
potencial pleno para liderar esta agenda no mundo, atrair investimentos nacionais
e estrangeiro, monetizar as nossas riquezas naturais, e construir alianças e
parcerias estratégicas com países que têm o mesmo objetivo. É a oportunidade de
fazer renascer o Fundo Amazônia que tem por finalidade captar doações para
investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate
ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia
Legal, que também apoia o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e
controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais.
As medidas propostas seriam uma mudança
de rumo nas políticas públicas do atual governo federal, representa a
oportunidade de revisão e valorização da imagem do Brasil no exterior, o que acarretaria
a possibilidade de realização de acordos internacionais, como os países do
Mercosul e da União Europeia criando uma área de livre comércio que representa
cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Chegou
a hora do Governo Federal ser pragmático, precificar e avaliar o custo e
benefício das suas ações quanto aos atos e as omissões com relação a
preservação da Floresta Amazônica. Novos caminhos viáveis e rentáveis existem,
que podem ser um bom negócio para todos os envolvidos, o que faltam são ações
concretas de Estado que tragam resultados duradouros e a eliminação de uma
retórica que não engana ninguém, apenas arranha a imagem do país no exterior.
O século XXI é a “ERA VERDE”que precisa
da infraestrutura construída pela ciência e tecnologia e pode criar um mundo de
oportunidades econômicas sustentáveis capazes de colocar o Brasil na posição de
liderança. Caso o país perca esta oportunidade seria a recusa de perceber as
tendências do futuro para os quais a humanidade deve ser direcionada. Para
aprofundar estes pontos, nunca foi tão necessário escutar e aprender com a
ciência, ouvir o que tem a dizer, aumentar o investimento em pesquisa e
valorizar os nossos atuais e futuros pesquisadores. O líder do futuro será aquele
capaz de assumir um papel de estadista, representa a pessoa que fará o país trilhar
o caminho do desenvolvimento sustentável.
SUSTENTABILIDADE E BIOTECNOLOGIA | Natalia Pasternak
Hoje é 7 de setembro de 2020, o dia que
marca o aniversário de independência do Brasil. Um país grande de dimensões
continentais, vocacionado para a liderança da “ERA VERDE”. Temos todos
os atributos necessários para nos colocarmos como expoente da nova economia, a
que preserva, que é sustentável, de baixo carbono com elevadíssimo padrão de
vida fundamentada na ciência e tecnologia. Este é o destino de uma país solar
que têm uma diversidade de biomas e importantes bacias hidrográficas com uma
enorme costa para o Oceano Atlântico.
“O Brasil é formado por seis biomas
de características distintas: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Cada um desses ambientes
abriga diferentes tipos de vegetação e de fauna. Como a vegetação é um dos
componentes mais importantes da biota, seu estado de conservação e de
continuidade definem a existência ou não de hábitats para as espécies, a
manutenção de serviços ambientais e o fornecimento de bens essenciais à
sobrevivência de populações humanas. Para a perpetuação da vida nos biomas, é
necessário o estabelecimento de políticas públicas ambientais, a identificação
de oportunidades para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios
da biodiversidade.” (Ministério do Meio Ambiente)
O povo brasileiro está deitado em um
berço esplêndido, que corre o risco de não conseguir materializar no tempo e no
espaço todo o seu potencial. E quais são as razões para tal insucesso? A
existência de políticas públicas fundamentadas em princípios que remontam
valores e conceitos ultrapassados. Os nossos atuais líderes não conseguem
perceber o valor e a importância que o Brasil tem na liderança de uma agenda
ambiental para o século XXI. O desmatamento irregular, as queimadas são
práticas de uma nação atrasada, que ainda não tem como referência o uso da
ciência e tecnologia para criar alternativas ambientalmente sustentáveis que
venham a valorizar ainda mais o seu maior patrimônio: o seu “VERDE”.
O que fazer para despertar o gigante
para as suas reais potencialidades? Quando grupos ambientais lutam para
preservar e tornar sustentável o que o Brasil tem, não é para reprimir o
potencial de crescimento do país, mas para conscientizar e alterar o modelo
econômico que mais depreda do que sustenta. O resultado da atividade econômica
sem princípios ambientas significa um enorme prejuízo para o presente e para as
futuras gerações.
Com as atuais políticas públicas
ambientais praticadas pelo atual governo, o povo brasileiro tem mais a perder
do que a ganhar e deixar de surfar na onda da “ERA VERDE” que se inicia.
O 7 de setembro de 2020 tem que ser um momento de reflexão, onde faça o país
rever as suas prioridades e redirecionar as suas estratégias de desenvolvimento
para o futuro, se libertando de um passado que nada tem a contribuir. Essa é
uma oportunidade que não podemos perder, o Brasil tem que ser o que realmente
é, e não um conceito abstrato desvinculado da realidade mundial.
A preservação e a sustentabilidade são
valores que ao serem aplicados na economia geram dividendos por um longo
período, não é imediatista e passageiro como as práticas predatórias. Já não há
mais tempo para abrirmos mão deste destino, ou então a juventude brasileira
terá que ver passar a atual geração que está no poder e terá que corrigir a
rota do país.
O futuro está a frente do Brasil,
demonstra ser promissor, repleto de novas oportunidades, mas imperceptível pela
atual geração que está no poder. Estamos sendo governados conforme as crenças e
ideologias do século passado e nos recusamos a dar um passo rumo ao futuro. A
esperança é a próxima eleição, onde poderemos escolher um novo líder, mais
preparado para enfrentar os desafios e não perder as oportunidades do século
XXI.
Economia
Verde - Sustentabilidade e oportunidades de novos negócios
Economia
verde: Preservação do planeta ou lucro mascarado?
Avanços
da Economia Verde no Brasil e seu papel no uso sustentável dos recursos
naturais
A verdade que todos nós sabemos é que a
Terra é uma só e seus recursos são limitados, o que determina a impossibilidade
de haver um crescimento indefinidamente, ou seja, sem limite. Será?
A Economia “VERDE”pode ser um
novo modelo de crescimento econômico, baseado em novas formas de consumo,
dentro dos limites possíveis da Terra.
O Homo Sapiens tem que mudar de
comportamento, passar a criar bens serviços que não têm como base o consumo dos
recursos naturais da Terra. Este é um grande desafio, mas esta é a urgência que
irá dizer se teremos um futuro sustentável.
A economia pode crescer com serviços,
como: educação, ciência, tecnologia, arte, esporte, saúde, alimentação,
habitação, beleza, turismo, comunicação etc. Todo tipo de atividade que faça cada cidadão do
planeta consumir menos recursos naturais e tenha motivos para preservar o meio
ambiente. Pode parecer contraditório, mas a economia pode crescer nesta direção
com menos uso de carbono e recursos naturais.
O modelo industrial movido por
combustíveis fósseis não é sustentável, por isso não tem futuro. Se eu
representasse um fundo de investimento com bilhões de dólares para investir, em
qual modelo de negócio eu apostaria o capital?
O futuro pertence a sociedade
inteligente, fundamentada em uma sólida base científica e tecnológica, que promova
políticas públicas sustentáveis. Só conseguiremos superar o desafio presente
com inovações e mudança de comportamento.
Quanto a economia global pode crescer
se forem alterados os destinos do capital dos grandes fundos de investimento?
Segundo III Relatório do Clube de Roma: Para Uma Nova Ordem Mundial (1976). “Muito
antes de esgotarmos os limites físicos do nosso planeta ocorrerão graves
convulsões sociais provocadas pelo grande desnível existente entre a renda dos países
ricos e dos países pobres.” Necessidade de redução da pobreza no mundo.
Nós chegamos nos anos 2020 do século
XXI e convivemos com uma grande desigualdade de renda no planeta Terra. Segundo
EL PAÍS, no caderno de economia – desigualdade econômica e social - 1% da
população mundial concentra metade de toda a riqueza do planeta. (IGNACIO
FARIZA - Madri - 17 OCT 2015) Passaram-se 5 anos e a situação não apresenta
nenhuma mudança.
Qual será o futuro da humanidade?
Encontraremos o equilíbrio ou continuaremos a viver com as nossas contradições.
Para um estilo de vida que seja duradouro ou não há um preço a pagar. Cabe a nós
escolhermos qual preço queremos pagar.
Ano de 2010: Relatório Vision 2050. Objetivo
a atingir em 2050: “Nove bilhões de habitantes, todos vivendo bem – com
alimentos suficientes, moradia, água potável, saneamento, mobilidade, educação
e saúde, dentro dos limites do que este pequeno e frágil planeta pode oferecer
e renovar, cada dia”.
Vision 2050: The new agenda for
business* Propõe mudanças fundamentais nas estruturas de governança, na
economia, nos negócios e no comportamento humano. “Business as usual”: não vai
atingir a sustentabilidade nem assegurar prosperidade econômica e social.
“Acabou a Era da Abundância,
e estamos entrando na Era da Escassez”.
Fontes:
*Encontros
FIESP de Sustentabilidade - São Paulo, 23 de julho de 2015.
*Produzido
por 29 empresas do CEMDS (WBCSD), discutido em 20 países com centenas de
empresas e especialistas.