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quarta-feira, 4 de março de 2015

O Filme o Palhaço !

 
         O Palhaço conta a história vivida pelo palhaço Benjamin (Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) num circo mambembe durante os anos 70. Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar o circo. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria. Benjamin, então, decide viver como um funcionário comum e isto afeta todos ao seu redor e ele próprio. Posteriormente, triste, cai na real e vê que ser palhaço é a única coisa que sabe fazer e que faz as pessoas rirem espontaneamente, assim volta feliz a trabalhar no circo.
         É um filme que revela a violação de vários princípios éticos que fundamentam as ações morais. Existe o momento em que Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo esconde para si parte do dinheiro que o circo tinha arrecadado com a venda dos ingressos. O que pode ser caracterizado como roubo.
         Também existe o momento em que um grupo de funcionários do circo suborna o delegado de uma pequena cidade, para não ficarem presos pelos problemas que causaram na cidade. Tanto o delegado da cidade está cometendo o erro de aceitar ser subornado, como os funcionários do circo estão errados por realizarem o suborno.
         O drama principal do filme é a crise existencial que o palhaço Benjamin (Selton Mello) tem. Ele está se perguntando qual o sentido e a finalidade de sua vida. A Ética pode ajudar a enfrentar esta crise, pois a finalidade última da ética é o bem e o bem mais excelente. E para tal, faz-se necessário que o Homem conheça este bem mais excelente, que é muito importante para a conduta de vida. Na medida em que o Homem conhece o bem mais excelente, ele se torna melhor capacitado para atingir o que é adequado. Seu pai Valdemar (Paulo José) diz a todo instante para seu filho Benjamin (Selton Mello): “Na vida tem que fazer aquilo que sabe fazer !”
         O palhaço Benjamin (Selton Mello) busca a resposta em sua mudança de vida, e descobre, qual é a conduta de vida, que tem que ter. É como se conhecesse o bem mais excelente, e se torna mais capacitado para atingir o que é mais adequado para sua vida, e decide voltar para o circo e continuar a ser um palhaço, mas um palhaço muito melhor, pois desta vez tem a consciência do sentido existencial de sua vida e conhece o bem mais excelente que sabe fazer, assim decide qual conduta de vida quer ter. O filme é uma jornada existencial com um final feliz, realizada pela livre escolha de uma vida.
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Uma Reflexão Sobre a Ética a Nicômaco !

 
         A palavra “ética” vem do grego ἠθικός (ethikos), e significa aquilo que pertence ao ἦθος (ethos), que significava “bom costume”, “costume superior”, ou “portador de caráter”. Com Aristóteles a ética é a ciência da moral. A ética diferencia-se da moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a costumes e hábitos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar as ações morais.
         E qual é a finalidade da ética segundo Aristóteles?
         A finalidade última da ética é o bem e o bem mais excelente. E para tal, faz-se necessário que o Homem conheça este bem mais excelente, que é muito importante para a conduta de vida. Na medida em que o Homem conhece o bem mais excelente, ele se torna melhor capacitado para atingir o que é adequado.
         A ética é um importante objeto de estudo da ciência política, pois o bem humano tem que ser a finalidade da ciência política. É ela quem determina quais ciências devem existir no Estado e quais ramos do conhecimento cada diferente classe de cidadãos devem aprender e até que ponto aprender. Segundo Aristóteles, “mesmo que o bem seja idêntico para o indivíduo e para o Estado, o bem do Estado é visivelmente um bem maior e mais perfeito, tanto para ser alcançado como para ser preservado.”
Sendo assim, a meta política tem que ser o bem do Estado, só assim o Homem atingirá o bem maior, e estará sendo ético, torna-se livre para conduzir a própria vida. Esta é uma observação importante para percebermos como o homem pode viver bem, dar-se bem, ser feliz. Na medida em que o Homem busca o bem comum, subjugando os seus próprios interesses em prol de um bem maior, torna-se bom em si mesmo, e se coloca acima do prazer, da riqueza, da honra, da saúde, da glória, tornando-se livre e feliz.
         Se fizermos uma reflexão em nosso tempo, sobre as duas correntes políticas vigentes, o socialismo e o liberalismo, o socialismo é a que mais se aproxima dos ideais e da busca de um bem maior, o liberalismo não está comprometido com o bem comum. Assim o Homem tem que fazer uma escolha ética, e perguntar a si mesmo, de que forma quero ser feliz?
         Esta resposta tem que vir com a prática de uma vida virtuosa, onde todos os hábitos constantes na vida do Homem sejam capazes de levá-lo para o bem maior, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente.
 
 
 

domingo, 1 de março de 2015

O Papel do Educador no Brasil !

 
Ao Realizarmos uma reflexão sobre o motivo pelo qual o professor estuda a disciplina didática, concluímos que é para o desenvolvimento da capacidade de questionamento, pois tem a necessidade de uma visão ampla e profunda de sua atividade.

         Devemos realizar as seguintes perguntas para o professor:

         Para que tipo de ensino?

O que torna um professor especial?

O que faz um docente ser lembrado com carinho pelos alunos?

         Como deve proceder, em sala de aula, o professor ideal?

         Assim pode-se falar da importância da comunicação, que pode ser vista como uma atividade pedagógica no momento em que uma pessoa transmite para um ou mais indivíduos os conhecimentos básicos para se viver em sociedade. Pois em algum momento da vida, o indivíduo necessitará de alguém que mostre como fazer um cálculo simples ou dirigir um veículo. E ensinar não é impor ou depositar conhecimento.
         Deve-se questionar a postura do professor em sala de aula, pois geralmente, os professores geram, em sala de aula, um “distanciamento” com os alunos, em que todas as classes parecem iguais. Nem sempre o professor cria um espaço adequado para a interação em sala de aula. O principal passo para “quebrar distâncias” é considerar que o aluno é um indivíduo pertencente à realidade do professor. O aluno também ensina com a sua personalidade, o seu contexto histórico, social e cultural. O professor deve estar atento para perceber se é um bom comunicador e sabe interagir com os alunos.
         Ao analisar o vídeo sobre o que é educação. Uma entrevista de pessoas realizada na rua onde se perguntava: O que é educação e cultura? Qual é a sua opinião? O público alvo foi o mais abrangente possível, de pessoas com menor nível de escolaridade até as pessoas com maior grau de escolaridade, as respostas foram as mais diversas, e cada um tinha a sua opinião.
         Percebe-se que não há uma forma única de educação. Cada país ou sociedade apresenta valores e realidades diversas. E quais são os valores aceitos nas escolas brasileiras?

a)     Através do estudo os que são mais capazes chegam os postos mais importantes.

b)    O trabalho manual á uma ocupação inferior.

c)     Os que “não querem estudar” ficam relegados às tarefas que nossa sociedade valoriza menos.

Foi demonstrado, que Segundo o filósofo e pedagogo Dermeval Saviani, os objetivos prioritários da educação brasileira são:

a)     Educação para a Subsistência;

b)    Educação para a libertação;

c)     Educação para a comunicação;

d)    Educação para a transformação.

Ao refletimos se a educação ocorre só na escola, e concluímos que mesmo em locais em que não existe escolas há educação, desde que exista a transferência de saber entre gerações. Locais em que a educação ocorre de maneira assistemática: a família (primeira “escola”), a igreja, os sindicatos, as empresas, meios de comunicação de massa. Escola é o local em que pais e professores devem promover, de forma conjunta, educação. Transformação da escola é a transformação da sociedade. Para Paulo Freire: o fracasso da escola é o fracasso geral da sociedade.
Então se perguntou: Qual é o papel do professor? E chega-se a seguinte resposta. Professor é quem convida ao aprendizado, estimula, incentiva os estímulos positivos. Assim definimos as características de um bom professor:

a)     Aquele que oferece um bom ambiente para o aprendizado;

b)    Que faz o seu melhor no trabalho;

c)     Que sente a necessidade de se aperfeiçoar;

d)    Que respeita o pensamento de seus alunos;

e)     Que é um agente transformador.

Ao final discutimos sobre a palavra pedagogia, demos a seguinte definição: Palavra de origem grega: pais, paidós = criança = agein = conduzir = logos = tratado, ciência. Na Grécia Antiga, o pedagogo era um escravo que conduzia a criança à escola. Hoje, o pedagogo é um especialista em assuntos educacionais; licenciado em Pedagogia leciona na Educação Infantil e/ou Ensino Fundamental I, atuando como professor polivalente; atua, também, como coordenador pedagógico e/ou gestor em escolas de educação básica (da Educação Infantil ao Ensino Médio). Pedagogia hoje = ciência da educação; ciência e arte de educar. Pedagogia = trabalha com outras ciências como a Filosofia, a Psicologia, a Sociologia, etc.
E concluo com a definição da palavra Didática: Principal campo de estudos da Pedagogia. Objeto de estudo = a técnica de ensino-aprendizagem = métodos de ensino-aprendizagem. O resultado atual da educação no Brasil e o fracasso da escola é o fracasso geral da sociedade? Em que medida?
 
 
 
 
 
 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Novas Práticas Pedagógicas no Brasil !

 
         Ao fazermos uma reflexão sobre as atuais práticas pedagógicas ministradas pelos professores no Brasil. Podemos comentar sobre a existência de material extra, que circula nas escolas (públicas ou privadas), que é o indicado pelos manuais didáticos e, muitas vezes, não reflete a realidade do aluno. Para superar o problema, os professores solicitam novos materiais que possam trazer algo novo para o processo de ensino-aprendizagem. Tenta-se fazer uma adaptação para a realidade mais próxima possível do aluno, para assim estimular o aprendizado em todas as disciplinas.
         Constata-se que há um desafio: o de trabalhar com os meios de comunicação de massa, que é uma alternativa para enfrentar as condições péssimas de trabalho na educação básica, e oferecer aos alunos uma condição de aprendizagem mais construtiva e crítica. É uma forma possível de se reinventar as aulas, para poder enfrentar o chamado “descompasso”, a situação presente vivida pelas escolas dos ciclos fundamental e médio diante dos meios de comunicação e das novas tecnologias. Entende-se, que os meios de comunicação também são fontes de educação “não-escolar”.
Podemos concluir que todos reclamam e querem mudanças, alunos, pais, professores, a sociedade. Assim é preciso dar as condições para tanto, é um enorme esforço de formação do magistério tendo em vista estas novas realidades. Ou seja, há que se combinar pesquisa, reflexão e ação, num movimento cujo resultado retorne o mais rapidamente possível ao espaço escolar. Pois os atuais alunos já são nativos digitais, recorrem continuamente às novas tecnologias para a solução de seus problemas e aprendem novas formas de interagir com o mundo que os rodeia.
Propõe-se como uma nova forma de prática pedagógica, a aplicação do jornal impresso, quando possível o digital, que é o meio mais barato e acessível para se trabalhar em sala de aula, principalmente, quando a escola não dispõe de recursos tecnológicos, como Datashow e computadores. Os meios de comunicação vigentes podem contribuir enormemente na tarefa de modernização da Educação Formal do país, a que se fazer uma reflexão e abrir uma discussão sobre como os meios de comunicação podem trabalhar em parceria com as instituições de ensino. Com a revolução digital em curso e o acesso às múltiplas plataformas de comunicação, abre-se a oportunidade de criarmos uma revolução educacional no país. Os conteúdos didáticos podem ser digitalizados, universalizados e padronizados, com o objetivo de alcançar o nível de excelência da educação Infantil, Fundamental I, Fundamental II, Ensino Médio e os Cursos Técnicos Profissionalizantes.
Podemos compreender que com o exemplo do jornal são realizados dois trabalhos:
a)     Leitura dos jornais produzidos pelas empresas midiáticas;
b)    Elaboração de veículos na própria escola.
Que venham a promover uma maior participação das comunidades locais no acompanhamento da evolução da escola e suas práticas pedagógicas.
Embora, a formulação do jornal em sala de aula, muita das vezes fique restrita ao professor de Língua Portuguesa, no entanto, os periódicos devem ser produzidos por outras disciplinas, como a Filosofia, por exemplo.
A participação dos meios de comunicação vigentes e a utilização das plataformas de comunicação do meio digital é uma proposta para a modernização da escola, fazer com que a escola atenda às necessidades da população. É um movimento de reação contra o ensino tradicional. O jornal impresso ou digital é um exemplo que se torna indispensável no processo de ensino-aprendizagem. É a possibilidade dos alunos expressarem as suas ideias e assim fazer com que o rendimento escolar do discente aumente.
 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Quando haverá um bem comum ?

     
 
       Com mais de sete bilhões de pessoas no planeta terra, é possível pensar na materialização do bem comum?
         Este talvez seja o maior desafio social da humanidade, contruir um mundo que haja maior cooperação e distribuição dos bens da terra. Afinal de contas a terra não pertence a ninguém, antes da existência do Homem o planeta e suas maravilhas já existiam, e a nossa presença neste mundo representa um pálido momento da história existencial do planeta.
         O que é o mercado senão a aglomeração de pessoas em um determinado território, unidos por uma mesma língua, cultura, e necessidades. O que percebemos hoje é manipulação da oferta de recursos por parte de uma elite econômica, para suprir as necessidades dos mercados, com objetivo de maximizar o lucro financeiro. Ou seja, a “LEI DE MERCADO”, oferta versos a demanda, é uma falácia do “NEOLIBERALISMO”. O que presenciamos é desiquilíbrio após desiquilíbrio, e a contínua sobrevivência financeira de uma pequena elite econômica, que não buscas novas práticas para alterar o cenário das coisas.
         Até quando o Homem continuará a se enganar?
“A verdadeira sabedoria consiste em saber como
aumentar o bem estar do mundo.”
(Benjamin Franklin)
         Podemos prever um fato futuro, que é um choque de realidade, como a Revolução Francesa, a qual representou um choque de realidade para o status quo vigente de sua época. A LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE ainda são valores idealizados pelas parcelas marginalizadas da sociedade humana. Onde todos tenham a liberdade de ir e vir, ou seja, capazes de conquistar a mobilidade social, onde todos são iguais e devem ter oportunidades iguais que promovam a inclusão social, e onde todos vivam de forma fraterna para que o bem comum seja o valor buscado em primeiro lugar. O Iluminismo propunha a construção de uma sociedade perfeita conduzida pela razão, trouxe para a civilização de sua época a esperança da priorização do bem comum, mas hoje se pergunta:
         O que a civilização do presente propõe para a nossa época?
         Duas palavras podem resumir as demandas do presente, é a “SUSTENTABILIDADE” e o “EQUILÍBRIO”, e para atender estas duas palavras, a “ECONOMIA DE MERCADO” não é adequada, pois o modelo da “ECONOMIA DE MERCADO” necessita do desiquilíbrio para maximizar o lucro financeiro, o que não é sustentável, pois sempre haverá uma oferta menor que a demanda.
         Imagine como serão administrado os recursos naturais finitos da terra versos uma demanda sempre crescente por parte da humanidade?
         Haverá a necessidade de um planejamento por parte dos “ESTADOS” vigentes, a “ECONOMIA DE MERCADO TERÁ QUE SER PLANIFICADA”, ou seja, haverá a necessidade da intervenção dos “ESTADOS” vigentes. É um potencial modelo econômico para o futuro, pois os recursos são finitos, e para a manutenção da “ORDEM E DO PROGRESSO”, será necessária a regulamentação por parte dos “ESTADOS” viventes as formas de gestão e consumo dos recursos finitos. A riqueza crescerá a medida que houver mais inclusão e o consumo for sustentável e equilibrado.
“Não basta saber, é preciso também aplicar;
não basta querer, é preciso também agir.”
(Goethe)
         Assim a realidade dos fatos pode vir a privilegiar o bem comum, em detrimento dos valores egoístas da “ECONOMIA DE MERCADO”, que se fazem tão atuantes e presente na civilização contemporânea. Talvez seja um fio de luz para a nossa sociedade planetária.



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ponto de Inflexão !

 
         A humanidade está mais uma vez diante de seu ponto de inflexão na sua história, em sua trajetória houve vários momentos de inflexão, os quais possibilitaram as mudanças para sobrevivência em vez da extinção.
         Mas o que é um ponto de inflexão ?
         “Em cálculo diferencial, um ponto de inflexão ou simplesmente inflexão, é um ponto sobre uma curva na qual a curvatura (a derivada de segunda ordem) troca o sinal. A curva muda de ter curvatura côncava para cima (positiva) para concavidade para baixo (curvatura negativa), ou vice-versa. Pode-se comparar com a condução de um veículo ao longo de uma estrada sinuosa, no ponto de inflexão no qual o volante é momentaneamente “endireitado” quando virado da esquerda para a direita ou vice-versa.”
         Parece-me, que necessitamos endireitar o volante da nossa história, pois a estrada da vida é sinuosa, repleta de curvas e cheia de adversidades. Uma das plataformas que possibilitará a manutenção do controle e direção do volante da história é a tecnologia, utilizada de forma racional com eficiência e eficácia. Pois estamos diante de enormes desafios que comprometem a possibilidade da continuidade da existência da raça humana. É como se a curva da história da vida estivesse com o sinal negativo e urgentemente precisássemos mudar o sinal para positivo, ou seja, estamos diante de um ponto de inflexão.

“Fazemos nossos caminhos e
lhe chamamos destino.”
(Benjamin Disraeli)

         Estamos caminhando para a conscientização de que é necessária a implantação de uma economia voltada para sustentabilidade, que se materializar através de decisões políticas, é o uso racional, eficiente e eficaz dos recursos naturais finitos. Há a necessidade da utilização de tecnologias disponíveis para tornar reais as novas decisões políticas. O futuro não será igual ao passado, mas caso venha possibilitar a vida humana, será um salto quântico, ou seja, de uma órbita gravitacional da vida para outra aleatória órbita gravitacional da vida.
         Um exemplo prático é a forma como a humanidade lida com a água potável. O recurso é finito, e hoje há uma parcela da humanidade que não tem acesso à água potável e ao saneamento básico. Uma solução é o reconhecimento da necessidade de alteração, onde haverá uma mudança do seu estado original das políticas públicas na gestão dos recursos hídricos. A lógica vigente não será o retorno financeiro de curto prazo, mas a necessidade de solucionar problemas de ordem social.
         Os verdadeiros líderes políticos serão os que estiverem comprometidos com as soluções de problemas de ordem pública. Quem tiver a atitude de maximizar a racionalidade do uso dos recursos naturais finitos. Quem tiver um discurso direto, transparente e comprometido com a verdade. Não há espaço para o discurso demagógico, com frases de efeito de inócua eficiência e eficácia. A realidade se fará valer pelos fatos, que cobrará atos compatíveis com a própria realidade.
         Está na hora da humanidade encarar a verdade, os fatos e as reais possibilidades para superar os desafios existentes. Já não há espaço para omissão, é a necessidade de ação pela continuidade sustentável da vida.

“Quem quiser alcançar um objetivo distante
tem que dar muitos passos curtos.”
(Helmut Schmidt)
 
 
 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Crise de Água ou Crise de Gestão Pública !

 
         Estamos diante de uma crise, e o objeto em questão é a água, que revela a forma como o Estado faz a gestão dos recursos hídricos do país. A população será testemunha da maneira como nossos líderes políticos atuam, e conduzem as políticas públicas no Brasil. As decisões políticas são tomadas de forma reativa, jamais de forma pró ativa, ou seja, primeiro é necessário que ocorra a catástrofe para depois ter uma ação pública. A questão é: Será possível uma reversão do cenário catastrófico, ou teremos um ano de 2015 pior que o ano de 2014? Como será?

“Ciência é conhecimento organizado.
Sabedoria é vida organizada.”
(Immanuel Kant)

         A ciência tem nos revelado as mazelas que iremos sofrer caso não tenhamos uma ação pró ativa para com as previsões futuras de nossas descobertas, os cientistas são os profetas do presente, que testemunham a necessidade de uma mudança de comportamento, os recursos naturais são limitados, embora uma sociedade do consumo crie necessidades ilimitadas, ou seja, a economia contábil do desenvolvimento sustentável é deficitária, consumimos mais que a nossa capacidade instalada, mais que a natureza do globo terrestre nos fornece a cada ano. Não há decisões sábias por parte de nossas lideranças políticas, que venham a constituir uma vida organizada. Caminhamos para desorganização do poder público, que irá perder a legitimidade da condução da vida da sociedade. Começaremos a ver iniciativas privadas e particulares para a manutenção do padrão de vida, e a lei será ditada por quem tem mais força, ou seja, quem tem mais dinheiro e poder político. Caminhamos para a constituição de um “Estado Paralelo” com suas regras e leis próprias. É o início da derrocada institucional do Estado Republicano constituído, caso não sejamos capazes de reverter os efeitos profetizados pelos cientistas de plantão.

“Uma vida não questionada
não merece ser vivida.”
(Platão)

         Existe a necessidade de se fazer um grande questionamento, quanto à forma, que estamos sendo conduzidos por nossos líderes políticos. As verdades são meias verdades, me parece que o problema é muito mais grave, revela pontos de ingerência, ineficiência, e interesses obscuros. A quem interessa um estado de calamidade? Podemos atuar sobre o presente para construirmos um cenário melhor para o futuro, para tal, devemos deixar de sermos reativos, para passarmos a ser pró ativos, o que falta é uma decisão política.

“Espere o melhor, prepare-se para
o pior e receba o que vier.”
(Provérbio Chinês)