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sábado, 17 de setembro de 2016

O que é melhor para o Brasil ?





         O Brasil está diante de um grande desafio, decidir o que é melhor para o povo. É uma questão que nossos líderes políticos e econômicos devem responder, e definir qual atitude deve ter para como o país. O bem estar da nação depende de decisões sábias a serem tomadas para superar a crise vigente.
         A crise que vivemos é uma crise de ideias, é a definição de um modelo econômico que proporcione uma justiça social com distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população.
         O Brasil está se preparando para ser um país mais aberto, pronto para receber investimento estrangeiro, gerar emprego e renda. Ter um novo horizonte de longo prazo mais equilibrado e sustentável.
         As pessoas em sua singularidade e na sua forma coletiva de se expressar têm um apetite natural para o bem. A questão está em saber qual é este bem, como reconhecê-lo? Para Tomás de Aquino “a bondade não é somente entendida como o que seja convertível com o ente, mas, como se funda na forma substancial, implica um apetite ao verdadeiro bem”. (ALVES, 2015, 272)
         Descobrir o que é o bem é como conhecer a verdade. Se relacionar com o bem é como se relacionar com a verdade, ambos se convertem. O conhecimento se relaciona com a verdade. Segundo Tomás de Aquino “todas as coisas apetecem o bem, sejam aquelas que possuem conhecimento, sejam as que não o possuem, porque todas estão ordenadas e dispostas ao próprio efeito conveniente”. (ALVES, 2015, 274)
         Já que toda criatura deseja o bem como fim último, cabe a esta criatura buscar conhecer a verdade para poder fazer escolhas que a leve para o bem. Pois é no bem total que a criatura conhecerá a sua plenitude, o seu SER interior. As respostas para os seus conflitos e contradições e terá capacidade de formular ideias para superar as crises da vida.
         Saber o que é melhor para o Brasil é como conhecer a verdade, é conhecer o bem e direcionar os vetores da vida para este bem. Existe um caminho e este caminho é feito de escolhas, onde solicita uma contribuição de cada ente envolvido para se chegar ao bem único ao qual todos os entes tendem.
         Então para responder a pergunta: O que é melhor para o Brasil? É conhecer a verdade, e a verdade é o bem para o qual todos os entes tendem. Sendo assim, as políticas públicas e as decisões econômicas devem estar voltadas para o bem, só assim o povo poderá ser feliz.

“O Mundo Real e as coisas são apenas
reflexo de uma realidade perfeita
contida no Mundo das Ideias.”
(Platão)

Referência:
ALVES, Anderson Machado Rodrigues. Ser e dever-ser: Tomás de Aquino e o debate filosófico contemporâneo – São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio” (Ramon Llull), 2015.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Início da Derrocada do Brasil !




         A partir de 1945 até o golpe de 1964. Nessas décadas apresentavam-se basicamente três estratégias para o desenvolvimento nacional: o liberalismo ortodoxo, o desenvolvimentismo nacionalista e o nacionalismo radical. A primeira afirmava que: o livre mercado deveria ser o principal regulador da economia; os orçamentos governamentais teriam de ser equilibrados; a participação do capital internacional na economia do país deveria ser ampliada, reduzindo-se ao mínimo as limitações impostas ao seu movimento. A segunda afirmava que o livre funcionamento do mercado causaria empecilhos à industrialização do Brasil e que a estratégia correta seria a implantação de uma economia mista, com ampla participação do Estado, rompendo os pontos de estrangulamento da economia – em especial no campo dos transportes, siderurgia e energia – e que o capital estrangeiro, atuante no país, deveria sofrer um controle pelas autoridades. A terceira, identificando no imperialismo o principal responsável pela espoliação da riqueza nacional e considerando o capital estrangeiro como um entrave ao desenvolvimento industrial do Brasil, propunha o controle total do Estado sobre a atividade econômica.
         A política econômica de Vargas, que em 1951 retornara democraticamente ao poder, ora pendia para a linha ortodoxa-liberal, ora para o desenvolvimentismo-nacionalista, conforme o jogo de forças políticas que o apoiavam. Com o seu suicídio (1954) abre-se uma crise em que o liberalismo ortodoxo sai fortalecido no governo de Café Filho (1954-1956). Por sua vez, o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), embora apresentasse uma plataforma nacional-desenvolvimentista, abriu a economia ao capital estrangeiro, favoreceu a importação de bens de capital e a movimentação de capitais externos associados ao nacional. Em 1961 inicia-se o governo de Jânio Quadros que renuncia após sete meses. João Goulart assume a presidência e divulga, no ano seguinte, um plano de desenvolvimento de caráter mais nacionalista – elaborado por Celso Furtado. As Reformas de Base que começavam a ser implantadas, afetando as remessas de lucro de multinacionais, a revisão das concessões governamentais na área de mineração, a nacionalização das refinarias particulares de petróleo e a implementação da Reforma Agrária – mesmo reclamadas com grande mobilização popular e inscrevendo-se no quadro do nacional desenvolvimentismo - geram forte instabilidade política. Para o PCB seria uma das etapas no avanço da luta pelo socialismo e imaginavam que a defesa tática dos interesses do capital nacional levaria os empresários a apoiar as reformas. Entretanto, o empresariado preferiu não se opor ao movimento golpista, organizado por forças em que despontavam o capital internacional e os latifundiários – com apoio dos Estados Unidos.
         Existem no Brasil duas visões de mundo, uma visão social que busca o desenvolvimento do Brasil com justiça social, inclusão das minorias e dos excluídos e uma visão neoliberal que privilegia o capital estrangeiro, os bancos, os empresários em detrimento da sociedade brasileira, dos trabalhadores de todas as classes e do Estado de Direito.
         As reformas propostas pelo atual presidente do Brasil, Michel Temer, é a antítese da tese de um governo popular, se a esquerda quiser ser compreendida pelo povo brasileiro deve formular uma síntese, mostrar o movimento dialético da história brasileira, e a partir de um ponto propor uma nova agenda política econômica para o Brasil.
         As questões do séc. XXI que estão em aberto são: Justiça Social, Economia Sustentável, Meio Ambiente, Saneamento Básico, Trabalho, Renda, Educação, Moradia, Saúde, Direitos Sociais, etc. Muitas das conquistas sociais sofrerão um retrocesso por parte do governo atual, o que permitirá uma reflexão da sociedade brasileira sobre a legitimidade do atual governo. Criando a possibilidade democrática de uma reversão política no país. Será nas urnas que o povo irá definir o rumo do país, e não apenas a opinião de uma minoria descomprometida com o bem estar social da nação. O Brasil caminha dialeticamente por duas visões de mundo, uma progressista ávida por mudanças e uma conservadora que não quer abrir mão dos privilégios pagos pelo contribuinte.
         O futuro do Brasil está na ação presente que os movimentos progressistas fizerem em prol de um Brasil mais justo e livre para se autodeterminar em todas as dimensões da vida, seja na religião, política, economia, sociedade, cultura, educação. 
         O ISEB, Instituto Superior de Estudos Brasileiro, criado em 1955, era um núcleo de assessoria ao Governo Federal, subordinado ao Ministério da Educação e Cultura. Tinha como finalidade ser um centro permanente de estudos políticos e sociais de nível pós-universitário que tem por finalidade o estudo, o ensino e a divulgação das ciências sociais, notadamente da sociologia, da história, da economia e da política, especialmente para o fim de aplicar as categorias e os dados dessas ciências à análise e compreensão crítica da realidade brasileira visando à elaboração de instrumentos teóricos que permitam o incentivo e a promoção do desenvolvimento nacional. O ISEB foi o principal responsável pela elaboração da estratégia econômica nacional-desenvolvimentista. Com o golpe de 1964 o ISEB é extinto.

         Nesta perspectiva, afirma Roland Corbisier: "se é verdade (...) que não há movimento revolucionário sem uma teoria de revolução, não haverá desenvolvimento sem a formulação prévia de uma ideologia do desenvolvimento nacional" (Corbisier, 1958, p.87).

Não há modelo a ser seguido, e sim um modelo a ser criado !
(Keller Reis Figueiredo)

Referências:
MANCE, Euclides André - O PENSAMENTO FILOSÓFICO BRASILEIRO E SUA CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA NO SÉCULO XX, 2009.



domingo, 28 de agosto de 2016

O Poder no Brasil ?



Todas as pessoas devem ser submissas aos poderes superiores?
Segundo a Bíblia no novo testamento o poder vem de Deus e é Ele quem estabelece todos os poderes que existem na terra. E os poderes que resistem à ordem de Deus, atraem a condenação sobre eles próprios. Na fala de Jesus a Pilatos no Evangelho de João (19-11), “Não terias poder algum sobre mim, se não te fosse dado do alto; por isso, quem a ti me entregou tem maior pecado”. Maior pecado dos chefes judeus e especialmente Caifás.
O que é a democracia? De onde vem o poder?
A democracia, em sua essência, diz que é um governo escolhido livremente pelo povo, sob a base da maioria, sem desrespeito das minorias. A essência da democracia consiste em ter o poder sua origem na vontade popular. Ora, essa vontade, se não tem espontaneidade de uma origem, e não é produto de deliberações, não é livre.
Será a vontade popular, a vontade do alto? A vontade de Deus?
Na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão está escrito no Art. III: “O princípio de toda soberania reside essencialmente na nação: nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que daí não emane expressamente”.
A nação, não é o próprio povo de um país?
Este talvez seja a maior crítica ao processo de Impeachment no Brasil, processo político-criminal instaurado por denúncia no Congresso para apurar a responsabilidade, por grave delito ou má conduta no exercício de suas funções, do presidente da República, cabendo ao Senado, se procedente a acusação, aplicar ao infrator a pena de destituição do cargo.
Um governo legitimado pelo voto popular será destituído, e será entregue o poder a um governo que não foi eleito pelo povo, com um projeto político-econômico antidemocrático. Ou seja, este é o maior golpe na jovem democracia brasileira, não podemos esperar bons frutos, pois o poder não vem do alto, o poder foi usurpado politicamente.
O que poderíamos fazer de melhor?
Para o bem do povo brasileiro e da jovem democracia seria melhor que houvesse eleições diretas já. Que o povo viesse a escolher o seu novo representante com o seu projeto político-econômico. Só assim o povo estará sendo livre.