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sábado, 20 de julho de 2019

O Caminho para Começar a Aquecer a Economia Brasileira !


 
        A economia do Brasil só atrairá os investidores para empreender, se for capaz de demonstrar o retorno sobre o capital a curto, médio e longo prazo, de forma previsível, realista e factual. E qual é a base da possibilidade de retomada do crescimento do PIB? É o aumento do consumo por parte da população, é por onde a roda da fortuna gira, onde se materializa o aumento da produção para atender a demanda em grande escala. Aumentado o consumo, aumenta a venda, aumenta a produção, aumenta o recolhimento de impostos e aumenta a geração de empregos. Porque até o momento a economia continua travada, ou seja, não sai da inércia?
         Está no momento do governo buscar ativar a economia via a renda do trabalhador. Como? Com a criação de uma política salarial para o trabalhador brasileiro, é a implantação de uma política pública que vise apresentar um programa de aumento da renda a partir da base, de forma programada e previsível, para os empresários poderem se programar e planejar. Não é apenas a defesa dos trabalhadores, mas a defesa da economia brasileira. Se não houver um aumento na capacidade de consumo pelas famílias, não haverá um aumento das vendas. Por mais investidores que existirem, disponibilidade de capital, não haverá mercado consumidor capaz de dar retorno sobre o investimento.
         A política salarial não é uma política social, mais um investimento por parte dos detentores do capital, para a formação de um mercado capaz de consumir. A população brasileira tem que ter uma sobra de capital para poder comprar bens e serviços que atendam necessidades que vão além da simples sobrevivência básica.
         Pode-se pensar que uma política salarial é a base das reformas para o Brasil, juntamente com a reforma trabalhista, reforma da previdência, reforma tributária, reforma política, reforma administrativa, dentre outras. Se o Brasil quer ser um país com uma economia liberal e próspera, um dos pilares é o elevado consumo e a elevada produção que se tornam possíveis com uma renda justa para o trabalhador brasileiro.
         Para entendermos o quanto o salário do trabalhador está defasado, tenhamos como parâmetro a seguinte informação: O salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deve ser de R$ 3.928,73. O valor é 3,94 vezes o salário mínimo em vigor no ano de 2019, de R$ 998,00. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
         Recuperar o poder de compra do salário mínimo do trabalhador é a construção de uma sociedade mais justa, mais inclusiva, mais próspera para todos, traz segurança de retorno sobre o investimento do dono do capital. Eu, como brasileiro, sonho com este Brasil. Acredito que este é o caminho para crescer e tornar o Brasil grande para todos.


sábado, 6 de julho de 2019

O espectro ideológico do Governo Bolsonaro !



O Governo Bolsonaro e seu espectro ideológico no cenário político brasileiro: O governo Bolsonaro sobrevive com baixa popularidade, imerso a inúmeras atrapalhadas, em virtude de seu posicionamento político mais à direita e conservador, que atende aproximadamente 45% da população brasileira. Adepto a ideologia neoliberal, possibilita a materialização de três aspectos marcantes do governo, que são: a tradição, a família e a propriedade. O que demanda uma agenda de governo conservadora e até um retrocesso frente aos avanços progressistas dos governos de esquerda. O bem comum, as políticas sociais, a luta contra a injusta distribuição de renda no Brasil, a educação como um direito de todos, os direitos trabalhistas, os direitos sociais como o previdenciário, a conservação do meio ambiente, a saúde como um direito de todos são vistos como valores e ideias defendidos pela esquerda. Ou seja, o que o Governo Bolsonaro tem para entregar para a grande maioria da população? Somente a perda de direitos e o incremento de deveres que beneficiam a elite econômica vigente. Para a grande maioria da população, e até grande parte dos que o apoiam sairão perdendo nos próximos anos. As reformas planejadas e em curso só beneficiarão uma pequena elite econômica, que não tem nenhum compromisso social com a população brasileira. Mas o que faz um governo assim sobreviver? É o seu núcleo duro, com três pilares: O jurídico, o econômico e o ambiental. O jurídico tem o dever de manter o maior líder popular preso, Lula. O econômico tem como meta atender os interesses do mercado, dito bolsa de valores e grandes bancos privados. O ambiental atende os interesses da bancada do agronegócio, ao ponto de rever demarcações de terras dos índios, quilombolas, ação das ongs e destinação dos recursos financeiros do fundo da Amazônia. O cenário não é promissor, pois o núcleo duro do Governo Bolsonaro age nos bastidores, promove mudanças em diversas leis, defende uma agenda de governo liberal, sem qualquer preocupação social. Os danos e as rupturas serão profundos, na prática será o empobrecimento generalizado da população brasileira, seremos mais servis e explorados, não teremos um Estado de bem-estar, os valores de liberdade, igualdade e fraternidade durante o Governo Brasileiro não estarão presentes na sociedade brasileira. Para a maior parte da sociedade brasileira é o final do mundo, e de forma democrática só poderemos vislumbrar a mudança deste terrível cenário, com novas eleições. Só espero que até lá, o povo tenha aprendido a votar. Pois estamos diante de um governo impiedoso e sem escrúpulo para com a camada da sociedade menos favorecida.



O que significa a Reforma da Previdência proposta ?



         O que realmente representa a Reforma da Previdência? A Reforma da Previdência na maneira com que está proposta, representa, a reforma na forma do Estado financiar o sistema financeiro brasileiro, onde as empresas se valorizam em um curto espaço de tempo na bolsa de valores, e tenham ao longo de 10 anos recursos suficientes para pagar taxas de juros baixos. Pois, o mercado brasileiro estará inundado de recursos financeiros, o que provocará a baixa ainda maior dos juros. E se vier a segunda Reforma da Previdência, que é o sistema de capitalização, os bancos privados terão recursos financeiros em abundância para aplicar, a um custo baixíssimo. Ou seja, aumentaremos a concentração de renda nas mãos dos investidores financeiros, que não representam a maior parcela da população brasileira. Será mais dinheiro para endividar ainda mais o trabalhador e o aposentado, que mal conseguem sobreviver dignamente com os baixos rendimentos que têm. Na verdade, o financiamento do aumento de investimento por parte das empresas privadas virá da Reforma da Previdência, são os futuros aposentados que pagarão a conta do enriquecimento dos bancos e empresas privadas. Como no passado, que o fundo de previdência financiou o desenvolvimento do Brasil no governo da era militar. O Brasil cresce, expande o PIB, mas não divide a prosperidade com sua população, pois não existirá mais um mecanismo de distribuição de renda, que possa minimizar a injustiça social presente no país. A previdência como existe hoje, representa um sistema de transferência de renda para a classe menos favorecida. É este dinheiro, que os bancos e empresas privadas estão ambicionando se apropriar, sem se preocuparem com as consequências sociais. O futuro para a maior parte da população brasileira é sombrio, pois o rendimento para sobreviver será menor ainda e a aposentadoria digna representará um luxo para poucos. O que está sendo construído é a pauperização sistêmica da população brasileira, é o aumento da exploração e espoliação. A injustiça social crescerá ao longo de dez anos. A questão a saber é: Será que no futuro o Brasil terá um mercado consumidor capaz de dar retorno ao capital investido ?


domingo, 30 de junho de 2019

Por que a economia no Brasil não decola ?


       Qual é o pilar do capitalismo? É o consumidor, sem o consumo, a economia não gira, não há relação de troca de dinheiro por bens e serviços. O que presenciamos nestes últimos anos no Brasil, foi à baixa do ponto de equilíbrio de mercado, o encontro da oferta e da demanda de bens e serviços, a um nível que impossibilita o crescimento do PIB acima de 1%. Ou seja, a economia está estagnada, e qual é o motivo básico? Se o pilar do capitalismo é o consumidor, a razão está no consumidor, que não está consumindo em sua plenitude, prioriza apenas gêneros de extrema necessidade. Como podemos aumentar a demanda por bens e serviços para fazer a economia brasileira crescer acima de 1% a.a., superior a 4% a.a., gerando emprego e renda para a maioria dos brasileiros?
         Se a demanda é definida pelo desejo do consumidor de adquirir um determinado bem ou serviço, como este desejo pode se realizar na prática? Depende dos preços dos bens e serviços e basicamente da renda do consumidor, e o que está tornando o consumo de bens e serviços que vão além das necessidades básicas, qual é o fator limitador do consumo, que é a base do capitalismo? É a renda do trabalhador, que nos últimos anos demonstra está a um nível muito baixo, inviabilizando o crescimento da economia. Simplesmente o nível de consumo está baixo, porque a renda do trabalhador está baixa.
         É um paradoxo do capitalismo, o empresário luta para diminuir os custos de produção de bens e serviços, para poder ser competitivo, mas se o trabalhador tem uma renda baixa, aquém das necessidades reais para a manutenção digna de sua sobrevivência, não se torna viável o consumo de bens e serviços que não atendam as necessidades básicas do trabalhador. O que condena a economia brasileira a ter um desempenho abaixo de seu real potencial, ou seja, um desempenho medíocre. Esta é a realidade da economia brasileira, está condenada a estagnação, as reformas virão: trabalhista, previdenciária, tributária, pacto federativo (federação, estados e municípios), política, econômica e até em alguns níveis, sociais. E não terão sucesso, não serão capazes de surtir os efeitos desejados, se em conjunto a tudo isso, não existir uma política salarial, que recupere o poder de compra real do trabalhador, que é o consumidor, a base do capitalismo.
         Sem uma política salarial, que crie um mercado consumidor, capaz de tornar viável e sustentável o retorno sobre o investimento dos empresários, o Brasil continuará a ser um país de um elevado nível de risco para qualquer tipo de empreendimento. A primeira reivindicação que um investidor externo deve fazer é a implementação de uma política salarial, para a geração de um mercado consumidor, capaz de dar retorno e sustentabilidade ao capital investido.
         Para quem tem um bilhão de dólares para investir no Brasil, o país oferece a certeza, de que o capital investido terá o seu retorno esperado? Está na hora de valorizar o salário do trabalhador, para poder criar um mercado consumidor forte, e assim o capitalismo se desenvolver em toda sua plenitude no Brasil, do contrário o PIB continuará a crescer anualmente abaixo de 1%, ou seja, a economia ficará estagnada, e o Brasil jamais poderá se desenvolver em todo seu potencial.




sexta-feira, 17 de maio de 2019

A Destinação dos Bens Terrenos !



        Segundo a Doutrina Social da Igreja em 1931 por Pio XI na Encíclica Quadragesimo Anno (n. 88), “a caridade social é a virtude que de dirige às pessoas, não mais tomadas isoladamente, mas em seu conjunto, pois seu objeto é o conjunto de toda sociedade, ordenando tudo ao bem comum e ao bem último, que é Deus”.
         Ou seja, os bens terrenos foram criados e transformados para um fim último, que é o bem comum, não há como defender a propriedade privada que não esteja a serviço do bem comum. A desigualdade entre ricos e pobres no mundo é um pecado social, porque o homem não é o senhor dos bens terrenos, mas apenas um administrador.
         Os bens terrenos são destinados a todas as pessoas, segundo o Papa Francisco, a função social da propriedade e a destinação universal dos bens são realidades anteriores à propriedade privada. Na Doutrina Social da Igreja a propriedade privada não é um direito absoluto, mas relativo.
         A destinação universal dos bens tem como princípio que todos devem ter acesso ao que é necessário para uma vida decente e digna e que sobre toda propriedade privada pesa uma hipoteca social.
         O Concílio reafirma o ensinamento tradicional da Igreja que remonta a Santo Tomás de Aquino, de que aquele que se encontra em caso de extrema necessidade tem o direito de tomar dos outros os bens de que necessita, resguardada as condições para a liceidade moral deste ato. No campo do Direito o nome se dá de “furto famélico”, quando, para garantir a sua vida ou a de outro, que é um bem valioso, a pessoa transgride um menos valioso, que é a propriedade privada, respeitados alguns requisitos para sua não criminalização.
         No Compêndio de Doutrina Social da Igreja 177, o direito “à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum”. Ela não é um fim em si mesmo, mas um meio para se chegar a um fim, que é o bem comum.
         A discussão que não é nova, mas se faz presente no século XXI é: Qual é o fim de tamanha desigualdade socioeconômica no mundo? Onde 5% da população detêm 50% da renda mundial. Não está na hora de revermos o modelo ético, ou seja, os princípios que fundamentam o modo de ser do modelo econômico vigente? O que está estabelecido gera mais problemas, do que soluções.
         A humanidade já alcançou um padrão científico e tecnológico capaz de provocar uma revolução social, e viver em caridade social. As organizações que se diferenciarão, prosperarão e terão longevidade no século XXI, serão as organizações comprometidas com valores humanistas da justiça social, ou seja, o fim último, que é o bem comum. É uma nova ética, para um novo padrão socioeconômico.
         Fonte:
         ALVES, Antonio Aparecido. Doutrina Social da Igreja : um guia prático para estudo / Antonio Aparecido Alves. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2014.


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Trabalhador sem renda justa, a economia não cresce !





         Estamos no Brasil, dia 1ª de Maio de 2019, data para se comemorar o dia do trabalhador, aquele que ajuda o patrão a gerar riqueza para o país. Em virtude da alta taxa de pessoas desempregados, há muito pouco o que se comemorar, mas há um alerta a fazer:
         A economia do Brasil só voltará a crescer se o trabalhador voltar a ter uma renda justa, que o possibilite consumir todo o tipo de produtos, pois nas condições atuais, o trabalhador tem uma renda insuficiente para viver dignamente.
Segundo o caderno de economia do UOL, de 06/02/2019 em São Paulo, em janeiro, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 3.928,73. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Esta é a realidade de vida do trabalhador brasileiro, como ele poderá ajudar a economia do país com sua baixa capacidade de consumo? Pois, o salário mínimo de 2019 é de R$ 998,00. Ou seja, as reformas virão, mas se não existir um programa para a recuperação da renda do trabalhador, a economia do Brasil continuará a patinar, investimentos serão feitos, mas não existirão consumidores. Um país rico com uma população pobre, ou melhor, miserável.
O sistema financeiro, que até então, se sente intocável, imune à crise, viverá o seu maior revés, o lucro contábil apresentado em seus balanços, não se realizarão, em virtude da elevada inadimplência das pessoas físicas, das pessoas jurídicas e do Estado. Todos nós estaremos inseridos dentro de um enorme círculo vicioso, onde todos perdem, pois até os investidores estrangeiros deixarão de investir no Brasil.
Juntamente com as reformas, tem que haver um programa de recuperação da renda do trabalhador, pois o trabalhador recebendo um salário justo, consome, as empresas vendem e têm lucro, os bancos recebem as parcelas dos empréstimos e realizam financeiramente o lucro contábil, o Estado passa a recolher mais impostos e supera o sistêmico déficit fiscal. O Brasil precisa olhar para cima e construir a roda da fortuna, tudo começa com a renda do trabalhador.
Então fica uma reflexão, como cidadãos brasileiros, queremos viver em um país de eterna injustiça econômica social ou iremos lutar para revertermos esta trajetória e construir um país justo, capaz de valorizar o dia do trabalhador e ter um motivo real para comemorar?
Uma economia forte é feita de trabalhadores fortes, pois todos são trabalhadores, mesmo os patrões.


domingo, 7 de abril de 2019

O que está acontecendo com a nossa casa ?


          Vivemos uma contínua aceleração das mudanças na humanidade e no planeta, e os objetivos desta mudança rápida e constante não estão necessariamente orientados para o bem comum e para um desenvolvimento humano sustentável e integral.
A – Poluição e mudanças climáticas
A poluição, resíduos e cultura do descarte: Existem formas de poluição que afetam diariamente as pessoas. A exposição aos poluentes atmosféricos produz uma vasta gama de efeitos sobre a saúde, particularmente dos mais pobres, e provocam milhões de mortes prematuras.
Na realidade, a tecnologia, que, ligada à finança, pretende ser a única solução dos problemas, é incapaz de ver o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros.
Devemos considerar também a poluição produzida pelos resíduos, incluindo os perigosos presentes em variados ambientes. Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis: resíduos domésticos e comerciais, detritos de demolições, resíduos clínicos, eletrônicos e industriais, resíduos altamente tóxicos e radioativos.
O sistema industrial, no final do ciclo de produção e consumo, não desenvolveu a capacidade de absorver e reutilizar resíduos e detritos.
          O que as futuras e atuais gerações podem fazer?
B – O clima como bem comum
O clima é um bem comum, um bem de todos e para todos. Em nível global é um sistema complexo, que tem a ver com muitas condições essenciais para a vida humana.
Há um consenso científico muito consistente, indicando que estamos perante um preocupante aquecimento do sistema climático, embora não se possa atribuir uma causa cientificamente determinada a cada fenômeno climático em particular.
A humanidade é chamada a tomar consciência da necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater esse aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam.
Numerosos estudos científicos indicam que a maior parte do aquecimento global das últimas décadas é devido à alta concentração de gases de efeito estufa emitidos, sobretudo, por causa da atividade humana.
A sua concentração na atmosfera impede que o calor dos raios solares refletidos pela terra si dilua no espaço. Isto é particularmente agravado pelo modelo de desenvolvimento baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis, o qual está no centro do sistema energético mundial. E incidiu também a prática crescente de mudar a utilização do solo, principalmente o desflorestamento para finalidade agrícola.
Como podemos mudar as nossas vidas?
Bibliografia:
PAPA FRANCISCO, Carta Encíclica – LAUDATO SI – Sobre o cuidado da casa comum. 1ªed. – 2015 – 2ª reimpressão – 2015. Paulinas. São Paulo – SP – 2015.