O
que realmente representa a Reforma da Previdência? A Reforma da Previdência na
maneira com que está proposta, representa, a reforma na forma do Estado
financiar o sistema financeiro brasileiro, onde as empresas se valorizam em um
curto espaço de tempo na bolsa de valores, e tenham ao longo de 10 anos recursos
suficientes para pagar taxas de juros baixos. Pois, o mercado brasileiro estará
inundado de recursos financeiros, o que provocará a baixa ainda maior dos
juros. E se vier a segunda Reforma da Previdência, que é o sistema de capitalização,
os bancos privados terão recursos financeiros em abundância para aplicar, a um
custo baixíssimo. Ou seja, aumentaremos a concentração de renda nas mãos dos
investidores financeiros, que não representam a maior parcela da população
brasileira. Será mais dinheiro para endividar ainda mais o trabalhador e o
aposentado, que mal conseguem sobreviver dignamente com os baixos rendimentos
que têm. Na verdade, o financiamento do aumento de investimento por parte das
empresas privadas virá da Reforma da Previdência, são os futuros aposentados
que pagarão a conta do enriquecimento dos bancos e empresas privadas. Como no
passado, que o fundo de previdência financiou o desenvolvimento do Brasil no
governo da era militar. O Brasil cresce, expande o PIB, mas não divide a
prosperidade com sua população, pois não existirá mais um mecanismo de
distribuição de renda, que possa minimizar a injustiça social presente no país.
A previdência como existe hoje, representa um sistema de transferência de renda
para a classe menos favorecida. É este dinheiro, que os bancos e empresas
privadas estão ambicionando se apropriar, sem se preocuparem com as
consequências sociais. O futuro para a maior parte da população brasileira é sombrio,
pois o rendimento para sobreviver será menor ainda e a aposentadoria digna representará
um luxo para poucos. O que está sendo construído é a pauperização sistêmica da
população brasileira, é o aumento da exploração e espoliação. A injustiça
social crescerá ao longo de dez anos. A questão a saber é: Será que no futuro o Brasil terá um mercado consumidor capaz de dar retorno ao capital investido ?
Vamos conversar da vida, das singularidades, possibilidades, construir conceitos, encontrar caminhos que possam auxiliar nas questões existenciais e realizarmos trocas e reflexões.
sábado, 6 de julho de 2019
domingo, 30 de junho de 2019
Por que a economia no Brasil não decola ?
Qual é o pilar do capitalismo? É o
consumidor, sem o consumo, a economia não gira, não há relação de troca de
dinheiro por bens e serviços. O que presenciamos nestes últimos anos no Brasil,
foi à baixa do ponto de equilíbrio de mercado, o encontro da oferta e da
demanda de bens e serviços, a um nível que impossibilita o crescimento do PIB
acima de 1%. Ou seja, a economia está estagnada, e qual é o motivo básico? Se o
pilar do capitalismo é o consumidor, a razão está no consumidor, que não está
consumindo em sua plenitude, prioriza apenas gêneros de extrema necessidade.
Como podemos aumentar a demanda por bens e serviços para fazer a economia brasileira
crescer acima de 1% a.a., superior a 4% a.a., gerando emprego e renda para a
maioria dos brasileiros?
Se
a demanda é definida pelo desejo do consumidor de adquirir um determinado bem
ou serviço, como este desejo pode se realizar na prática? Depende dos preços
dos bens e serviços e basicamente da renda do consumidor, e o que está tornando
o consumo de bens e serviços que vão além das necessidades básicas, qual é o
fator limitador do consumo, que é a base do capitalismo? É a renda do
trabalhador, que nos últimos anos demonstra está a um nível muito baixo, inviabilizando
o crescimento da economia. Simplesmente o nível de consumo está baixo, porque a
renda do trabalhador está baixa.
É
um paradoxo do capitalismo, o empresário luta para diminuir os custos de
produção de bens e serviços, para poder ser competitivo, mas se o trabalhador
tem uma renda baixa, aquém das necessidades reais para a manutenção digna de
sua sobrevivência, não se torna viável o consumo de bens e serviços que não atendam
as necessidades básicas do trabalhador. O que condena a economia brasileira a ter
um desempenho abaixo de seu real potencial, ou seja, um desempenho medíocre.
Esta é a realidade da economia brasileira, está condenada a estagnação, as
reformas virão: trabalhista, previdenciária, tributária, pacto federativo
(federação, estados e municípios), política, econômica e até em alguns níveis,
sociais. E não terão sucesso, não serão capazes de surtir os efeitos desejados,
se em conjunto a tudo isso, não existir uma política salarial, que recupere o
poder de compra real do trabalhador, que é o consumidor, a base do capitalismo.
Sem
uma política salarial, que crie um mercado consumidor, capaz de tornar viável e
sustentável o retorno sobre o investimento dos empresários, o Brasil continuará
a ser um país de um elevado nível de risco para qualquer tipo de
empreendimento. A primeira reivindicação que um investidor externo deve fazer é
a implementação de uma política salarial, para a geração de um mercado
consumidor, capaz de dar retorno e sustentabilidade ao capital investido.
Para
quem tem um bilhão de dólares para investir no Brasil, o país oferece a certeza,
de que o capital investido terá o seu retorno esperado? Está na hora de valorizar
o salário do trabalhador, para poder criar um mercado consumidor forte, e assim
o capitalismo se desenvolver em toda sua plenitude no Brasil, do contrário o
PIB continuará a crescer anualmente abaixo de 1%, ou seja, a economia ficará
estagnada, e o Brasil jamais poderá se desenvolver em todo seu potencial.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
A Destinação dos Bens Terrenos !
Segundo
a Doutrina Social da Igreja em 1931 por Pio XI na Encíclica Quadragesimo Anno (n. 88), “a caridade social é a virtude que de dirige
às pessoas, não mais tomadas isoladamente, mas em seu conjunto, pois seu objeto
é o conjunto de toda sociedade, ordenando tudo ao bem comum e ao bem último,
que é Deus”.
Ou
seja, os bens terrenos foram criados e transformados para um fim último, que é
o bem comum, não há como defender a propriedade privada que não esteja a
serviço do bem comum. A desigualdade entre ricos e pobres no mundo é um pecado
social, porque o homem não é o senhor dos bens terrenos, mas apenas um administrador.
Os
bens terrenos são destinados a todas as pessoas, segundo o Papa Francisco, a
função social da propriedade e a destinação universal dos bens são realidades
anteriores à propriedade privada. Na Doutrina Social da Igreja a propriedade privada
não é um direito absoluto, mas relativo.
A
destinação universal dos bens tem como princípio que todos devem ter acesso ao
que é necessário para uma vida decente e digna e que sobre toda propriedade
privada pesa uma hipoteca social.
O
Concílio reafirma o ensinamento tradicional da Igreja que remonta a Santo Tomás
de Aquino, de que aquele que se encontra em caso de extrema necessidade tem o
direito de tomar dos outros os bens de que necessita, resguardada as condições
para a liceidade moral deste ato. No campo do Direito o nome se dá de “furto
famélico”, quando, para garantir a sua vida ou a de outro, que é um bem
valioso, a pessoa transgride um menos valioso, que é a propriedade privada,
respeitados alguns requisitos para sua não criminalização.
No
Compêndio de Doutrina Social da Igreja 177, o direito “à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum”.
Ela não é um fim em si mesmo, mas um meio para se chegar a um fim, que é o bem
comum.
A
discussão que não é nova, mas se faz presente no século XXI é: Qual é o fim de
tamanha desigualdade socioeconômica no mundo? Onde 5% da população detêm 50% da
renda mundial. Não está na hora de revermos o modelo ético, ou seja, os
princípios que fundamentam o modo de ser do modelo econômico vigente? O que
está estabelecido gera mais problemas, do que soluções.
A
humanidade já alcançou um padrão científico e tecnológico capaz de provocar uma
revolução social, e viver em caridade social. As organizações que se
diferenciarão, prosperarão e terão longevidade no século XXI, serão as organizações
comprometidas com valores humanistas da justiça social, ou seja, o fim último,
que é o bem comum. É uma nova ética, para um novo padrão socioeconômico.
Fonte:
ALVES,
Antonio Aparecido. Doutrina Social da Igreja : um guia prático para estudo /
Antonio Aparecido Alves. – Petrópolis, RJ : Vozes, 2014.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Trabalhador sem renda justa, a economia não cresce !
Estamos
no Brasil, dia 1ª de Maio de 2019, data para se comemorar o dia do trabalhador,
aquele que ajuda o patrão a gerar riqueza para o país. Em virtude da alta taxa
de pessoas desempregados, há muito pouco o que se comemorar, mas há um alerta a
fazer:
A
economia do Brasil só voltará a crescer se o trabalhador voltar a ter uma renda
justa, que o possibilite consumir todo o tipo de produtos, pois nas condições
atuais, o trabalhador tem uma renda insuficiente para viver dignamente.
Segundo o caderno de
economia do UOL, de 06/02/2019 em São Paulo, em janeiro, o salário mínimo
necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$
3.928,73. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos).
Esta é a realidade de
vida do trabalhador brasileiro, como ele poderá ajudar a economia do país com sua
baixa capacidade de consumo? Pois, o salário mínimo de 2019 é de R$ 998,00. Ou
seja, as reformas virão, mas se não existir um programa para a recuperação da
renda do trabalhador, a economia do Brasil continuará a patinar, investimentos serão
feitos, mas não existirão consumidores. Um país rico com uma população pobre,
ou melhor, miserável.
O sistema financeiro,
que até então, se sente intocável, imune à crise, viverá o seu maior revés, o
lucro contábil apresentado em seus balanços, não se realizarão, em virtude da
elevada inadimplência das pessoas físicas, das pessoas jurídicas e do Estado.
Todos nós estaremos inseridos dentro de um enorme círculo vicioso, onde todos
perdem, pois até os investidores estrangeiros deixarão de investir no Brasil.
Juntamente com as
reformas, tem que haver um programa de recuperação da renda do trabalhador,
pois o trabalhador recebendo um salário justo, consome, as empresas vendem e
têm lucro, os bancos recebem as parcelas dos empréstimos e realizam financeiramente
o lucro contábil, o Estado passa a recolher mais impostos e supera o sistêmico déficit
fiscal. O Brasil precisa olhar para cima e construir a roda da fortuna, tudo
começa com a renda do trabalhador.
Então fica uma
reflexão, como cidadãos brasileiros, queremos viver em um país de eterna
injustiça econômica social ou iremos lutar para revertermos esta trajetória e
construir um país justo, capaz de valorizar o dia do trabalhador e ter um
motivo real para comemorar?
Uma economia forte é
feita de trabalhadores fortes, pois todos são trabalhadores, mesmo os patrões.
domingo, 7 de abril de 2019
O que está acontecendo com a nossa casa ?
Vivemos uma contínua
aceleração das mudanças na humanidade e no planeta, e os objetivos desta
mudança rápida e constante não estão necessariamente orientados para o bem
comum e para um desenvolvimento humano sustentável e integral.
A – Poluição e mudanças
climáticas
A poluição, resíduos e
cultura do descarte: Existem formas de poluição que afetam diariamente as
pessoas. A exposição aos poluentes atmosféricos produz uma vasta gama de
efeitos sobre a saúde, particularmente dos mais pobres, e provocam milhões de
mortes prematuras.
Na realidade, a
tecnologia, que, ligada à finança, pretende ser a única solução dos problemas,
é incapaz de ver o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas
e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros.
Devemos considerar
também a poluição produzida pelos resíduos, incluindo os perigosos presentes em
variados ambientes. Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de
resíduos, muitos deles não biodegradáveis: resíduos domésticos e comerciais, detritos
de demolições, resíduos clínicos, eletrônicos e industriais, resíduos altamente
tóxicos e radioativos.
O sistema industrial,
no final do ciclo de produção e consumo, não desenvolveu a capacidade de
absorver e reutilizar resíduos e detritos.
O que as futuras e atuais gerações podem
fazer?
B – O clima como bem
comum
O clima é um bem comum,
um bem de todos e para todos. Em nível global é um sistema complexo, que tem a
ver com muitas condições essenciais para a vida humana.
Há um consenso
científico muito consistente, indicando que estamos perante um preocupante
aquecimento do sistema climático, embora não se possa atribuir uma causa
cientificamente determinada a cada fenômeno climático em particular.
A humanidade é chamada
a tomar consciência da necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção
e de consumo, para combater esse aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas
que o produzem ou acentuam.
Numerosos estudos
científicos indicam que a maior parte do aquecimento global das últimas décadas
é devido à alta concentração de gases de efeito estufa emitidos, sobretudo, por
causa da atividade humana.
A sua concentração na
atmosfera impede que o calor dos raios solares refletidos pela terra si dilua
no espaço. Isto é particularmente agravado pelo modelo de desenvolvimento
baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis, o qual está no centro do
sistema energético mundial. E incidiu também a prática crescente de mudar a
utilização do solo, principalmente o desflorestamento para finalidade agrícola.
Como podemos mudar as
nossas vidas?
Bibliografia:
PAPA FRANCISCO, Carta Encíclica –
LAUDATO SI – Sobre o cuidado da casa comum. 1ªed. – 2015 – 2ª reimpressão –
2015. Paulinas. São Paulo – SP – 2015.
segunda-feira, 4 de março de 2019
A Luta de Ricos contra Pobres no Brasil !
O
novo governo brasileiro tem como visão de mundo a ideologia liberal, que
possibilita a realização de políticas pública que venham a atender 10% da
população mais rica do Brasil, que concentrava 43,3% da renda do país em 2017,
diz IBGE. Segundo economia, uol de 11/04/2018. O problema do Brasil é a
distribuição da renda e falta de oportunidades, sem resolver estas questões a
economia não decola, as reformas liberais serão feitas mais não farão crescer a economia do Brasil.
As
reformas econômicas previstas pelo atual governo liberal só têm um compromisso:
atender os interesses do mercado financeiro, que apenas 10% da população tem
acesso, em função da renda.
A primeira reforma, a
da previdência, que tem como objetivo economizar 1 trilhão de reais em 10 anos.
Quem vai pagar a maior conta será 70% da população que tenha uma renda até 2
salários mínimos. A pergunta é: para quem? Os rentistas, os fundos de
aplicadores em títulos do governo. Seria uma forma de garantir o pagamento dos
juros das aplicações.
A segunda reforma, a
tributária, que tem como objetivo diminuir a carga tributária no país e consequentemente
menos dinheiro para educação, saúde e segurança.
A terceira reforma, a do
Estado, que tem como objetivo diminuir o tamanho do Estado Brasileiro, em vez
de tornar os serviços do Estado mais eficientes com a implantação de
tecnologias, que racionalizem as operações e diminua os custos. Não pense que
seja uma missão impossível, é só procurarmos avaliar como a Secretaria da
Receita Federal opera. Os serviços podem ser comparados como serviços de
primeiro mundo. Por que não podemos ter a mesma qualidade de serviços nas
outras áreas do governo como por exemplo: Segurança pública, educação e saúde?
Uma sugestão, por que
não se faz uma CPI (Lava Jato) da dívida pública? Como pode crescer a uma
velocidade tão rápida, parece-me que há alguma falha na gestão da dívida
pública. Quem são os maiores beneficiários, e a quem interessa um Estado
brasileiro inviabilizado financeiramente?
O Brasil deve ser a 5ª
maior economia do mundo em 2050, segundo pesquisa da PwC. O PIB per capita
projetado para o País deve ser de US$ 7.540 em 2050, considerando dólares
correntes, ante os US$ 3.135 do ano passado. Pelas projeções, o Brasil sai da
sétima posição mundial, em 2016, recua para a oitava colocação em 2030 para,
depois, subir para a quinta colocação em 2050. (NOVAREJO - https://portalnovarejo.com.br/2017/02/brasil-deve-ser-5a-maior-economia-do-mundo/)
O que o Brasil vive no
momento presente? É a luta de ricos contra pobres (trabalhadores) pela renda
nacional. Até quando a população deve se sujeitar a esta condição de vida? Está
na hora do povo se organizar e mostrar o que espera de seus governantes em um
Estado democrático de direito, tem que ser dado um basta, não é possível que
10% da população diga como tem que ser o destino e a vida de 90% da população.
Esta situação comprova
que a população brasileira não vive um democracia, é uma falácia, pois uma
minoria manda e uma maioria obedece, é a ditadura da elite econômica, que não
tem qualquer compromisso com a segurança, saúde e educação da população. As
reformas liberais só servem para um fim: ratificar os interesses da elite
econômica brasileira, que de brasileira não tem nada, pois não está
comprometida com o país e muito menos com a população. Nossos atuais líderes
políticos são apenas empregados bem remunerados dessa perversa elite econômica
brasileira.
Acorda povo brasileiro!
Está na hora de fazer prevalecer os interesses de 90% da população brasileira e
tornar de fato o Brasil um país dos brasileiros que trabalham todos os dias por
um baixo salário, e com o risco de perder direitos trabalhistas que foram
duramente conquistados ao longo de sua história. Vamos à luta, não deixemos que
tirem tudo de nós, nossos sonhos, conquistas e até o futuro.
Breno Altman: Por que lutar contra a reforma da Previdência?
Eduardo Moreira: esquerda está prestes a viver seu melhor momento
Eduardo Moreira fala sobre o liberalismo de fachada
Eduardo Moreira e Maria Lucia Fattorelli debatem dívida pública
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domingo, 27 de janeiro de 2019
A vida de quem prova que é possível mudarmos para melhor !
O
ser humano não é escravo de sua história, ele pode mudar o seu padrão
autogênico, ou seja, o reordenamento interior, a ressignificação do vivido, a organização
da sua malha intelectiva. Pois, os equilíbrios estabelecidos não são
permanentes, as estruturas não são fixas, os hábitos não são rígidos e a
própria relação entre os tópicos que formam a estrutura do pensamento podem
variar. Nós somos livres, podemos superar os choques existenciais e os nós que
amarram as nossas vidas. Tudo depende de uma tomada de decisão, o homem é
livre, capaz de por suas escolhas realizar um caminho próprio ou projeto
existencial. O destino do homem está em suas mãos e o que torna sua vida
singular é resultado do que faz. A vida é uma construção, um projeto, tudo
depende da busca, que tem a ver com a direção ou sentido que quer dar à vida.
Baixos padrões autogênicos são caracterizados por emoções
como: ódio, desespero, angústia, inveja, solidão, ansiedade, exclusão e outros,
que podem provocar choques na Estrutura de Pensamento. É possível superar este
estado de coisas, organizando de forma harmoniosa a Estrutura de Pensamento,
selecionando atitudes, refazendo objetivos, mudando pensamentos, criando novas
buscas, direção e sentido para a própria vida. E assim, elevar o padrão
autogênico, passar a viver outras emoções, como: amor, amizade, generosidade,
compaixão, perdão, autruísmo, a beleza do mundo e outras. Um exemplo prático é
do Homem mais inteligente da história, Jesus.
“Ao
examinarmos a vida de Jesus relatada nos evangelhos, notamos que ele vai se
modificando gradualmente. A existência do menino obediente, do jovem
carpinteiro vai se tornando diferente à medida que ele aprofunda suas
experiências religiosas e toma consciência de sua condição divina. Os fatos de
sua vida mudam substancialmente então e ele se eleva para padrões autogênicos
altíssimos e fica muito distante das pessoas comuns. Quando Jesus foi batizado
por João Batista o processo de elevação autogênica chegou a esse patamar
altíssimo. Ele sai das águas do Jordão modificado. Já não viverá ocupado com os
trabalhos rotineiros de carpinteiro, provavelmente vagando pelas cidades da
região à procura de trabalho, mas se dedicará a difusão de uma nova forma de
vida. Jesus anunciará o reino de Deus presente no coração de cada homem. Ele
espera que com o anúncio da boa nova cada pessoa se transforme intimamente para
viver desde já com a cabeça em outro Reino. Jesus alcançou níveis atingiu uma
nova vizinhança tópica: ensinou o perdão aos inimigos, a compaixão para com os que
sofrem, a mudança de atitude em cada momento da vida, desejou que seus
seguidores buscassem o Reino de Deus em primeiro lugar. Em resumo, ele renova
todas as coisas e faz as coisas diferentemente do que os homens geralmente fazem
quando a cabeça e as emoções estão com os pés neste mundo.”
Esta
busca é o que dá sentido a vida neste mundo, embora a elevação de padrão
autogênico como a experimentada por Jesus de Nazaré não é algo fácil, poucos a
vislumbram e quase ninguém a alcança. A elevação espiritual não é uma conquista
fácil, é uma conversão constante, um processo, um projeto de vida, onde a
pessoa precisa desenvolver elementos de sua personalidade para atingir níveis
elevados. A figura dos Santos Cristãos Católicos é a prova de que todos nós podemos
alcançar níveis de elevado padrão autogênico, somos convidados a uma jornada
existencial que nos leve a santidade. Esta talvez seja a casa do Pai, a qual
todos nós temos como morada final.
Reflexão
realizada a partir de fragmentos do livro:
CARVALHO,
José Maurício de Carvalho. Diálogos em filosofia clínica – São Paulo: FiloCzar,
2013.
Comecei a fazer 80 anos com 29 | Abilio Diniz | TEDxSaoPauloSalon
Vídeo sensacional de um grande exemplo de Altruísmo !
Altruísmo Egoísta é a Chave do Sucesso: Gina Gotthilf at TEDxSaoJosedosCampos
Vídeo sensacional de um grande exemplo de Altruísmo !
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